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Escrito por SOS Estudante.com   


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Imigrantes Italianos

I - Introdução

Ao longo da segunda metade do século XIX e no século XX imigrantes italianos deslocaram-se para São Paulo para o trabalho na lavoura do café. Chegaram ao Brasil a partir de 1875, vindos principalmente do norte, estabelecendo-se, primeiramente, no Rio Grande do Sul, na região serrana e, posteriormente, em Santa Catarina. Com a introdução de novas técnicas originaram centros industriais metalúrgicos, têxteis, vinícolas e de couro que até hoje caracterizam a região.

Em São Paulo a origem da imigração foi iniciativa dos cafeicultores necessitados de mão-de-obra, no momento em que foi deflagrado o processo cafeeiro no oeste paulista conhecida como sistema de colonato. Iniciado o processo de industrialização, na terceira década do século, os italianos procuraram as cidades, participando desse processo como mão-de-obra e como investidores.

Foram muitas as nacionalidades de imigrantes que vieram para o Brasil desde as primeiras décadas do século XIX, mas o italiano, mesmo não sendo o "mais branco e instruído", ficou marcado como um imigrante adequado e confiável para a execução das tarefas que o Brasil dele esperava.

A importância deste grupo no movimento migratório europeu que teve como destino o Brasil, é enorme por várias razões:

- Uma delas é de ordem quantitativa: entre 1870 e 1920, momento áureo do largo período denominado como da "grande imigração", os italianos corresponderam a 42% do total dos imigrantes entrados no Brasil, ou seja, em 3,3 milhões pessoas, os italianos eram cerca de 1,4 milhões.

- Outras são de natureza qualitativa: o italiano reuniu as duas condições de imigração mais valorizadas por autoridades públicas, por intelectuais e por empresários privados. A proximidade de língua, religião e costumes, fez o imigrante italiano mais facilmente assimilável por nossa sociedade do que os alemães ou japoneses, por exemplo; além disto, correspondeu aos ideais de branqueamento de nossa população, acreditado como desejável para que nos tornássemos mais "civilizados" diante de nossos próprios olhos e aos olhos do mundo.

II - Desenvolvimento

1 - Razões da emigração italiana

Os italianos, como todos os demais imigrantes, deixaram seu país basicamente por motivos econômicos e sócio-culturais. A emigração, que era muito praticada na Europa, aliviava os países de pressões sócio-econômicas, além de alimentá-los com um fluxo de renda vindo do exterior, em nada desprezível, pois era comum que imigrantes enviassem economias para os parentes que haviam ficado.

No caso específico da Itália, depois de um longo período de mais de 20 anos de lutas para a unificação do país, sua população, particularmente a rural e mais pobre, tinha dificuldade de sobreviver seja nas pequenas propriedades que possuía ou onde simplesmente trabalhava, seja nas cidades, para onde se deslocava em busca de trabalho.

Nessas condições, portanto, a emigração era não só estimulada pelo governo, como era, também, uma solução de sobrevivência para as famílias. Assim, é possível entender a saída de cerca de 7 milhões de italianos no período compreendido entre 1860 e 1920.

Chegada dos imigrantes italianos, pintura de 1910 de Antonio Rocco

2 - Imigração subvencionada

A imigração subvencionada, onde os italianos recebiam facilitação ou concessão de auxílio em dinheiro para a compra de passagens de imigrantes e para sua instalação inicial no país. Aprovada em 1871, logo após a Lei do Ventre Livre, foi, inicialmente, uma iniciativa de fazendeiros. No decorrer do tempo, entretanto, a participação destes foi sendo transferida cada vez mais para os governos, provinciais e imperial, até 1889, e posteriormente estaduais e federal.

A imigração subvencionada se estendeu de 1870 a 1930 e visava a estimular a vinda de imigrantes: as passagens eram financiadas, bem como alojamento e o trabalho inicial no campo ou na lavoura. Os imigrantes se comprometiam com contratos que estabeleciam não só o local para onde se dirigiriam, como igualmente as condições de trabalho a que se submeteriam.

