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O Continente - Érico Veríssimo Imprimir E-mail
Escrito por SOS Estudante.com   


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Autor
Érico Veríssimo
1905 Cruz Alta (RS)
1975 Porto Alegre (RS)

Estilo
(Modernismo 30)
Um vasto painel da história gaúcha. Nela estão contidos os conflitos fronteiristas.
Missões jesuítas.
Lutas cisplatinas
Guerra farroupilhas, federalista.
Chegada dos imigrantes.

Enredo

O Continente I
O Sobrado I - A saga da história gaúcha, com o personagem José Líprio.
A fonte - O autor volta no tempo em busca de origens. Nas missões dos sete povos com os jesuítas de origem espanhola. Refere aos índios da missão.
O Sobrado II - De volta ao sitiado sobrado, as vidas, amargas e sofridas. Alice depois de horas de parto perde a menina.
Ana Terra - Ano de 1777. A história focaliza as terras numa fazenda. A paixão entre Ana e um índio chamado Pedro. Ana engravida. Estava nascendo a cidade de Santa Fé.
O Sobrado III - 25 de junho de 1895 Licurgo vive no sobrado, seu ódio sua raiva. Sua filha dentro de uma caixa de goiaba, morta. D. Bibiaba fala que a menina foi feliz por Ter morrido. Por causa do machismo,
Um certo capitão Rodrigo Cambará - Um dia chegou em Santa Fé a cavalo, vindo ninguém sabia de onde. A bela cabeça de macho altivamente erguida. Bento Amaral e capitão Rodrigo brigam por Bibiana que impressionada por ele, sonha em casamento. Seu pai adverte que capitão Rodrigo só tinha um cavalo, um violão e uma espada. Mesmo assim ela se casa com ele. Anita morre e Rodrigo ingressa no movimento da Revolução Farroupilha. E morto pelos legalistas Amarais.
O Sobrado IV - O vento a bater e assoviar, o sobrado continuava cercado.

O Continente II
Teinaguá - Relata a história de Santa Fé, que em 1890 passa a condição de Vila. O sobrado era a casa mais vistosa (ex cambará). Hoje pertence a Aguinaldo Silva.
O Sobrado V - 26 de junho, 1895.
Licurgo defende Santa Fé de cima da água furtada do casaroto.
O império caiu e se instala a república. É a Guerra Federalista.
Este capítulo narra o cerco do sobrado e de Santa Fé.
A Guerra - Sexto dezembro de guerra - Santa Fé mostrava sinais de decadência.
O Sobrado VI - 26 de junho, 1895 o sobrado cercado pelos maragatos.
Ismália Caré - A notícia era que 24 de junho 1884, Santa Fé será elevada e é o sacristão, que louva os heróis de Santa Fé, após tantas batalhas.
O Sobrado VII - Gritava no casarão: "Bandeira Branca". Termina a guerra. Os federalistas abandonaram os postos e os republicanos entram no município.

Fragmentos
- "Morreu em boa hora. Essa tem de trabalhar, sofrer, casar, criar filhos, e ficar esperando quando os filhos vão para a guerra. Primeiro precisam da gente, mamam nos nossos peitos, mijam no nosso colo. Depois crescem, se casam e tratam a gente como um caco velho"
(Érico Verissímo)


Preste Atenção
Para estruturar a história utiliza duas famílias:
Os terras - representam o perfil do gaúcho, vinculado com a terra.
Os cambarás - representam o lado político, altivo e bravo.

