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História da Lingua Grega Imprimir E-mail
Escrito por Jackson Pereira da Silva   


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Língua Grega, língua do povo grego que abrange os períodos: antigo, ático, helenístico, bizantino e moderno. É o único membro da subfamília grega dentro da família das línguas indo-européias.

HISTÓRIA DA LÍNGUA GREGA

  

       Língua Grega, língua do povo grego que abrange os períodos: antigo, ático, helenístico, bizantino e moderno. É o único membro da subfamília grega dentro da família das línguas indo-européias.

  Grego Antigo: 

        Os indo-europeus, procedentes do norte, entraram na península Balcânica no II milênio a.C. Outros povos provenientes da Ásia setentrional e central, até as terras férteis do sul, emigraram e se assentaram em várias regiões da Grécia. Apareceram diferentes dialetos, mas os principais foram o arcádio-chipriota, o dórico, o eólico e o jônico.

       O dialeto jônico deu lugar ao ático, elemento básico do grego clássico. Era a língua de Atenas e da região em volta, a Ática. O dialeto ático substituiu todos os demais e passou a ser usado na literatura. Sua influência foi ainda maior porque nele se expressaram sábios e escritores da época, como Ésquilo, Sófocles e Platão.

       No século IV a.C., graças às conquistas de Alexandre, o Grande, o dialeto ático se transformou na língua comum de todo o Oriente Médio. O ático se converteu na base de uma nova forma do grego, a koiné (a norma), e foi a língua da corte, da literatura e do comércio.

       Com a destruição da Biblioteca de Alexandria, no século III, a política do imperador Teodósio e o desaparecimento das escolas atenienses de filosofia, a literatura ficou relegada apenas à igreja e a alguns estudiosos.

 Grego Moderno:

 

      No final do século XVIII, surgiu uma burguesia que manifestou a consciência nacional baseando seus usos lingüísticos e preferências culturais em uma herança idealizada da antiga Atenas. No século XIX, alcançada a independência do domínio turco-otomano, os gregos tiveram que enfrentar problemas mais urgentes que os estritamente lingüísticos.

       No final do século XIX, escritores e professores se ocuparam em debater a sistematização da língua popular para proporcionar o tratamento adequado ao ensino e à comunicação. Aos que estavam a favor da expansão da língua popular, chamada dimotikí, opuseram-se os puristas, defensores de um grego puro, o katharévousa, que o governo adotou, mas em 1917 uma resolução do Parlamento converteu a dimotikí no idioma oficial.

 

 Cronologia Periódica da Língua Grega:

  • Período de Formação; de 1.500 a.C  à  900 a.C (600 anos)
  • Período Clássico; de 600  a.C  à 300 a.C (300 anos)
  • Período Koinê; de 300 a.C  à 300 d.C (600 anos)
  • Período Bizantino; 300 d.C à 1.500 d.C (1.200 anos)
  • Período Moderno; de 1.500 d.C até hoje.
 

ALFABETO GREGO, MINÚSCULO.

 

Forma

Transliteração

Som

a

a

Alfa

b

b

Beta

g

g

Gama

d

d

Delta

e

e

Épsilon

z z Zêta
h ê Êta
q th Thêta (cêta)
i i Iôta
k k Kapa
l l Lâmbda
m

m

Mi

n

n

Ni

x

ks

Ksi

o

o

Ómicron

p

p

Pi

r

r

Ro

s,ς s Sigma
t t Tau
u y Ipsilon
f f Fi
c kh Khi
y ps Psi
w ô Ômega
 

      

 

DIACRÍTICOS

 

       Sinal diacrítico, marca ou signo que se coloca em cima, abaixo ou junto de uma letra para indicar um som ou valor imposto à ela. Na escrita, são empregados para distinguir os caracteres análogos ou para indicar o som concreto que adota uma determinada letra.

       Algumas línguas utilizam os sinais diacríticos como parte fundamental do sistema ortográfico. No português, por exemplo, emprega-se o acento agudo ( ´ ) sobre as vogais tônicas em determinadas posições, o trema ( ¨ ) sobre o u e o til ( ˜ ) sobre a vogal nasalizada.

