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Escrito por Período republicano   


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Também ficou conhecido como "Primeira República", "República dos Bacharéis", "República Maçônica" e "República da Bucha", pois todos os presidentes civis daquela época eram bacharéis em direito, quase todos eram maçons e membros de uma sociedade secreta maçônica da Faculdade de Direito de São Paulo. Na república velha, houve três presidentes militares, todos os três maçons. Dos presidentes civis, três deles foram paulistas, quatro mineiros, dois fluminenses e um paraibano, Epitácio Pessoa, que foi o único presidente civil que não pertenceu à Bucha. Dois presidentes eleitos não assumiram a presidência: Rodrigues Alves em 1918 e Júlio Prestes em 1930. Um morreu no meio do mandato Afonso Pena e um enloqueceu Delfim Moreira. Dois eram republicanos históricos, quatro eram ex-monarquistas.
Segundo alguns, a República Velha pode ser dividida em dois períodos: O primeiro período chamado República da Espada, de 1889 a 1898 e o segundo período chamado República Oligárquica que durou de 1898 a 1930.

Período republicano: a república velha

    O período da primeira república (1889-1930) caracterizou-se pela importância da economia agroexportadora, com o café como principal produto, e pelo controle oligárquico do poder. A elite política constituía um "clube de notáveis" que elegia, a cada quatro anos, o presidente da República. Nesse processo, destacavam-se as elites de São Paulo, Minas Gerais e, gradualmente, as do Rio Grande do Sul. As eleições, caracterizadas pela fraude, pois o voto não era secreto, contavam com uma baixa freqüência de eleitores, que oscilava entre 1 e 5% da população.
    A crise do sistema oligárquico foi resultado da falta de entendimento entre as elites e do descontentamento dos quadros militares, sobretudo dos estratos intermediários, denominados "tenentes", defensores da centralização do poder. Em outubro de 1930, uma revolução levou ao poder um político proveniente do Rio Grande do Sul: Getúlio Vargas. O nome de Vargas passa a associar-se à modernização do país e a uma mudança de estilo na política, pela qual o "clube dos notáveis" cede lugar a uma "presidência carismática".
    Esse período de 1889 até 1930 também ficou conhecido como "República dos Bacharéis", "República maçônica" e "República da Bucha", pois todos todos os presidentes civis daquela época eram bacharéis em direito, e quase todos eram maçons e membros de uma sociedade secreta maçônica da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, em São Paulo, chamada "Bucha", ou "Bürschenschaft", criada pelo professor Julius Frank.

    Na república velha, houve três presidentes militares, todos os 3 maçons. Dos presidentes civis, três deles foram paulistas, quatro mineiros, dois fluminenses e um paraibano, Epitácio Pessoa, que foi o único presidente civil que não pertenceu à Bucha.
    Em 15 de novembro de 1889, o Brasil mudou sua forma de governo, tornou-se uma república, a qual, a partir da revolução de 1930, recebeu o nome de República Velha, em oposição à República Nova criada por Getúlio Vargas.
    Segundo alguns, a República velha pode ser dividida em dois períodos: O primeiro chamado República da Espada e o segundo República Oligárquica. No primeiro período predominou o elemento militar e no segundo os Presidentes dos Estados, na chamada Política dos Estados, vulgarmente conhecida por "política dos governadores", criada pelo Presidente Dr.Campos Sales.
    A República velha conheceu seu fim na tarde de 3 de novembro de 1930, quando Getúlio Vargas tomou posse como Chefe do Governo Provisório da Revolução de 1930.

Origens da república velha
    O primeiro partido republicano no Brasil, foi o PRP, Partido Republicano Paulista, criado em 1871, na Convenção de Itu. Era um partido legalizado, apesar do Brasil ser uma monarquia. Conseguiu eleger três deputados federais apenas durante o império, porém conseguiu infiltrar-se no meio militar, o que foi decisivo para a queda do império.

