Página Principal seta Biblioteca seta Redação seta Técnicas de Redação I (extraído do Blog de Odlavi Arrezeb)

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Técnicas de Redação I (extraído do Blog de Odlavi Arrezeb) Imprimir E-mail


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TÉCNICAS DE REDAÇÃO I 1. CLASSIFICAÇÃO DOS TEXTOS – Existem basicamente 3 tipos de textos, a saber: Descrição, Narração e Dissertação. 1.1 Descrição – é utilizada para retratar as características de pessoas, objetos, paisagens, cenas, etc., com as palavras do observador e que tem como objetivo: qualificar, informar ou localizar os fatos de maneira objetiva ou subjetiva. Estrutura de redação: - Título: (escrever com letra cursiva e não em letra de forma) - Introdução: (1º parágrafo). Retrata a impressão inicial dos fatos. - Desenvolvimento: (2º parágrafo, podendo haver mais parágrafos). Características físicas, psicológicas dos personagens e dos ambientes. - Conclusão: (3º ou último parágrafo). Aborda outros aspectos gerais e desfecha a história descritiva. Ex: “O quarto estava localizado na parte velha de Paris. Não era grande nem luxuoso, mas tinha tudo aquilo de que o artista necessitava naquele momento de sua vida: uma cama-beliche, duas cadeiras e uma mesa, sobre a qual ficava uma bacia e uma jarra d’água. Uma grande janela envidraçada iluminava fartamente o aposento, deixando sobre o assoalho de tábua corrida um rastro de luz. Nas paredes ao lado da cama havia dois quadros e algumas fotografias que lembravam ao pintor a sua origem.” (“O quarto de Vincent em Arles”, de Van Gogh). 1.2 Narração – neste tipo de texto, o narrador relata os acontecimentos reais ou imaginários dos personagens que ocorre em momentos sucessivos. Quanto ao foco da narrativa, o narrador pode ser: narrador-participante, quando fala na 1ª pessoa, está incluído na narrativa e é também personagem; além deste, tem-se também o narrador-observador, fazendo o discurso na 3ª pessoa. O texto narrativo é muito comum em novela, epopéia, romance, música popular, notícia de jornal e revista, cordel, etc. Estrutura da Redação: - Titulo: - Introdução: (1º parágrafo). Explicar o enredo no tempo e no espaço. - Desenvolvimento: (2º parágrafo, podendo haver mais parágrafos). Discorre sobre a causa e personagens. - Conclusão: (3º ou último parágrafo). Efeitos ou conseqüências da história narrada. Ex: “Oito anos depois de sua morte, o mito do médium mineiro está vivo, forte e será renovado por uma onda de filmes que celebram o centenário de seu nascimento. O que explica essa popularidade? Como se explica que um homem pobre, doente e semi-instruído, nascido mulato no início do século passado, em um rincão distante de Minas Gerais, viesse a se tornar, ao longo de seus 92 anos de vida, e sobretudo depois dela, uma espécie de mito brasileiro – um nome capaz de emocionar, motivar e organizar as pessoas em torno de uma fé e do trabalho filantrópico que ela inspira? (...) Quase 70 anos depois, a lógica de Nasser pode ser adaptada. Se Chico Xavier falava com os mortos ou não, é uma questão de fé. O fato que interessa mostrar, entender e explicar é a força do homem comum que se tornou um mito brasileiro.” (Revista Época – 01/03/2010). 1.3 Dissertação - consiste na exposição de idéias e opiniões sobre determinado assunto, visando defender um ponto de vista através de argumentos claros e objetivos. Ela se distingue tanto da descrição como da narração, pela liberdade na forma do escritor expor suas razões em sua redação, desde que respeitada as regras gramaticais, não havendo, necessariamente, a preocupação em descrever pessoas, objetos ou cenas ou narrar determinados fatos. Estrutura da Redação: - Título: - Introdução: (1º parágrafo). Exposição de pelo menos, três argumentos para reforçar a defesa de seu ponto de vista. - Desenvolvimento: (2º parágrafo, podendo haver mais parágrafos). Detalhar os argumentos apresentados na introdução. - Conclusão: (3º ou último parágrafo) Reiterar as idéias inicialmente defendidas e considerações finais. Ex: (...) O Brasil está feliz. Trafegou quase incólume pela crise, imitando os países emergentes do G20. Mas isso não deveria ser motivo de tanta alegria prematura. Primeiro, porque nossa estabilidade é muito instável, dada a propensão do déficit fiscal brasileiro de explodir por conta de gastos rígidos de pessoal, de previdência social, de PAC, além de desperdícios diversos. Segundo porque nossa alegria é fruto da ventania do crédito acelerado na China e em outros emergentes, que compram nossas matérias-primas. Até quando? Não podemos alimentar falsas certezas. Vem chuva forte por aí. (Revista Época – 26/04/2010).  
 
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