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F A S C I S M O
Origens e características
Para compreendermos o regime fascista italiano, devemos primariamente nos remeter ao final da Primeira Guerra Mundial, quando a Itália saiu como vencedora, porém não consegue obter os territórios prometidos. Neste período, a Itália vive uma crise que atinge a muitos países europeus, devido as desastrosas conseqüências da Guerra, com altos índices de desemprego e inflacionário.
O ressentimento nacionalista diante dos países que se beneficiaram com a nova divisão do território mundial após o grande conflito, o medo de que o socialismo ganhasse força e a decadência das democracias liberais levaram ao surgimento do regime fascista.
Mussolini, após ser expulso do Partido Socialista, cria grupos de combate (Fascio di combattimento), que apoiam a ideologia fascista na qual o poder do Estado deveria ser supremo - "Tudo para o Estado, nada fora do Estado".
Nos grupos de combate eram incentivadas as ações terroristas contra os líderes socialistas que pregavam invasões à fábricas. Assim, foi fácil atrair industriais e latifundiários à ideologia nascente e que resultou na criação em 1922 do Partido Nacional Fascista. Em reação a este movimento, os socialistas protestaram fomentando movimentos grevistas que, entretanto, não surtiram resultado.
Mussolini, diante da situação, prepara a Marcha sobre Roma que foi uma tentativa do Duce (caudilho) assumir o poder pela via legal.
Visando abafar cada vez mais a oposição foram baixadas uma série de leis de exceção que impunham a censura à imprensa e a dissolução de partidos de oposição.
O fascismo conseguiu o apoio da Igreja Católica, através do Tratado de Latrão e de uma concordata, valendo ressaltar que o ponto de união residia no fato de que ambos eram contrários ao comunismo ateísta.
Durante o severo controle de Mussolini até 1943, ocorrem fatos absolutamente importantes como a guerra civil na Espanha e a invasão à Etiópia e, posteriormente, o mais significativo de todos o início da Segunda Guerra Mundial que virá a sepultar o regime fascista italiano.
Invasão à Etiópia
Em 1889, Menelik II ocupa o poder, unifica e moderniza a Etiópia, fundando a nova capital Adis Abeba. Nesta época, os italianos já desejavam controlar o território da Eritréia, porém Menelik II consegue deter as tentativas de invasão.
Em 1906, a França, o Reino Unido e a Itália assinam um acordo pelo qual dividiriam o território da Etiópia em três áreas de influência econômica, mas respeitando a integridade territorial.
A partir de 1907 e até 1930, a Etiópia passa por um período de grande desordem que se encerra com a tomada do poder pelo sobrinho neto de Menelik II, Hailé Selassié I ("a força da Trindade").
Em 1931, Hailé Selassié I outorga uma constituição, conferindo-lhe poder absoluto por direito divino.
Em 1935, os italianos conseguem invadir a Etiópia, já que desejavam a construção de um império colonial na região e acreditavam que estariam trazendo justiça e ordem à Etiópia.
Hailé Selassié I declara guerra à Itália e pretende resistir até o último momento, porém, devido a má preparação de seu exército, acaba sendo derrotado.
A ocupação do País perdura até 1941, quando ocorre a libertação pelas tropas inglesas e francesas.
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