Como a imigração subvencionada estimulava a vinda de famílias, e não de indivíduos isolados, nesse período chegavam famílias numerosas, de cerca de uma dúzia de pessoas, e integradas por homens, mulheres e crianças de mais de uma geração.

Desembarque dos imigrantes italianos na estação de hospedaria em São Paulo no ano de 1907

3 - Regiões de origem

Os primeiros imigrantes a deixarem a Itália na época da "grande imigração" (1870-1920), foram sobretudo os vênetos, cerca de 30% do total, seguidos dos habitantes de Campânia, Calábria e Lombardia. Esse primeiro grupo foi sucedido por emigrantes da região sul.

Se os vênetos eram mais loiros do que a maioria dos italianos, eram pequenos proprietários, arrendatários ou meeiros, para quem a possibilidade do acesso à terra era um estímulo decisivo para o empreendimento da arriscada viagem; os imigrantes do sul eram morenos, mais pobres e rústicos, geralmente camponeses que não dispunham de nenhuma economia e eram chamados de braccianti

O mapa montra as províncias que vieram os imigrantes italianos no período de 1870 à 1920 e os principais portos italianos que eles embarcaram para o Brasil.

Emigração italiana para o Brasil, segundo as regiões de Procedência - período 1876 - 1920

 

Regiões de procedência

Emigrantes

Vêneto

365.710

Campânia

166.080

Calábria

113.155

Lombardia

105.973

Abruzzi/Molizi

93.020

Toscana

81.056

Emília Romana

59.877

Brasilicata

52.888

Sisília

44.390

Piemonte

40.336

Puglia

34.833

Marche

25.074

Lázio

15.982

Úmbria

11.818

Ligúria

9.328

Sardenha

6.113

Total

1.243.633

Fonte :Brasil 500 anos de povoamento. IBGE. Rio de Janeiro. 2000

 

 

A tabela acima monstra a origem e quantos imigrantes chegaram ao Brasil no período de 1876 à 1920.

4 - O NAVIO (VAPOR) COLOMBO

O Vapor denominado COLOMBO, que fez por tantas vezes a rota Genova/Santos, foi construído na Inglaterra em 1873 e servia como cargueiro sob o nome BRAZIL até ser adquirido pelo italiano Giácomo Cresta em 1888.

Após sofrer uma reforma que o transformou em navio misto, foi rebatizado como COLOMBO e em setembro de 1888, comandado pelo capitão Antonio Mangini, fez sua primeira viagem transportando imigrantes para o Brasil.

A minuciosa pesquisa de ROSSINI dá-nos conta de que o Colombo tinha capacidade para transportar cerca de 700 passageiros em acomodações comuns e 80 a 100 em classe cabina (alojamento individual), e não obstante dispusesse de instalações frigoríficas para armazenar víveres frescos - no que foi pioneiro - o transporte dos imigrantes era feito em precaríssimas condições.

ez muitas viagens na rota Gênova-Lisboa-Rio de Janeiro-Santos, tendo sido palco de várias epidemias a bordo, com registro de muitas mortes. Tais epidemias, aliás, ocorreram quase sempre na rota de volta à Itália, possivelmente pelas péssimas condições de saúde dos imigrantes que resolviam voltar à pátria, desiludidos com esta "Mérica" tropical.

Graças ainda às pesquisas de ROSSINI, muito bem noticiadas por David Pilatti Montes, sabe-se que em 1898 o Colombo foi cedido à empresa Ligure Brasiliana, recém criada pelo também italiano Giulio Gavotti, que como armador autônomo já o fretava para acudir a seus compromissos também de fretamento. Foi então utilizado para transporte na linha Norte do Brasil, rota em que permaneceu até o final de 1900, quando foi colocado nos estaleiros Orlando, em Livorno, para uma ampla reforma.

Singrou os mares em direção a Belém e Manaus, com imigrantes e carga, até 1904, e em 1905 foi vendido para sucata, tendo sido desmantelado em Sarona no ano seguinte.


