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Pais Brilhantes Professores Fascinantes

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Introdução 

Augusto Cury é um psiquiatra, pesquisador da psicologia e professor que vêm escrevendo ótimos livros. Pais brilhantes ~ Professores fascinantes não é diferente.
   No livro o autor faz uma profunda análise da situação atual da educação (não só educação escolar como a que se recebe em casa também), aponta alguns problemas existentes, quais são as causas no passado que influenciaram na situação atual dessa situação e empõe sua teoria e métodos para melhora-la.
   Sua teoria defende a idéia de que a educação atual prepara as crianças  para o universo do trabalho mecanizado, do viver em função da satisfação capitalista e material, enquanto o ideal seria uma educação mais humanizada, que forme pensadores, sentimentais, porém racionais e preparados para a vida.
   Para defender sua teoria o autor dirige-se primeiro aos pais. Ele faz um dualismo entre os pais bons, pais da sociedade atual que visando não cometer os mesmos erros de seus pais cometeram no passao acabaram proporcionando uma vida acomodada e demasiadamente materialista aos seus filhos e tornando a familia um grupo de membros distantes e esranhos, e os pais brilhantes, que são os conselhos de como os pais devem ser para saber conciliar o bem estar da familia, admitindo seus erros e sem se perder no comodismo.
   Depois a palavra é dedicada aos professores. Cury diz que é erroneo assumir a postura de bom professor, que segue corretamente o conteúdo programático e que prepara seus alunos para uma profissão, mas que na verdade todos devem ser professores fascinantes que conquista seus alunos interagindo, tornando-se seu exemplo, e os torne pensadores capases de tomar as decisões corretas para seguir sua vida.
   Não é só de comparações que é escrito o livro, entre outros pontos importantes pode-se destacar os denominados "Sete pecados capitais dos educadores", situações comumente protagonizadas pelos educadores e que inconscientemente prejudica o ensino, e também "Os cinco papéis da memória humana", que é uma análise que o autor faz de como é o funcionamente da memória humana, indicando os melhores métodos de como utilizala da melhor maneira no ensino.
   Para finalizar o livro estão as dez ações para revolucionar o ensino e chegar a escola dos sonhos e uma pequena história em homenagem aos professores "A história da grande torre".
    Apesar de como sugere o título do livro, este seja dedicado principalmente aos pais e professores, isso não significa exclusivamente. Segundo palavras do próprio livro "A quem interessa este livro? Aos pais professoresde pré-escola, ensino fundamental, médio e universitário, aos psicólogos, aos profissionais de recursos humanos, aos jovens e a todos os que desejam conhecer alguns segredos da sua personalidade e enriquecer suas relações sociais.  

