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Relações Internacionais Imprimir E-mail
Escrito por SOS Estudante.com   


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Definição:

No Brasil, a profissionalização no campo de Relações Internacionais avançou significativamente desde a década de 90. Ao contrário da perspectiva voltada apenas à formação do diplomata, hoje há um leque enorme de atividades nas quais o internacionalista vem atuando.

Neste sentido, poderíamos destacar como áreas de atuação do internacionalista:
a) A tradicional diplomacia, que no Brasil envolve o exame de ingresso no Itamaraty;
b) A crescente necessidade de os governos, nos vários âmbitos administrativos, terem assessoria especializada na área de Relações Internacionais, por conta dos processos de integração regional e do aumento da mobilidade do capital;
c) Câmaras de Comércio, Consulados e Embaixadas estrangeiras, prestando assessoria a respeito da atuação política e comercial do Brasil no contexto internacional;
d) Os sindicatos patronais e de trabalhadores, que buscam se adequar às mudanças no plano internacional, elaborando estudos, estratégias e projetos de cooperação;
e) Atuação em Organizações Não-Governamentais, que cada vez mais são internacionais ou têm de "internacionalizar" sua ação, o mesmo ocorrendo com uma quantidade crescente de movimentos sociais;
f) Assessoria técnica em Organismos Internacionais, tais como a OEA, a ONU, a FAO, a UNESCO, o FMI, o Banco Mundial, o BID, a OMC, ou então nas burocracias que terão de ser constituídas para o funcionamento dos blocos econômicos regionais, como já acontece na União Européia, mas ainda não ocorre no Mercosul;
g) Órgãos de comunicação e entretenimento, com destaque para a Internet e os cadernos internacionais dos jornais e revistas;
h) Atuação em diversos departamentos das empresas, em especial no vinculado diretamente à questão internacional, mas também nas áreas de Planejamento de Marketing, Recursos Humanos e Planejamento Estratégico. Ademais, a internacionalização financeira está obrigando os bancos e investidores institucionais a terem profissionais com formação em RI;
i) Por fim, a própria área acadêmica tem demandado e, provavelmente, precisará crescentemente de profissionais com habilitação em Relações Internacionais.

O curso de Relações Internacionais pretende, portanto, formar um profissional que possa atuar como pesquisador, professor, conselheiro, assessor, consultor ou executor nas mais diversas instituições, públicas ou privadas.

Para tanto, o curso tem como objetivo preparar um aluno apto a:
a) constituir um senso crítico para a análise das Relações Internacionais;
b) elaborar e avaliar informações sobre a conjuntura internacional mediante a construção de cenários;
c) ter a capacidade técnica, comunicativa e de liderança para estabelecer contatos entre Câmaras de Comércio, Embaixadas, Associações, Organismos Internacionais, Empresas e órgãos governamentais;
d) avaliar os processos políticos, econômicos, sociais, culturais e jurídicos em países e/ou regiões;
e) identificar e avaliar as conseqüências das crises econômicas e dos conflitos bélicos na comunidade internacional;
f) elaborar estratégias de ação visando à cooperação, integração, e interações dos mais variados tipos, no contexto internacional;
g) identificar os objetivos, métodos de operação, padrões e regras de procedimento das Organizações Internacionais (governamentais e não governamentais);
h) analisar os principais tratados e acordos internacionais;
i) compreender e propor intervenções nas inter-relações entre Estados, instituições, organizações e associações transnacionais;
j) utilizar o seu potencial teórico-metodológico na área de ensino e pesquisa em Relações Internacionais Enfim, devido à grande abertura proporcionada pela formação do internacionalista, são várias as áreas em que ele pode atuar.

Segundo Fred Halliday, pesquisador da London School of Economics, considerado hoje um dos maiores especialistas na área: “Os três elementos constitutivos das Relações Internacionais, o interestatal, o transnacional e o sistêmico, permitem muitas especializações e várias abordagens teóricas.
Hoje, as RI abrangem como subcampos somados à teoria internacional (isto é, a teorização destes três elementos), os estudos estratégicos, os estudos de conflito e paz, a análise de política externa, a economia política internacional, a organização internacional e um grupo de questões normativas pertinentes à guerra: obrigação, soberania e direitos.

A estes subcampos, analiticamente distintos, pode ser somado o das especializações regionais nos quais as abordagens teóricas são aplicadas aos estudos de Estados individuais e de grupos de Estados.
Tais subcampos podem não envolver diferentes perspectivas teóricas, mas variam consideravelmente na ênfase relativa atribuída às questões, por exemplo, de ideologia e direito, de economia ou de poder militar.

Só nos anos 1980, várias novas questões internacionais foram incorporadas ao âmbito analítico da disciplina e ensinadas em cursos separados: o uso do mar e política de oceanos, mulheres e a arena internacional, as relações internacionais no Terceiro Mundo, as questões ecológicas, as dimensões internacionais da comunicação, dentre outras." (Halliday, Fred. Repensando as relações Internacionais. Porto Alegre: Editora da Universidade/UFRGS, 1999: 22.)

 
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