O navio vapor Colombo que transportava os imigrantes italianos

5 - Regiões de destino dos imigrantes italianos

O destino dos imigrantes no período da imigração subvencionada foram as fazendas de café de São Paulo e os núcleos de colonização, principalmente os oficiais, localizados no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Espírito Santo.

Afora desses dois objetivos, uma terceira parte de imigrantes localizou-se nas cidades, como o Rio de Janeiro e São Paulo, adensadas por indivíduos que abandonavam o campo, reemigravam de outros países ou mesmo burlavam a vigilância, não seguindo para o interior.

a) - Fazendas de café - relação de trabalho

Imigrantes italianos na colheita do café

A grande massa de italianos que se tornava colono ou empregado de uma fazenda de café trabalhava em condições muito duras, tendo pequenas oportunidades de acumular algum capital. Eram proporcionalmente poucos os que realizavam o sonho da compra de uma pequena propriedade e quando o faziam, não se tratava de propriedades de grande valor.

As famílias de imigrantes que chegavam nas fazendas de café se submetiam a um contrato de trabalho segundo o qual todos, inclusive mulheres e crianças, deviam trabalhar. O contrato determinava, ainda, que cada família cuidaria de um número determinado de pés de café, recebendo por cada mil pés uma certa quantia em dinheiro.

Além disso, o contrato lhes dava direito à casa e quintal, podendo criar animais, fazer horta e plantar milho e feijão entre as fileiras do cafezal que estivessem a seu cuidado. Raramente, no entando, podiam dispor de excedente dessa produção para comercializar.

b) - Núcleos de colonização

As condições de vida enfrentadas pelos imigrantes que chegavam nos núcleos de colonização, ou colônias de povoamento, também não foram fáceis.

Os italianos chegaram ao sul do país após os alemães e, por esta razão, os núcleos coloniais para onde foram encaminhados estavam mais distantes das regiões já habitadas, situando-se em áreas pouco férteis, além de desprovidas de meios de comunicação, necessários para o escoamento de produtos ou para a maior integração com o resto do país. Além dessas dificuldades, não havia qualquer tipo de assistência médica ou religiosa.

Nestas condições tão adversas, não eram incomuns os casos de abandono do lote por moradores que, após mais de dez anos, quase nada possuíam e, ainda, deviam ao governo e a comerciantes do local.

Família italiana no núcleo colonial Jorge Tibiriça, atual cidade de Corumbataí em 1911

c) - Sucessos e fracassos dos núcleos italianos de povoamento

- Rio Grande do Sul: o sucesso das colônias aí criadas, foi desigual: houve casos de colônias bem sucedidas, como as que originaram as cidades de Bento Gonçalves, Garibaldi e Caxias, e exemplos de fracasso, como o de Silveira Martins.

- Santa Catarina: os colonos italianos tiveram que se dirigir para as colônias alemães estabelecidas anteriormente, onde foram discriminados e explorados.

- Paraná: as colônias próximas a Curitiba foram bem sucedidas, quer porque ali houve como escoar uma produção de alimentos, quer porque foi possível trabalhar na construção de ferrovias (Paranaguá - Curitiba e Curitiba - Ponta Grossa).

- Minas Gerais: prosperaram, principalmente, as colônias estabelecidas próximas a cidades e voltadas para fornecimento de trabalhadores para obras públicas. Este foi o caso de Barreiros, Carlos Prates e Américo Werneck, criadas em 1896 nos arrebaldes da nova capital (Belo Horizonte).

- Espírito Santo: houve forte presença do imigrante italiano de 1870 até 1920. Na colônia de Demétrio Ribeiro, os lotes foram demarcados em terra fértil e a iniciativa prosperou.

Colheita de uva por famílias italianas

Imigrantes italianos em instalações de audutora próxima ao Jardim Pública, atual Jardim da Luz no início do século XX.

d) - Os imigrantes na cidade

Outro destino dos imigrantes italianos foram as cidades. Dentre elas, destacam-se São Paulo, que recebeu o maior contingente desta nacionalidade, e o Rio de Janeiro com seus arredores, por ser a capital do país e um dos portos mais importantes de chegada de imigrantes.