I Parte 

A criança precisa ter infância, não presentes! Cada criança há um mundo a ser descoberto. Você não deve obstruir a inteligência da criança e deve participar de suas descobertas. Mas o mundo infantil, cheio de sonhos, deve ser alertado sobre as possibilidades do fracasso.
Lembrar o passado deve ser feito sem acreditar na fidelidade destas lembranças: o passado é sempre reconstruido! Na vida se acumula pilhas de conteúdos, mas poucos estímulos próprios: conhece-se cada vez mais o mundo  e cada vez menos a si próprio.
Os prazeres rápidos destrõem as emoções verdadeiras. Quanto pior a educação, maior o uso de psiquiatras e dos farmacos. Deve-se ter serenidade para se esvaziar e ter sensibilidade para aprender.
Cury começa com sete conselhos principais para os pais:
1- Bons pais dão presentes, pais brilhantes dão seu próprio ser. Dinheiro nenhum pode comprar seu ser, sua história, suas experiências, seu tempo. Transforme a relação com seus filhos numa feliz aventura. Os vínculos definem a qualidade da relação.
Cuidado com a RAM - Registro Automático da Memória. Ela não depende da razão. Eles registram tudo, bons e maus exemplos, não podem ser apagados e reeditá-los é complexo.  A emoção é que define a qualidade destes registros. Fica mais barato perdoar que odiar, porque o inimigo é mais presente na nossa mente.
Seus filhos/alunos não precisam de gigantes. Cruze suas histórias com seus filhos, eles precisam é de seres humanos. Mas nenhuma técnica funciona sem amor. Chorar e abraçar e mais importante que presentear.
2- Bons pais nutrem o corpo, pais brilhantes nutrem a personalidade. A sociedade se tornou uma fábrica de estresse, de consumismo opressante. Prepare seu filho a sobreviver ao sistema predatório, alimentando sua inteligência, higiene física e mental. Procure proteger a emoção, não sendo escravo dos problemas. Procure treiná-lo para ser líder, seguro, extroverso. Alimente-o com sabedoria e tranquilidade. Lembre-se que tropeçamos numa pedra, não numa montanha. O pessimismo é um cancer da alma. Procure ser rico em bom senso. Um conflito psiquico pode durar por três gerações. Conheça seus limites. A verdadeira liberdade está dentro de você.
3- Bons pais corrigem erros, pais brilhantes ensinam a pensar. Em vez de criticar, faça-o refletir. Não repetir sermões, mas procure surpreender, cirando idéias e encantando. Domine o gatilho da memória, a janela da mente, o autofluxo do "eu". Não seja um manual de regras. Críticas puras geram agressividade. Primeiro deve-se ganhar o território da emoção, para encantar, ensinar a pensar e conquistar o armazém da memória. Procure surpreender com criatividade e combater a geração do hamburguer emocional, onde os jovens não contestam mais, recebem tudo pronto e rápido, num fast-food do prazer: rápido e efêmero, detestando a paciência. Deve-se procurar encantar com pequenas coisas, para ser admirado, respeitado e, assim aprender. 
4- Bons pais preparam os filhos para os aplausos, pais brilhantes preparam-os para os fracassos. Os jovens precisam ser educados na sensibilidade, a ter metas e que a vida é um contrato de risco.  A capacidade de reclamar é o adubo da miséria, dificilmente se conquista alguma coisa apenas reclamando. Deve-se descobrir a grandeza das coisas anônimas. Uma pessoa superficial precisa de grandes eventos para ter prazer. Devemos educar a enxergar os singelos momentos, a força nas perdas, a segurança no caos,...
5- Bons pais conversam, pais brilhantes dialogam como amigos. Deixe seus filhos conhecê-los, nutra a personalidade deles, ensine-o a pensar. Prepare-o para as dificuldades e derrotas. Desenvolva bons hábitos com o diálogo. Dialogar é falar sobre o mundo que somos, falar sobre experiências, sobre coisas íntimas. Não somos ilhas. Se destruirmos o diálogo, acabamos a relação. Os jovens vivem procurando amigos, gritando através de seus conflitos. A rebeldia é um clamor por carinho e compreensão. As dores podem ser também este clamor.
Um projeto de educação da emoção pode ser desligar a TV e dialogar com os filhos. Procure fazer isso com frequência. Melhor ter um filho amigo que um diplomado. 
Procure reconhecer seus erros e excessos e se desculpar. A pérola do coração é saber tocar seus filhos e dialogar abertamente. Quem pensa em morrer, tem sede e fome de viver. Ser amigo não é ser condecendente. Autoridade e respeito se conquista com diálogo. 
6- Bons pais dão informações, pais brilhantes contam histórias. Desenvolva a capacidade de extrair das coisas mais simples belas lições de vida. Admirar a beleza do sol se pondo em vez de um quadro reproduzido.  Procurar ensinar muito falando pouco. As parábolas de Cristo como exemplo. Criar histórias e inserir nelas lições de vida. Evite agredir ou se fechar. Conte histórias para quem você ama, seja inventivo, estimulando os sonhos das pessoas e tenha-o como amigo. 
7- Bons pais dão oportunidades, pais brilhantes nunca desistem. São semeadores de ideais, nunca desistem de educar. Festejam o retorno do filho pródigo. Infelizmente ninguém se diploma na tarefa de educar.
Aprenda a dizer não sem medo; Não ceder a chantagens e pressões;  Defina os limites e barganhas possíveis; Tenha paciêcnia e esteja pronto para aprender sempre. A vida é uma grande escola que pouco ensina a quem não sabe ler e nada a quem não quer aprender.