Intercalada pela história do sítio ao sobrado, onde morre Florêncio Terra e a filha recém-nascida de Licurgo, durante uma revolta em 1895, onde aparecem também os jovens Rodrigo e Toríbio Terra Cambará.
Conta-se 150 anos da história do RS até aquele ponto pela vida da família Terra Cambará. A primeira parte é A Fonte, já que o que se segue é a história do personagem que se torna a fonte do qual surge toda a família.
É a história do mameluco Pedro Missioneiro, que nasceu em 1745, morou nos Sete Povos das Missões e adquiriu de um padre (seu padrinho, que o batizou com o nome de um homem que um dia quis matar pela amante antes de se tornar padre) uma adaga que passa pela família. Pedro tinha visões que se realizavam, dizia ser filho da Virgem Maria e sai da Missão três meses após a morte de Sepé Tiaraju.
A parte é Ana Terra. Ana é a jovem filha de Maneco Terra que ajuda Pedro Missioneiro a se curar após cair ferido, já homem, em seu rancho.
Ana Terra se apaixona por Pedro e dele engravida, passando assim a ser desprezada pelo pai e os irmãos, que matam Pedro.
Quando o rancho é atacado, seu pai, seu irmão (o outro se mudara e abrira uma venda) e dois escravos são mortos e ela é estuprada, mas sua cunhada e as crianças se salvam disto tudo escondidos.
Após enterrar os cadáveres, ela segue para as terras do Coronel Amaral para ajudar na fundação de um povoado chamado Santa Fé. Lá se torna a parteira. Já Um certo Capitão Rodrigo conta a história de Rodrigo Cambará, um anti-herói que chega ao povoado de Santa Fé e se apaixona por Bibiana, neta de Ana Terra e filha de seu único filho Pedro. Bibiana era disputada pelo jovem Bento Amaral, o que leva Rodrigo e ele a duelarem de arma branca.
Rodrigo entalha um P na cara do outro, mas leva um tiro traiçoeiro antes de por a perninha do R. Quando o padre lhe visita para dar a extrema-unção, Rodrigo lhe dá uma figa e começa a melhorar. Rodrigo mais tarde se casa com Bibiana, também apaixonada, apesar de contrariada pelo pai Pedro Terra.
Rodrigo abre um negócio com Juvenal Terra, primo de Bibiana e começa a se degenerar, traindo Bibiana, bebendo e jogando. Quando uma das filhas do casal, Anita, morre, Rodrigo está jogando e é avisado do estado da menina, mas demora a ir para casa. Quando o faz, revolta-se em negação mas finalmente sucumbe ao choro.
Redime-se e torna-se melhor que antes, bebendo após isso tudo um único gole, quando nasce sua nova filha, Leonor, que passa a ser companhia de seu primeiro filho Bolívar. Rodrigo vai então para a Guerra dos Farrapos e, ainda durante a guerra, volta para Santa Fé atacar a residência dos Amarais. Ele ama Bibiana mais uma vez e promete voltar, mas cai com um tiro no peito durante um ataque. A teiniaguá conta sobre Luzia, Florêncio e Bolívar.
Florêncio é o folho de Juvenal e melhor amigo de Bolívar durante a infância. Luzia é a neta de um agiota que se estabelece em Santa Fé.
Doente mental, Luzia é sádica, como a teiniaguá, uma lenda gaúcha que conta de uma princesa moura transformada em cobra com cabeça de diamante que gosta de ver outros sofrerem, mas sua beleza atrai todos os homens, incluindo Florêncio e Bolívar. Ela se casa com Bolívar depois que este volta da guerra, muito perturbado. Lentamente eles começam a se afastar dos amigos.
Por fim (quase tudo isto observado pelo ponto de vista do médico da cidade, Carl Winter) ela demonstra todo sadismo ao continuar em Porto Alegre durante uma visita mesmo estando uma epidemia do cólera acontecendo.
Ao voltarem, ambos se trancam no quarto após uma violenta discussão de Luzia com Bibiana. Luzia se sente presa a Santa Fé. Bibiana, que estimulara a união para passara a viver no Sobrado, construído no terreno da casa de seu pai e tomado pelo agiota, sabe como Luzia é má.
O doutor finalmente fala com Bolívar e este revela que tudo que queria era fugir para uma guerra. Como eles estão de quarentena no Sobrado, obra de vingança do Coronel Bento Amaral por ser Bolívar filho do homem que lhe talhou o rosto, Rodrigo sai atirando do Sobrado contra os homens que lhe prendiam humilhantemente em casa e cai morto, enviuvando Luzia e deixando órfão de pai seu filho Licurgo.
A Guerra conta a história dos anos finais de Luzia e sua disputa com Bibiana pelo amor de Licurgo enquanto este cresce. Luzia está na época com um tumor no estômago, e a preocupação principal de Bibiana é permanecer no Sobrado.
Luzia, ao final, perde a guerra não declarada, pois o que queria era um filho cosmopolita, e Licurgo continua em Santa Fé. Ismália conta a história de Licurgo já mais velho trabalhando em Santa Fé com seu melhor amigo, o jornalista Toríbio, pela proclamação da República, tudo enquanto envolvido com o casamento com a prima Alice, filha de Florêncio Terra e a amásia, Ismália. Ismália é uma china (palavra usada até hoje em partes do Rio Grande do Sul que designa uma "mulher da vida") submissa a Licurgo do qual este gosta e permanece assim pelos anos que seguem e engravida dele.
A luta pela República enfim tem sucesso e a rivalidade dos Terra Cambará com os Amaral continua com Alvarino e Licurgo, como antes fora com Bento e Rodrigo. As continuações são O Retrato e O Arquipélago.
 
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