Em São Paulo, que chegou a ser identificada como uma "cidade italiana" no início do século XX, os italianos se ocuparam principalmente na indústria nascente e nas atividades de serviços urbanos. Chegaram a representar 90% dos 50.000 trabalhadores ocupados nas fábricas paulistas, em 1901.

No Rio de Janeiro, rivalizaram com portugueses, espanhóis e brasileiros. Em ambas as cidades os imigrantes italianos experimentaram condições de vida e de trabalho tão árduas quanto as encontradas no campo.

Os imigrantes italianos trabalhando no interior de uma indústria na cidade de São Paulo no início do século XX

6 - Trabalho e inserção na vida urbana

- Trabalho

Como operário industrial, o imigrante recebia baixos salários, cumpria longas jornadas de trabalho e não possuía qualquer tipo de proteção contra acidentes e doenças. Assim como no campo, era muito comum que todos na família tivessem que trabalhar, inclusive mulheres - muito usadas nas fábricas de tecidos e indústrias de vestuário - e crianças, mesmo menores de 12 anos.

Na condição de operários, era muito difícil ao imigrante melhorar de vida, financeira e socialmente. Portanto, não era raro que italianos e estrangeiros em geral desejassem trabalhar por conta própria, realizando serviços e trabalhos tipicamente urbanos nas maiores cidades brasileiras.

Eram os mascates, artesãos e pequenos comerciantes; motorneiros de bonde e motoristas de taxi; vendedores de frutas e verduras, tanto como ambulantes, como em mercados; garçons em restaurantes, bares e cafés; engraxates, vendedores de bilhetes de loteria e jornaleiros. Entre os imigrantes bem sucedidos que começaram "do nada", o exemplo é o do Conde Matarazzo.

Exemplo de imigrante italiano trabalhando por conta e o Sr. Pascoal que chegou ao Brasil nos anos 20 e montou sua barraquinha de frutas em Copacabana - RJ( foto tirada na década de 50)

- Participação política


Os imigrantes italianos se envolviam em movimentos grevistas e participavam de associações, ligas e sindicatos, geralmente de orientação socialista e anarquista. Mas é um equívoco considerar que eram os estrangeiros que inculcavam as idéias "exóticas" entre os trabalhadores nacionais, apregoados como "pacíficos" e "despolitizados".

Na verdade, trabalhadores estrangeiros - dentre os quais italianos -, e trabalhadores brasileiros participaram da formação de associações operárias, compuseram suas lideranças, fizeram greves e se viram reprimidos e presos pela polícia.

- Moradia

Se as condições de trabalho eram insalubres, também o eram as de moradia, já que com frequência os imigrantes se instalavam em habitações coletivas chamados de cortiços ou nas favelas, situadas nos morros. Por outro lado, em algumas cidades, podiam morar em determinados bairros étnicos - como o Brás e o Bexiga, em São Paulo - onde contavam com a cooperação e solidariedade dos vizinhos, o que em muito aliviam suas lides cotidianas.

Operários do cotonifício Rodolfo Crespi - São Paulo - SP

7 - Ser italiano no Brasil: a identidade italiana

A luta por uma identidade italiana (italianitá) foi uma batalha que os imigrantes, e seus descendentes, tiveram que travar em terras brasileiras. Nesta luta, teve importância a política do governo de Mussolini que buscava resgatar um sentimento de orgulho "de ser italiano" fora da Itália. Este foi um período em que a questão da italianitá teve um caráter político, com a adesão de muitos imigrantes e descendentes, ao fascismo.

Tiveram, também, papel importante muitas instituições, dentre as quais, a Igreja, a escola, as associações beneficentes, profissionais e recreativas e também a imprensa.

- A Igreja Católica, através de um clero italiano e de todo seu poderio no interior da sociedade brasileira, foi fundamental. Os laços entre catolicidade e italianitá são estreitos, desdobrando-se nos espaços de ensino e lazer, onde as escolas religiosas e as festas dos santos padroeiros das aldeias sempre foram o grande destaque.