II Parte

A diferença entre bons professores e professores fascinantes:
1- Bons professores são eloqüentes, professores fascinantes conhecem o funcionamento da mente. Ir além da cultura acadêmica, conhecer as peculiaridades, as necessidades, transformar informação em conhecimento e este em experiência. A experiência é registrada de maneira privilegiada. Procura entender a mente do aluno e depois surpreendê-los. Combater a SPA - Síndrome do Pensamento Acelerado, causada principalmente pela onipresença da televisão. O excesso de imagens... A ansiedade da SPA gera uma compulsão, como na droga, vicia. Eles se agitam, mexem-se, conversam, brigam... Pensar é excelente, pensar em demais é péssimo. O excesso é prejudicial psíquico e físico.
As causas da SPA, que gera hiperatividade, não é genética:
a- Excesso de estímulos da mídia;
b- Excesso de informação;
c- Consumismo paranóico.
Geram psicoadaptação, perda do prazer simples e inquietude.
O atual vilão da qualidade de vida é o excesso de pensamentos, ruminando o passado e desenvolvendo sentimento de culpa, sofrendo com antecipação. Isto acabou afetando a qualidade de vida do professor, gerando crise no ensino. Precisa-se de muita paciência para recuperar-se do SPA  e os alunos envolvidos.
2- Bons professores possuem metodologia, professores fascinantes possuem sensibilidade. Os primeiros falam com a voz, quando se deve falar com os olhos e o coração, expressar emoções, alterar tonalidades, viajar na mente. Não deixar a agressividade e atos irresponsáveis tirá-lo do sério. Tenha olhos de águia.
Somos vítimas do "ter", escravos da "estética" e do "consumo". Aja com gentileza, solidariedade, tolerância, inclusão, altruísmo e sensibilidade: humanos.
3- Bons professores educam a inteligência lógica, professores fascinantes educam a emoção. Exploram o mundo do seu próprio ser. Trabalhar com a emoção é mais complexo que física e matemática. Estimule-os a pensar antes de reagir, a não ter medo do medo, a ser líder, assumir autoria, filtrar os estímulos, trabalhar as contradições da vida, a doar-se, ser fiel, entender que pequenas coisas dão grandes prazeres, saber perder e correr riscos.
Quem não educa a emoção torna-se insensível (com traços psicopáticos e ofensivos) ou hipersensíveis (preocupados demais e volúveis) ou ainda alienados (não ferem, não ajudam, não sonham,...).
4- Bons professores usam a memória como depósito de informação, professores fascinantes usam-na como suporte da arte de pensar. Usam pra a criatividade. Procura ensinar a pensar e não ser repetidores. A maioria das informações é esquecida, ou simplesmente não memorizada. O passado é reconstruído, só os números são lembrados. Para repetir existem as máquinas. Por isso devemos ser criativos, não engessar a arte de pensar, libertando nossos pensamentos, abrindo as janelas da inteligência. A maioria das provas engessa a inteligência. As informações mais úteis são aquelas transformadas em conhecimento e experiência. Ousadia, questionador, debatedor, romper paradigmas e formar pensadores.
5- Bons professores são mestres temporários, professores fascinantes são mestres inesquecíveis. Estes são procurados por eles, são amados, formam seres humanos, encantam com lições de vida, estimulam o íntimo, protegem as emoções. Cristo foi negado e abandonado pelos seus discípulos, mas suas sementes germinaram. Um grande mestre se fez pequeno para chegar e encantar a todos. Não se cale sobre sua história, transmita suas experiências.
