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Grande Sertão: Veredas Imprimir E-mail
Escrito por Lemuel Araújo   
Índice de Artigos
Grande Sertão: Veredas
Página 2


Joca Ramiro: é o maior chefe dos jagunços, mostrando um senso de justiça e 
ponderação no julgamento de Zé Bebelo, sendo bastante admirado .

Medeiro Vaz : chefe de jagunços que se une aos homens de Joca Ramiro para combater 
contra Hermógenes e Ricardão por conta da morte do grande chefe .

Hermógenes e Ricardão: são os traidores, sendo chamados de "judas", que acabam 
por matar Joca Ramiro. Muitos jagunços acreditavam que Hermógenes havia feito 
o pacto com o Diabo .

Só Candelário: outro chefe que ajuda na vingança. Possuía grande temor de 
contrair lepra.

Quelemém de Góis: compadre e confidente de Riobaldo, que o ajuda em suas 
dúvidas e inquietações sobre o Homem e o mundo.

· AS TRÊS FACES AMOROSAS DE RIOBALDO:

Nhorinhá : prostituta, representa o amor físico. O seu caráter profano e sensual atrai 
Riobaldo, mas somente no aspecto carnal.

Otacília: contrária a Nhorinhá , Riobaldo destina a ela o seu amor verdadeiro 
(sentimental). É constantemente evocada pelo narrador quando este se encontrava 
desolado e saudoso durante sua vida de jagunço. Recebe a pedra de topázio 
de "seô Habão", simbolizando o noivado.

Diadorim : representa o amor impossível, proibido. Ao mesmo tempo em que se 
mostra bastante sensível com uma bela paisagem, é capaz de matar a sangue frio. É ela 
que causa grande conflito em Riobaldo, sendo objeto de desejo e repulsa (por 
conta de sua pseudo identidade).


DADOS BIOGRÁFICOS

João Guimarães Rosa nasceu em Cordisburgo (MG) e morreu no Rio de Janeiro em 1967. 
Filho de um comerciante do centro-norte de Minas, fez os primeiros estudos na cidade 
natal, vindo a cursar Medicina em Belo Horizonte. 
Formado Médico, trabalhou em várias cidades do interior de Minas Gerais, onde 
tomou contato com o povo e o cenário da região, tão presentes em suas obras. 
Autodidata, aprendeu alemão e russo, e tornou-se diplomata, trabalhando em vários países. 
Veio a ser Ministro no Brasil no ano de 1958, e chefe do Serviço de Demarcação de 
Fronteiras, tratando de dois casos muito críticos de nosso território: o do Pico da Neblina e das Sete Quedas. 
Seu reconhecimento literário veio mesmo na década de 50, quando da publicação de 
Grande Sertão: Veredas e Corpo de Baile, ambos de 1956. 
Eleito para ocupar cadeira na Academia Brasileira de Letras no ano de 1963, 
adiou sua posse por longos anos. 
Tomando posse no ano de 1967, morreu três dias depois, vítima de um enfarte.

CARACTERÍSTICAS LITERÁRIAS

Guimarães Rosa é figura de destaque dentro do Modernismo. Isso se deve ao fato de 
ter criado toda uma individualidade quanto ao modo de escrever e criar palavras, 
transformando e renovando radicalmente o uso da língua.

Em suas obras, estão presentes os termos coloquiais típicos do sertão, aliados ao 
emprego de palavras que já estão praticamente em desuso. 
Há também a constante criação de neologismos nascidos a partir de formas típicas 
da língua portuguesa, denotando o uso constante de onomatopéias e aliterações. 
O resultado disso tudo é a beleza de palavras como "refrio", "retrovão", "levantante", 
"desfalar", etc., ou frases brilhantes como: "os passarinhos que bem-me-viam", "e aí s
e deu o que se deu – o isto é".

A linguagem toda caracterizada de Guimarães Rosa reencontra e reconstrói o cenário 
mítico do sertão tão marginalizado, onde a economia agrária já em declínio e a 
rusticidade ainda predominam. 
Os costumes sertanejos e a paisagem, enfocada sob todos os seus aspectos, são mostrados 
como uma unidade, cheia de mistérios e revelações em torno da vida. 
A imagem do sertão é, na verdade, a imagem do mundo, como se prega em Grande Sertão: Veredas. O sertanejo não é simplesmente o ser humano rústico que povoa essa grande 
região do Brasil. Seu conceito é ampliado: ele é o próprio ser humano, que convive 
com problemas de ordem universal e eterna. 
Problemas que qualquer homem, em qualquer região, enfrentaria. 
É o eterno conflito entre o ser humano e o destino que o espera, a luta sem tréguas 
entre o bem e o mal dentro de cada um, Deus e o diabo, a morte que nos despedaça, 
e o amor que nos reconstrói, num clima muitas vezes mítico, mágico e obscuro, 
porém muitas vezes contrastando com a rusticidade da realidade. 
Seus contos seguem também, de certa forma, a mesma linha desenvolvida dentro 
de seu único romance.

PRINCIPAIS OBRAS

Romances

Grande Sertão: Veredas (1956).

Contos

Sagarana (1946); Corpo de Baile (1956); Primeiras Estórias (1962); Tutaméia – Terceiras 
Estórias (1967); Estas Estórias (1969); Ave, Palavra (1970).



 
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