A república velha perante a história
    Para os padrões de hoje, a república velha parece incompreensível, já que os políticos eram assumidamente de direita liberal. Políticos que falavam em termos gerais de defesa do país, em leis, em consolidação das fronteiras, ao inverso do que ocorreria após a Revolução de 1930, quando os políticos assumiram um discurso de esquerda, falando em conflitos sociais e denegrindo a imagem dos políticos da república velha.

A defesa da república velha é feita pelos liberais, alegando que a corrupção era mínima na república velha, com os presidentes morrendo pobres, e não havia intervenção estatal na economia, salvo para a defesa do café, o que permitiu um grande surto industrial e modernização do país sem as mazelas do estatização da economia, comuns após 1930.
    O império brasileiro tinha conhecido um período de paz de 50 anos inédito no mundo, então a república velha foi acusada de ter sido a causa de tantas revoltas políticas, no que os defensores da república velha a defendem argumentando que estes conflitos políticos eram inevitáveis com a urbanização do país e que a Política dos Estados era boa e que só quando ela não era seguida que ocorriam revoltas.
    Cidadãos sobreviventes daquele primeiro período republicano chamam a atenção pela situação em geral pacífica e ordeira do país naquela época, na qual a violência urbana era mínima e lembram eles que os políticos da época eram homens sérios sisudos e com grande apelo patriótico e que os embates políticos se davam mais no nível das idéias e menos no nível do conflito de classes como atualmente.
    A república começou agrária e rural sem fronteiras definidas e chegou a 1930 com as fronteiras definidas, industrializado e urbanizado.
    Os críticos da república velha lembram os vícios e desvios da "Política dos Estados" que não soube absorver os novos conflitos e problemas originários da urbanização acelerada da população.

Revolução de 1930
    As eleições presidenciais de 1930 foram vencidas, pelo candidato Júlio Prestes, presidente de São Paulo; A oposição liderada por Getúlio Vargas e Antônio Carlos Ribeiro de Andrada, ex presidente de Minas Gerais, mais tenentes, fizeram uma revolução, iniciada em 03 de outubro de 1930. A revolução saiu vitoriosa e em 03 de novembro de 1930, Getúlio Vargas toma posse como chefe de governo, pondo fim à República Velha.
    Na República Velha, desde sua proclamação houve revoluções, golpes e contra-golpes. Em seu início, não houve nem tiros nem violência, o que houve foi um desfile militar com seiscentos soldados do primeiro e do terceiro Regimentos de Cavalaria, além do nono Batalhão. Os soldados não sabiam ao certo o verdadeiro motivo de sua marcha. Este foi o fim de um ciclo, a Monarquia se fora.

Proclamação da República em 15 de novembro de 1889.

Segundo alguns relatos históricos, no momento da derrubada do primeiro-ministro Visconde de Ouro Preto no Campo de Santana, Deodoro da Fonseca impediu o brado de Viva a República e leu um manifesto contra o governo do primeiro-ministro que foi preso.

    Consta que ele não dirigiu crítica ao Imperador e que vacilava em suas palavras. Relatos dizem que foi uma estratégia para evitar um derramamento de sangue.
    Sabia-se que Deodoro da Fonseca estava com o Tenente-coronel Benjamin Constant ao seu lado e que não havia civis naquele momento. A classe dominante, descontente com o Império que incentivou o golpe, não foi para vê-lo consumado. Nota-se que a própria proclamação da República não alterou as estruturas socioeconômicas do Brasil imperial. A riqueza nacional continuou concentrada em poucas famílias elitistas, enquanto na economia predominava o sistema agrícola de exportação, baseado na monocultura e no latifúndio. Se houve alguma mudança com a proclamação da República foi uma mudança na classe social que passou a dominar a política brasileira: os grandes cafeicultores paulistas, que tiraram o poder das antigas elites cariocas e nordestinas.
    À noite, na casa de Deodoro, os golpistas reuniram-se e proclamaram a República "provisória".

 
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