6- Bons professores corrigem comportamentos, professores fascinantes resolvem conflitos em sala de aula. Conhecer as síndromes, proteger suas emoções, evitar responder no calor das emoções (use a ferramenta do silêncio), não querer dar lições de moral no momento da agressividade (surpreenda). Um tapa com luva de pelica direto no coração, como contar uma história. Convidá-los a valorizar o que tem. Usar o afeto e a inteligência no relacionamento.
7. Bons Professores educam para uma profissão, professores fascinantes educam para a vida. Procurar mudar paradigmas, ser livres para pensar e amar. Adquirir consciência crítica, promover auto-estima. Dar atenção aos marginalizados, estimular a liderança, sem medo de errar.  
Os sete pecados capitais dos educadores:
1- Corrigir publicamente, expor os defeitos da pessoa. Os sábios usam os erros para construir. Deve-se valorizar a pessoa, não seus erros. Pior ainda, humilhar por problemas naturais.  O trauma é realimentado constantemente. Não discriminar, não criar padrões. Procure reverter os sintomas da depressão em prazer pela vida. Quem estimula a reflexão é um artesão da sabedoria.
2- Expressar autoridade com agressividade – Quando acontecer, devemos pedir desculpas. Nossos erros podem ser reproduzidos por nossos filhos. Use o diálogo para rever os erros. Doar-se, cruzar os mundos, não ter medo de perder a autoridade, mas sim de perder os filhos.
3- Ser excessivamente crítico e obstruir a infância. Deve-se dar liberdade para brincar e errar, sem correr perigo. Não comparar com os outros, permitir espontaneidade. Não impor autoridade, não humilhar em público e não criticar excessivamente. Comparação somente se estimulante (não depreciativa). Aceitar as limitações (nossas e deles).
4- Punir quando estiver irado e colocar limites sem explicações. Dar um bom exemplo e apoiar em momentos difíceis supera traumas. Não se deixar levar pela ira. Se não puder controlar, saia de cena. Diante do erro, procure levá-los a repensar suas atitudes. Maturidade é a forma inteligente de corrigir alguém. A melhor punição é aquela que se negocia. Castigos, privações e limites só educam se estimulam a arte de pensar. Elogie o jovem antes de corrigi-lo ou de criticá-lo.
5- Ser impaciente e desistir de educar. Procure construir uma ponte entre os dois mundos (seu e do jovem “problema”). Um jovem “problema” pode esconder problemas maiores. Conquiste-o com atenção e afeto. São estes que testam nossa qualidade de educadores. Se você conquistar, darão mais alegria no futuro. Invista neles.
6- Não cumprir com a palavra. Não conseguir dizer não e prometer tudo, sem poder cumprir... Perde o respeito e o jovem cresce imaturo e desconfiado. A confiança é difícil de ser construída e fácil de ser destruída. 7- Destruir a esperança e os sonhos. Sem eles não há caminho nem motivação. Temos tendência a ferir as pessoas mais intimas. Combata isto! Sem esperança não se supera conflitos. Motivação para viver, superar e vencer.
7- Destruir a esperança e os sonhos. Sem eles não há caminho nem motivação. Temos tendência a ferir as pessoas mais intimas. Combata isto! Sem esperança não se supera conflitos. Motivação para viver, superar e vencer.

