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Morte e vida Severina Imprimir E-mail
Escrito por carada oi   


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Morte e Vida Severina, que tem por subtítulo "auto de Natal pernambucano" começa com a apresentação de Severino de Maria do Zacarias, que é quase uma figura simbólica: o retirante sem nome, já que como ele haviam outros Severinos filhos de Maria e de Zacarias.

Severino está seguindo o curso do Capiberibe em direção a Recife, e pelo caminho vai presenciando o rio seco, a morte dos retirantes, o empobrecimento das cidades e a banalização da morte que transforma os únicos empregos viáveis da região naqueles que lidam com a morte: coveiros, farmacêuticos, médicos, benzedeiras.

Quando Severino chega no Recife percebe que a diferença é que lá a terra é mais macia, e os pobres que antes morriam na terra seca do sertão morrem nos úmidos manguezais que são o único lugar que lhes sobra. Num manguezal destes Severino está tendo uma visão cada vez mais derrotista da vida quando nasce uma criança e, após receber presentes humildes, duas ciganas prevêem que sua, vida enquanto não de opulência, será melhor que a dos pais. Em seus poemas de versos curtos, Morte e Vida Severina apresenta tanto uma visão pessimista da região quanto um final otimista com a perspectiva de melhora.
 
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