       Na língua Grega são raras as palavras que não possuem diacríticos, sinais ou traços adicionais que modificam e modulam as palavras, como acentos, aspirações e etc.

 

Acentos Gregos:

      

       Na língua portuguesa o acento tem dupla finalidade, indica a sílaba tônica da palavra e caracteriza o som de algumas vogais. Na língua grega existe um problema com relação aos acentos, o texto do Novo Testamento foi escritos em letras maiúsculas, não apresentando assim nenhuma acentuação, mas apartir do século IX foram inseridos no texto neotestamentário três acentos para facilitar a pronuncia das palavras, além de ser um sistema de pura idealização dos lingüistas, também são importantes algumas vezes, na identificação de algumas palavras gregas que possuem a mesma grafia e pronuncia.

  • Agudo ( ´ ): Ex:. εξελίχθηκε
  • Grave ( ` ): Ex: mikta
  • Circunflexo ( ^ ): Ex: kakeina
 Aspirações:        Aspirações não são acentos, elas são sinais colocados nas vogais que iniciam palavras. As aspirações podem ser brandas ou ásperas.

       Aspirações Brandas (’), colocada sobre a vogal, não altera a pronúncia, e nem é transliterada.

       Ex: ’amen. lê-se e translitera normalmente: amen.

 

       Aspirações Àsperas (‘), altera a pronúncia da palavra, iniciando-a com o som de ‘h’ (inglês), e é transliterada pelo ‘h’ (inglês).

       Ex: adhς, lê-se radês, e translitera-se hades. Iôta Subscrito:       ( ˛ ) é um pequeno iôta colocado em alguma palavra, abaixo das vogais: a,h,w, formando assim um pseudo-ditongo. Não altera a pronúncia e nem é transliterado.

       Ex: logw˛

 Ditongos Gregos: 

      Segue a mesma estrutura da língua portuguesa onde ditongo é o encontro de duas vogais em uma única sílaba, sendo uma vogal e a outra semivogal. Na língua grega temos oito ditongos:

Ditongos Som
ai

Pai

ei

Fiéis

oi

Rói

ui

Fui

au

Pau

es

Céu

hu

Teu

ou

Tatu

  

Trema:

 

      O trema no português serve para alterar a pronuncia da vogal u em algumas palavras. No entanto, o trema grego serve para indicar que duas vogais juntas não formam ditongo.

       Ex: pröimoς , as vogais gregas o e i , nesta palavra não forma um ditongo.

 Apóstrofo: 

       Como o português o apóstrofo grego serve para indicar a eliminação ou supressão de uma vogal na união de duas palavras, pronunciadas juntas.

       Ex: dia + autoς = di autoς. Pontuação Grega:        Os sinais de pontuação gregos, apesar de possuírem as mesmas funções do português, são representados graficamente diferentes. Alguns sinais gregos são semelhantes, e, somente o contexto irá determinar a verdadeira função. Vejamos: 
Pontuação Português Grego

Ponto final

. .

Vírgula

, ,

Ponto e vírgula

; .

Dois pontos

: .

Ponto de exclamação

! .

Ponto de interrogação

? ;
  SUBSTANTIVOS GREGOS

      

       Substantivos são palavras que dão nomes aos seres de modo geral, eles são flexionados com relação ao seu gênero e ao seu número.

 Gênero:

·        são flexionados em masculino, feminino e ainda o neutro.

Número:·        além do singular e do plural temos o dual.  As Declinações Gregas: 

       São modificações sofridos pelo substantivo na última sílaba, dando sua função sintática na frase. Nem todos os substantivos são flexionados da mesma forma, os que apresentam as mesmas flexões são agrupados em declinações. Os estudiosos antigos da gramática relacionaram com pequenas variações dez declinações, porém, há três séculos, aconteceu uma mudança e reuniram apenas três, são estas:

  Primeira declinação: 

       Os substantivos da 1ª declinação têm raiz – a. Eles possuem dois gêneros: os femininos e os masculinos.