 III Parte


Os Cinco Papéis da Memória Humana
A Memória é uma caixa de segredos da personalidade. Não existe lembrança pura e o registro é automático e involuntário, não pode ser deletado. A inteligência é multifocal.
1- O registro da memória é involuntário - A rejeição de uma idéia negativa poderá nos fazer escravos dela (RAM - Registro Automático da Memória). Dirija seus pensamentos, cuide dos sentimentos. Personalidade não é estática, selecione as informações.
2- A emoção determina a qualidade do registro. Maior a emoção, melhor o registro no consciente ou MUC - Memória de Uso Contínuo. Com o tempo vão para a memória existencial. Procure:
- Ensinar estimulando a emoção;
- Dar conselhos e orientações com emoção;
- Pequenos gestos com emoção;
- Não às brincadeiras discriminatórias e aos apelativos;
- Proteja a emoção.
3- A memória não pode ser deletada. A única solução é reeditar com novas experiências. Devemos dirigir nossa mente. 
4- O grau de abertura das janelas da memória depende da emoção. Acessar as coisas de nossa memória depende de nosso estado de espírito; o medo, a ansiedade e o estresse nos bloqueiam. A tranquilidade abre.
5- Não existe lembrança pura, mas reconstrução do pensamento. Somos criadores de novas idéias. Viver em função do passado obstruimos a inteligência e adoecemos. Tudo pode ser superado e reconstruido e sofre influência do presente:
- As pessoas fechadas anulam o raciocícinio;
- Muita informação se torna estressante;
- A maioria se perde;
- As escolas formam repetidores, não pensadores;
- A memória deve dar suporte à criação.

IV Parte

A Escola dos Meus Sonhos
(Melhor a educação, menor a psiquiatria...). Deve-se desenvolver ferramentas essenciais, baseadas no construtivismo de Piaget, na arte de pensar de Vigotsky, na inteligência múltipla de Gardner, na emocional de Goleman. A escola deve formar pensadores:
1- Música. A música clássica desacelera pensamentos e estabiliza emoções (combate o hiperativismo). Primeiro deve-se produzir a educção musical e emocional, depois gerar o prazer de aprender e enfim aliviar o SPA - Sindrome do Pensamento Acelerado;
2- Em Círculo ou U. A filas tradicionais distraem, obstruem a inteligência, bloqueiam as iniciativas. Procurar os alunos com os olhos, escutar com emoção. Escola, não um exército ou platéia teatral. Buscar a participação, a interação, mandar à frente e ter atenção maior aos timidos;
3- Interrogação. Nem todo estresse é negativo, somente se sem emoção. Provoque a inteligência com desafios. Aumentar a dúvida, que é principio da sabedoria. Interrogar, questionar a cada momento, gerando estresse positivo. Primeiro conquistar a emoção, depois a lógica e enfim a memória. A eloquência deve dar lugar ao instigador e estimulador: Formar mentes livres. Não deixe-o como expectador passivo (torna-se arrogante e insensível). Os ditadores e os psicopatas se apoiam em verdades absolutas. Combata a robotização do consumismo, da moda e da massa;
4- Exposição dialogada, com perguntas. Provoque a inteligência. A criança vive perguntando, sem medo. Os novatos aprendem mais. O sucesso paralisa. Reciclar e renovar sempre. Elogiar perguntando, estimulando. Buscar respostas íntimas, submeter-se a questionamentos. Descubra a arte da pergunta;
5- Contar histórias. Superar perdas e problemas. Não deixar as notícias ruins tirarem o entusiasmo. Voz flutuante e teatralizada. Gestos e reações surpreendentes. "Gritar" histórias suaves. Resgatar a realidade através da ficção, vivenciar antes de conhecer... fisgando o pensamento e estimulando a análise;
6- Humanizar o conhecimento. Não limitar-se às idéias, mas falar também da vida de seus autores, os bastidores, as aventuras e desaventuras. Dar um rosto à ciência. Combater os passivos, que apenas reproduzem. Humanizar os heróis, os cientistas, os escritores. Desmontar os mitos;
7- Humanizar o professor. Cruzar suas histórias. Lar-escola-lar, pais-professores, trabalho, casa, escola. O ser humano percebe as diferenças, constroi uma história e transforma o mundo (Freire). Humanos estimulam a criatividade, a superação de conflitos, o encanto, a educação para a paz. Não separa autor-pessoa, professor-humano, aluno-ser, o sujeito do objeto. As notas baixas tem grande valor na vida. Faça um parentese de vez em quando na aula e fale sobre a vida. Maior influência atraves do que se é, do que pelo que se sabe. Reconhecer erros e mudança de opinião. O diálogo resolve conflitos. Ultrapasse  o conteúdo programático, humanize sua história e estimule a arte da dúvida;
8- Auto-estima. Elogiar antes de criticar. Elogio em público, crítica em particular. O elogio  alivia, educa a emoção e auto-estima, desarma e permite a crítica. Surpreenda com um elogio, mesmo um agressor. Vacine-se contra a discriminação. Sempre há motivos para valorizar laguém. Evitar a crítica, nunca repeti-la. Conquiste as pessoas. Ser educador é promover a auto-estima. Nunca permita a acusação mútua e o maugosto;
9- Gerenciar pensamentos e emoções. O resgate da liderança do seu eu resgata o encanto pela vida. Os remédios são coadjuvantes. Quem supera a depressão fica melhor que antes dela. Gerencie a mente e combata a negatividade. Primeiro ser líder de nós mesmos, dominar nossos pensamentos e emoções, ser autor/dono - não vítima - de nossamente;
10. Participar de Projetos Sociais. Valorizar a responsabilidade, cidadania, solidariedade, equipe, educação, em busca da paz, justiça, direitos e deveres. Envolver-se nas campanhas humanitárias. Jovens que fazem a diferença, determinados, criativos, empreendedores, sentem-se importantes, treinados, decisivos. Saber servir, escolher,  disciplinados, como os grandes atletas, que não se deixam consumir-se pelo tédio!

