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Escrito por SOS Estudante.com   


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RELEVO

O relevo corresponde às formas assumidas pelo terreno (serras, montanhas,
depressões, chapadas, etc.) após serem moldadas pela atuação de agentes internos e
externos sobre a crosta terrestre. Os agentes internos são as forças tectônicas (movimentos
orogenéticos, terremotos e vulcanismo), que se originam dos movimentos das placas
tectônicas, alterando as formas do terreno na superfície terrestre. Os escudos cristalinos
(serras), por exemplo, formam-se nas eras Pré-cambriana e Paleozóica. Suas formas atuais
são resultado da modelagem exercida pela ação dos agentes externos ou agentes erosivos
(chuva, vento, rios, gelo, neve, etc.), atuando durante milhões de anos sobre as formas
definidas pelos agentes internos. Já as cadeias montanhosas terciárias são resultantes da
ação dos agentes internos (orogênese).


O relevo brasileiro

No território brasileiro, os terrenos acidentados, de formação geológica cristalina, são
muito antigos e desgastados pela erosão, possuindo altitudes modestas. O país não possui
cadeias montanhosas ou dobramentos. Como vimos, isso decorre do fato de o Brasil encontrar-
se no centro de uma placa tectônica. Já as bacias sedimentares brasileiras são constituídas de
terrenos relativamente aplainados, de idades geológicas recentes em seus estratos superiores
(terciários e quaternários).
Embora existam classificações anteriores, somente na década de 40 foi criada uma
classificação do relevo brasileiro considerada coerente com a realidade do nosso território. Ela
foi elaborada pelo professor Aroldo de Azevedo e levava em conta as cotas altimétricas,
definindo planalto como um terreno levemente acidentado, com mais de 200 metros de altitude,
e planície como uma superfície plana, com altitude inferior a 200 metros. O Brasil tem oito
unidades de relevo. Os planaltos ocupam 59% da superfície do território, e as planícies, os
41% restantes.
No final da década de 50, o professor Aziz Ab'Sáber, discípulo de Aroldo de Azevedo,
promoveu alteração nos critérios de definição dos compartimentos do relevo. A partir de então,
passou-se a considerar planalto uma área em que os processos de erosão superam os de
sedimentação, e planície, uma área mais ou menos plana, em que os processos de
sedimentação superam os de erosão, independentemente das cotas altimétricas.
No território distinguem-se três compartimentos:
Planalto: é um compartimento de relevo com superfície irregular e altitude
superior a 300 metros, no qual predominam processos erosivos em terrenos cristalinos ou
sedimentares.
Planície: é um compartimento de relevo com superfície plana e altitude igual
ou inferior a 100 metros, no qual predominam acúmulos recentes de sedimentos.
Depressão: é um compartimento de relevo mais plano que o planalto, no qual
predominam processos erosivos, com suave inclinação e altitude entre 100 e 500 metros.


O relevo submarino


No relevo submarino, podemos distinguir:

Plataforma continental: é a continuação do relevo e da estrutura geológica
continental abaixo do nível do mar, onde aparecem as ilhas continentais ou costeiras, de
origem vulcânica, tectônica ou biológica. Por apresentar profundidades modestas, há
penetração de luz solar, criando condições propícias ao desenvolvimento da vegetação
marinha, o que torna a plataforma muito importante para o desenvolvimento da atividade
pesqueira. As depressões do terreno na plataforma continental tornam-se, ao longo do tempo
geológico, bacias sedimentares importantíssimas para a exploração de petróleo em águas
oceânicas.
Talude: é o fim do continente, onde há o encontro da crosta continental com a
crosta oceânica, formando desníveis de profundidade variável, que chegam a atingir 3 mil
metros. As fossas marinhas são depressões abissais que aparecem abaixo do talude, em
zonas de encontro de placas tectônicas.
Região pelágica: é o relevo submarino propriamente dito, onde encontramos
depressões, montanhas tectônicas e vulcânicas, planícies, etc. Na região pelágica, aparecem
as ilhas oceânicas.

 
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