       Os substantivos femininos 1ª declinação estão divididos em dois grupos: aqueles cujas raízes terminam numa vogal ou em r, que levam a terminação a, e tem como paradigma o substantivo oikia; e aqueles cujas raízes terminam numa consoante, menos o r , que levam a terminação h, e tem como paradigma o substantivo irafh. Entretanto, os substantivos femininos da 1ª declinação têm uma pequena exceção com relação aos chamados substantivos sigmáticos (s), ou seja, todos aqueles que acabam em sigma. Eles sofrem alterações no nominativo e no acusativo singular: em vez de seguir o paradigma irafh , eles seguem o paradigma oikia.

       Os substantivos masculinos da 1ª declinação também são divididos em dois grupos: aqueles cujas raízes terminam em vogal ou em r, levam a terminação  aς, e tem como paradigma o substantivo neaniaς; e aqueles cujas raízes terminam numa consoante, menos o r, levam a terminação hς, e tem como paradigma o substantivo profhthς.       Em síntese, os substantivos da 1ª declinação são os femininos terminados em a e em h, e os substantivos masculinos terminados em aς e hz.        Segunda Declinação:        Os substantivos da 2ª declinação são os substantivos que têm raiz - o. Eles possuem dois gêneros: o Masculino e o Neutro. Os masculinos são aqueles substantivos terminados em oz, e têm como paradigma o substantivo logoz.        Já os de gêneros Neutros são aqueles terminados em on, cujo paradigma é biblion. Terceira Declinação:       A 3ª declinação grega geralmente é conhecida como declinação consoante, pois a maioria dos seus substantivos possuem raiz – consoante. É a mais difícil das declinações gregas. Diferente da 1ª e da 2ª declinação, a 3ª abrange os três gêneros; Feminino, Masculino e Neutro. Casos Gregos:        O grego trabalha com casos para indicar as funções sintáticas dos substantivos. Estes casos são em número de oito: Nominativo, Genitivo, Dativo, Acusativo, Ablativo, Locativo, Instrumental e Vocativo. Mas eles se apresentam em cinco formas apenas. Isso porque alguns possuem a mesma forma: o Locativo, o Instrumental e o Dativo, possuem a mesma terminação (w), por isso muitas gramáticas os consideram simplesmente como Dativo. os casos Genitivos e Ablativos possuem a mesma terminação (ou), por isso algumas gramáticas os consideram como Genitivo, sendo assim, em algumas gramáticas os classifiquem apenas em cinco casos, assim, vejamos esses casos:        Nominativo: é o caso que indica que o substantivo exerce a função sintática de sujeito da frase. O nominativo o chamado predicativo do sujeito nas frases que possuam predicados nominais.        Ex: o apostoloz agei ton filon. ( o apóstolo conduz o amigo)

             o qeoz estin o kurioz. ( Deus é o Senhor)

 

       Genitivo: é o caso usado para indicar que o substantivo tem a idéia de uma posse. No português não é usado este termo.

        Ex: ginwskomen ton adelfon tou anqrwpou. ( Nós conhecemos o irmão do homem).

 

       Dativo: é o caso que indica a idéia de interesse pessoal. Corresponde ao nosso objeto direto.

       Ex: legw tw anqrwpw. (eu falo ao Homem ).

 

       Acusativo: expressa a idéia de extensão, corresponde ao nosso objeto direto.

       Ex: akouw ton logon. (eu ouço a palavra).

 

       Vocativo: é o caso que expressa exclamação.

       Ex:  kurie akoue. ( Senhor! Escuta).

       Ablativo: é o caso usado com o substantivo indicar a idéia fundamental de origem, derivação ou ponto de partida.

       Ex: o nomoz erhcetai ton qeou. (A lei vem de Deus). 

       Locativo: é o caso que exprimi a idéia de lugar.

       Ex: o anqrwpoz estin tw kosmw. (o homem está no mundo).