Augusto Cury é um psiquiatra, pesquisador da psicologia e professor que vêm escrevendo ótimos livros. Pais brilhantes ~ Professores fascinantes não é diferente.
   No livro o autor faz uma profunda análise da situação atual da educação (não só educação escolar como a que se recebe em casa também), aponta alguns problemas existentes, quais são as causas no passado que influenciaram na situação atual dessa situação e empõe sua teoria e métodos para melhora-la.
   Sua teoria defende a idéia de que a educação atual prepara as crianças  para o universo do trabalho mecanizado, do viver em função da satisfação capitalista e material, enquanto o ideal seria uma educação mais humanizada, que forme pensadores, sentimentais, porém racionais e preparados para a vida.
   Para defender sua teoria o autor dirige-se primeiro aos pais. Ele faz um dualismo entre os pais bons, pais da sociedade atual que visando não cometer os mesmos erros de seus pais cometeram no passao acabaram proporcionando uma vida acomodada e demasiadamente materialista aos seus filhos e tornando a familia um grupo de membros distantes e esranhos, e os pais brilhantes, que são os conselhos de como os pais devem ser para saber conciliar o bem estar da familia, admitindo seus erros e sem se perder no comodismo.
   Depois a palavra é dedicada aos professores. Cury diz que é erroneo assumir a postura de bom professor, que segue corretamente o conteúdo programático e que prepara seus alunos para uma profissão, mas que na verdade todos devem ser professores fascinantes que conquista seus alunos interagindo, tornando-se seu exemplo, e os torne pensadores capases de tomar as decisões corretas para seguir sua vida.
   Não é só de comparações que é escrito o livro, entre outros pontos importantes pode-se destacar os denominados "Sete pecados capitais dos educadores", situações comumente protagonizadas pelos educadores e que inconscientemente prejudica o ensino, e também "Os cinco papéis da memória humana", que é uma análise que o autor faz de como é o funcionamente da memória humana, indicando os melhores métodos de como utilizala da melhor maneira no ensino.
   Para finalizar o livro estão as dez ações para revolucionar o ensino e chegar a escola dos sonhos e uma pequena história em homenagem aos professores "A história da grande torre".
    Apesar de como sugere o título do livro, este seja dedicado principalmente aos pais e professores, isso não significa exclusivamente. Segundo palavras do próprio livro "A quem interessa este livro? Aos pais professoresde pré-escola, ensino fundamental, médio e universitário, aos psicólogos, aos profissionais de recursos humanos, aos jovens e a todos os que desejam conhecer alguns segredos da sua personalidade e enriquecer suas relações sociais. 

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