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Comunicação e as interações humanas

Só existe língua se houver seres humanos que a falem. Partindo desse pressuposto, observa-se que a linguagem e homem sempre estiveram interligados, pela necessidade que esse sente de exprimir-se com clareza, seja através da linguagem escrita ou oral.Falar ou escrever é, pois ativar sentidos e representações já sedimentadas que sejam relevantes num determinado modelo de realidade e para um fim específico, é antes de tudo, agora, atuar socialmente, é, nas mais deferentes oportunidades, realizar atos convencionalmente definidos, tipificados pelos grupos sociais: é uma forma a mais, de, tipicamente, externar intenções, de praticar ações, de intervir socialmente.

Entretanto, apesar de toda essa significação, o desprestígio se consagra do emaranhado de distorções e mitos divulgados ao longo da história nos quais a gramática, por assim dizer, é a grande vilã, na medida em que contribui para o discurso do pré-conceito.Porém, neste processo, desconsiderou-se que a linguagem não é um pacote  fechado, pronto e acabado. Sua vida e seu dinamismo estão em constante movimento, já que toda língua viva é uma língua em decomposição e em  permanente transformação.

Segundo Marcos Bagno, para entendê-la é preciso levar em consideração a história, a base cultural, e a condição de atividade social da mesma, sempre sujeita às circunstâncias, às instabilidades, às flutuações de sentido e a própria opacidade da experiência humana.A partir do séc. XlX, com o avanço dos estudos lingüísticos que começa a se questionar a vertente que o estudo gramático adquiriu e que, através da consagração do emaranhado de distorções e mitos divulgados ao longo da história  que acabaram por desprestigiar fatores variacionais da linguagem.Toda a forma de valorização implica em exclusão, e a variação, neste contexto, é constitutiva das línguas humanas. Ela sempre existiu e sempre existirá, independentemente de qualquer ação normativa.

Assim, a imagem de uma  língua única, mais próxima da modalidade escrita da linguagem, subjacente às prescrições normativas da gramática escolar, dos manuais e mesmo dos programas de difusão da mídia sobre o que se deve ou não falar, não se sustenta na análise empírica da língua.Por isso, é importante salientar que embora a diferença seja o que identifica cada uma das variedades lingüísticas, não se pode esquecer que há cruzamento entre elas.

Ou seja, as semelhanças não pesquisadas, porque não pertinente, são maiores do que as diferenças. Por esse motivo, pode-se afirmar que todas as variedades pertencem a mesma língua.Portanto, considerando-se o conceito de linguagem que hoje prevalece, enquanto fator social de interação, as variantes passam, por sua vez, de estigmatizadas a fazer parte potencializadora constituinte do processo de construção e enriquecimento dos diversos contextos lingüísticos.

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