 

       Instrumental: é o caso que tem a idéia do meio através do qual a ação verba é realizada. Podendo também indicar a idéia de associação ou acompanhamento.

       Ex: pempo arton tw apostolw. ( eu envio o pão pelo apóstolo).

             legw twqew˛. ( eu falo com Deus). Substantivo Masculino da 2ª Declinação - 0z 
logoz Palavra
logou Da palavra
logw À palavra
logon Palavra
logoi Palavras
logwn Das palavras
logoiz Às palavras
logouz Palavras
   Substantivos Neutros da 2ª declinação - on. 
biblion Livro
bibliou Do livro
bibliw Ao livro
biblion Livro
biblia Livros
bibliwn Dos livros
biblioiz Aos livros
biblia Livros
  VERBOS GREGOS 

       É a palavra que indica ação ou estado da ação, as flexões sofridas pelo verbo chamam-se conjugações. Eles estão divididos em dois grupos de conjugações: o de terminação w, possuindo a maioria dos verbos gregos; e o de terminação mi, contendo somente uma minoria.

       Os verbos gregos, como no português, possuem modificações numéricas: pessoa (1ª, 2ª, e 3ª) e número (singular e plural). 

 Tempos Verbais:              O tempo verbal em grego é diferente do português, além de indicar a época, o tempo, refere-se principalmente, à qualidade da ação, ou seja, se a ação foi completada ou não. A ação completa chama-se também ação pontilear; e a incompleta linear, que é descrita como estando em processo, em andamento. No grego temos três tempos Primários: Presente, Perfeito (Passado) e Futuro. E três tempos Secundários: Aoristo, Imperfeito e Mais-que-Perfeito.      

       Presente e o Futuro: indicam além de uma ação pontilear, uma ação contínua ou um estado incompleto.

 

       Aoristo: é um tempo indefinido. Essencialmente ele não tem significação temporal, embora esse significado esteja presente no modo indicativo, onde o aoristo tem significação passada e recebe o (faltou o símbolo na apostila) de aumento como o tempoimperfeito.

 

       Perfeito: é um tempo grego peculiar em sua função, e não encontramos correspondência em nossa língua. Ele combina a ação pontilear e a linear, por expressar, geralmente no indicativo, o efeito ou estado no presente como resultado de uma ação no passado, indicando assim, a permanência de uma ação completa, ou um estado presente resultado de uma ação passada.

 

       Mais-que-Perfeito: associa a ação pontilear com a linear, só que, estas ações são combinadas no passado. Tem a mesma idéia do nosso passado imperfeito.

 Modos verbais:              O modo verbal indica a maneira da afirmação verbal, ou seja, como a ação é realizada. É a maneira ou a forma por meio da qual o verbo exprime a ação. Assim, temos o Indicativo, Subjuntivo, Imperativo, Optativo, Infinitivo e o Particípio. 

       Indicativo: que expressa um fato tido como certo.

 

       Subjuntivo: que enuncia o fato de modo possível, duvidoso.

 

       Imperativo: que expressa ordem, proibi9ção, conselho.

 

       Optativo: que expressa desejo, opção.

 

       Infinitivo: que é considerado como um substantivo-verbal.

        Particípio: é considerado como um adjetivo-verbal.  Vozes Verbais: 

       A voz verbal indica como a ação ou o estado do verbo se refere ao sujeito. Não existe ação sem causa. E a origem desta causa é descrita pela voz. Em grego, como no portugu~es, temos três vozes verbais: Ativa, Média (reflexiva) e Passiva.

 

       Ativa: onde o sujeito pratica a ação em relação a algo ou alguém.

 

       Média: (reflexiva) onde o sujeito pratica a ação em relação a si mesmo.

 

       Passiva: onde o sujeito sofre a ação.

  APLICAÇÃO DA QUALIDADE DA AÇÃO VERBAL NO TEMPO VERBAL  
Qualidades Tempos

Linear

Presente

Imperfeito

Futuro

Pontilear

Presente

Futuro

Aoristo

Linear - Pontilear

Mais-que-Perfeito

Perfeito

 

      

         
 
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