- A língua foi outro ponto crucial e complexo, pois o falar italiano era instrumento estratégico de união étnica.

- Para tanto, a escola era fundamental, sendo igualmente um lugar para se aprender corretamente o português.

Mas ter escolas não era fácil: não havia oferta do governo e, mais que isto, não havia demanda dos imigrantes. Isto ocorria, porque, quer nas fazendas de café, quer nos núcleos coloniais ou nas cidades, todos trabalhavam, restando pouca possibilidade para o encaminhamento de crianças à escola.

Pietro e Concetta Palizzo no dia do seu casamento em 16 de janeiro de 1960 . O noivo foi à Itália procurar uma moça para se casar.

Alunos e professora na escola do Núcleo Colonial Campos Salles.

8 - Os imigrantes Italianos e suas Construções

Os Imigrantes Italianos quando chegados ao Brasil, mais propriamente no Rio Grande do Sul, trouxeram em suas bagagens uma boa dose de coragem, boa vontade e fé. Após se instalarem no Brasil, suas famílias tornaram-se numerosas, em média oito a dez filhos por casal, necessitando de uma ampla moradia, não muito confortável mas digna, como se pode perceber na foto acima, até mesmo sem pintura. Eram construídas braçalmente, as próprias tábuas e vigas eram serradas manualmente, não sendo surpresa demorarem meses e meses para a sua finalização.

9 - A Fé dos Imigrantes

A fé dos imigrantes Italianos sempre foi um dos pontos altos da sua cultura.

Esta Igreja foi construída no Início do século por descendentes de Italianos, e ainda hoje pode ser vista no interior , sendo utilizada por eles para realização dos seus cultos de Fé.

III - Conclusão

A influência da imigração italiana está presente entre nós nos dias atuais, sobretudo no Estado do Rio Grande do Sul e São Paulo. Muitos brasileiros trazem hoje em dia sobrenomes italianos como Fittipaldi, Martino, Scarpelli, etc e estamos habituados ao sotaque italiano misturado ao brasileiro como mama mia, papi, va bene etc. . Muitas tradições e hábitos foram introduzidos em nosso país pela colonia italiana, a pizza, o spághetti, o raviolli, ou mesmo a tradição de comer panetone no Natal .

Tudo isso começou na época das primeiras leis abolicionistas, quando a lavoura cafeeira estava no auge e precisava de muitos braços. Iniciou-se, então, uma intensa campanha a favor da imigração e foram colocados coloridos cartazes nas ruas das cidades européias, descrevendo as vantagens que o Brasil oferecia a seus novos habitantes.

Movidos por dificuldades econômicas, por perseguições políticas ou religiosas, ou simplesmente pelo desejo de aventurar-se pelo mundo, muitos europeus partiram para a América em busca de uma vida mais promissora. Entre 1875 e 1900, mais de 800 mil imigrantes entraram no Brasil. Desses, quase 600 mil eram italianos, que se dirigiram principalmente para São Paulo e para o sul do país.

A vida para eles não era fácil, mas superadas todas as dificuldades iniciais, conseguiram estabelecer-se e alguns chegaram a enriquecer. Os que não ficaram nas lavouras foram para as cidades, onde fundaram indústrias e casas comerciais. Os bairros fabris , onde moravam e trabalhavam tornaram-se em redutos italianos entre eles podemos destacar o Brás, Móoca e Bela Vista

Todos os grupos estrangeiros imprimiram seus sinais em nossa língua, alimentação , vestuário, etc. Os italianos, entretanto, por terem vindo em grande número e terem se misturado mais facilmente ao nosso povo, deixaram seus traços gravados de maneira mais marcante. A relação entre italianos e brasileiros foi enriquecedora para todos. O Brasil ganhou com a vinda dos italianos e os imigrantes por sua vez conseguiram sobreviver na nova pátria e muitos fizeram fortunas e conseguiram realizar o sonho que era fazer a América. Eles contribuíram para moldá-la e fazer do Brasil uma grande nação.

 
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