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Um longo caminho para casa |
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Escrito por Angela Seifert
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Filha de uma mãe tão rica quanto cruel e de um pai sempre alcoolizado Gabrielle Harrison vive num verdadeiro inferno, vítima de maus tratos quer físicos quer psíquicos às mãos de uma mãe que a culpa de tudo o que se possa imaginar e cujo pai nada faz para lhe valer. O pai acaba por abandonar a família e a mãe não tarda a arranjar um novo namorado, altura em que larga a filha num convento. Parece que, finalmente, Gabbie vai ter paz e, de fato, assim acontece durante algum tempo, mas depois acaba por se apaixonar por um padre, jovem e sem família como ela, ambos sem a necessária vocação para aquela vida. Quando ela engravida ele suicida-se e ela acaba por perder a criança, num aborto espontâneo que quase lhe custa a vida. Expulsa do convento, sem dinheiro e sem amigos decide procurar os pais e tentar fazer as pazes com o passado.
Tudo começa na infância de Gabrielle Harrison a
doce menina de olhos grandes e jeito de anjo. Filha de uma mãe tão rica
quanto cruel e de um pai sempre alcoolizado Gabriele vive num
verdadeiro inferno, vítima de maus tratos quer físicos quer psíquicos
às mãos de uma mãe que a culpa de tudo o que se possa imaginar e cujo
pai nada faz para lhe valer.. Gabrielle foi parar no hospital. Dia
seguinte o pai foi embora. Tudo era motivo para que a mãe lhe
espancasse cruelmente. Gabrielle tinha o cuidado de não deixar as
marcas à vista, usando sempre roupas que escondessem as feridas . Sabia
que se alguém visse aquelas marcas seria uma grande chatice...A mãe se
zangaria muito e descontaria nela novamente.
A mãe arrumou namorado. Disse-lhe que arrumasse as coisas para viajar.
Ela pensou que viajaria com a mãe. Mas não foi isso que aconteceu. A
mãe foi viver com o tal namorado... mas sozinha. Antes disso deixou
Gabrielle num convento e no máximo se deu ao trabalho de enviar um
cheque todos os meses até que a garota completasse 18 anos... Nunca foi
visitá-la nem nunca perguntou por ela. A mãe tinha ciúme de Gabrielle.
Mas Gabrielle sempre se confrontava, imaginando que a mãe tinha motivos
reais para não gostar dela. Achava que era muito má e que merecia ser
castigada. Sempre fora tratada como um vírus contagioso e vivia achando
que realmente era tudo o que a mãe lhe dizia que era...
No convento correu tudo bem. Gabrielle era uma boa menina e nunca se
queixava de fazer nada. As freiras gostavam dela e a Madre Superiora
era como uma mãe para ela. Um dia muda o padre do confessionário. O
padre e Gabrielle acabam por se apaixonar. Ambos tinham
histórias semelhantes. Ambos não tinham mais família e foram acolhidos
pela vida religiosa. Nenhum dos dois entrou por vocação, na verdade
eles não tinham era qualquer opção. Estou falando de um altura em que
Gabrielle já era uma moça. Durante muito tempo se recusava a ser
freira, pois achava não ter vocação. Só depois da faculdade que decidiu
se entregar à vida religiosa. Entretanto, era uma postulante. Já com o
padre era diferente. Ele já era padre, já tinha feito os votos. Foi ele
que primeiro confessou sua paixão à Gabrielle, foi ele que lhe beijou,
foi ele que chamou para que ela fosse se encontrar com ele na casa de
um amigo no dia em que, enfim, Gabi se entregou ao padre... ( Ou
melhor, ambos se entregaram... nenhum deles tinha qualquer experiência
sexual ). Estava certo que Gabriellei tinha que sair do convento e que
o padre tinha que deixar de ser padre... Ela estava segura, mas ele,
que no princípio tomou todas as iniciativas, parecia um pouco
inseguro... Havia fragilidade e medo naquele homem. Foi só quando
Gabrielle descobriu que estava grávida que eles tiveram que tomar uma
decisão. A madre superiora começou a parecer desconfiada. Um dia
esperam por Gabrielle numa sala os padres e a madre superiora.
Descobriram o que tinha acontecido e culpavam-na por ter seduzido o
padre bonitão. ( Ah, antes que me esqueça, o nome dele é Connors ).
Gabrielle já tinha sofrido muita pressão no dia anterior, mas não
queria falar nada enquanto não combinasse com o seu amor... Imaginava
que ele também sofrera bastante pressão... Começaram a culpá-la e ela
exigiu falar com o padre Connors. E descobriu que ele tinha se
suicidado. Gabrielle desmaia e é levada para um hospital. O rastro de
sangue deixado no chão já denunciava: Gabrielle perdera o filho e tem
que deixar o convento. A madre superiora lhe dá um dinheiro para que
ela alugasse um lugar para viver. Teria que procurar emprego e
enfrentar o mundo de onde ela sempre fugiu.
No lugar onde foi viver fez amizade com os velhinhos de lá,
principalmente pelo "Professor". Um senhor encantador, que qualquer
pessoa gostaria de ter por perto como seu mestre e mentor. Ele
estimulou Gabrielle pelo seu gosto por escrever e foi sempre um
querido!!! Algum tempo depois Gabrielle se envolve com um rapaz que vem
a ser seu gigolô. Esse mesmo gigolô acaba matando o Professor. ( Hora
de abrir o berreiro de novo...) Gabrielle precisa de forças para
acertar as contas com o seu passado.
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