Engenharia Ambiental

Definição:


A área destinada às atribuições do Engenheiro do Ambiente é relativamente nova dentre as profissões tradicionais e foi inicialmente desenvolvida em países do Primeiro Mundo.

Nos Estados Unidos, em particular, a proposta de criação de currículo específico com novas atribuições para registro profissional do Engenheiro do Ambiente vem sendo discutida no âmbito de uma das mais importantes sociedades técnico-científicas daquele país, a American Society of Civil Engeneering.


O editorial assinado por Thomas M. Walski no Journal of Environmental Engeneering (vol. 118, no 4, jul./aug. 1992) afirma, inicialmente, que a Engenharia Ambiental, como conhecida hoje, cresceu a partir da Engenharia Civil-Sanitária, com infusões de química, biologia, microbiologia, hidrologia, geologia, ciências da Terra, legislação e economia.
Afirma, também, que tem sido extraordinário o crescimento da Engenharia Ambiental nos últimos anos pela contínua adição de novas facetas em seu campo de atuação.

A Engenharia Ambiental é um curso da área das Ciências Exatas, destinando-se à formação de técnicos e pesquisadores.

O Curso dedica-se à formação de profissionais capazes de avaliar a dimensão (magnitude, duração, reversibilidade e natureza) das alterações ambientais causadas pelas atividades do Homem, sejam elas benéficas ou adversas, independentemente da área de influência.

Pretende-se que este profissional possua conhecimentos técnicos suficientes para adotar procedimentos capazes de minimizar os impactos ambientais indesejáveis, qualquer que seja a escala em que ocorram (local, regional e global). (a)Engenheiro Gestor Ambiental


- Ocupa-se preferencialmente do estudo e entendimento dos processos naturais de transformação do ambiente que ocorrem em escala temporal incomparavelmente maior que os provocados somente pela ação antrópica (ação do ser humano).

Desta forma, este profissional deve acompanhar o uso devido dos recursos naturais pois, via de regra, a aceleração desses processos provoca efeitos adversos no meio ambiente. (b) Engenheiro de Tecnologia Ambiental

- Dedica-se ao estudo da relação das alterações ambientais causadas pelo Homem principalmente associados a desenvolvimento de atividades industriais, essencialmente no tratamento de resíduos sólidos, líquidos e gasosos.


Desta forma, o Engenheiro do Ambiente será, dentre os profissionais que atuam na área, aquele que deverá possuir formação acadêmica que permita sua participação nos estudos de caracterização ambiental, na análise de susceptibilidade e vocações naturais do ambiente, na elaboração de estudos de impactos ambientais, na proposição, implementação e monitoramento de medidas ou ações mitigadoras, tanto na área urbana, quanto na área rural.

Portanto, dentre as diversas atribuições do Engenheiro Ambiental, destacam-se os seguintes tópicos: O controle da qualidade ambiental (redes de monitoramento e vigilância). Gestão e tratamento de resíduos sólidos, líquidos e gasosos.


Pesquisa operacional e estudo de poluição da água, ar e solo Estudo de redes de saneamento. Análises de riscos e impactos ambientais, além do estudo de indicadores ambientais. Análise de ciclo de vida de produtos. Defesa do consumidor e economia ambiental.

Design ecológico, com desenvolvimento de estudos e modelagem matemática de ecossistemas. Estudo de energias renováveis e alternativas e planejamento energético Estudo de sistemas de gestão e planejamento ambiental. Estudo de tecnologias limpas e valorização de resíduos. Análise de auditorias ambientais.

Gestão e planejamento do uso de áreas urbanas.
Gestão de recursos hídricos e ordenamento de territórios. Regulamentação e normatização de produtos. Análise em geoprocessamento e sistemas de informação geográfica (SIG), com ênfase ao estudo do meio físico.


MERCADO DE TRABALHO
 

Especificamente, o Engenheiro do Ambiente tem o mercado de trabalho constituído por empresas públicas e privadas e órgãos de administrações diretas. Todas as unidades federativas do Brasil, inclusive o Distrito Federal, estão sujeitas a Legislação Federal sobre meio ambiente, cuja aplicação exige conhecimentos técnicos específicos de nível superior.

O Distrito Federal, por exemplo, dispõem de legislação específica e de órgãos responsáveis por sua aplicação e oferece diversas oportunidades para os futuros profissionais formados pela UCB. Dentro de suas competências, os profissionais do nosso curso poderão atuar junto a órgãos federais como IBAMA, Instituto de Ecologia e Meio Ambiente (IEMA), Ministérios de Ciências e Tecnologia (MCT), essencialmente na área de planejamento e gestão ambiental, ou como fiscalizadores de projetos ambientais diversos.


Alternativamente, o futuro Engenheiro Ambiental poderá atuar em órgãos do Distrito Federal, a exemplo da SEMATEC, EMBRAPA, CODEPLAN e TERRACAP, como gestores ambientais, tanto em áreas rurais, quanto em áreas urbanas.


Neste contexto inserem-se projetos de zoneamento agro-ecológicos e estudo de contenção de ações erosivas por todo o Distrito Federal. Também, poderá ser aproveitado por órgãos como a CAESB, Fundação Zoo-Botânica e Fundação Hospitalar, especificamente para o estudo de tratamento de lixo hospitalar e de resíduos sólidos e líquidos na rede de esgotos.

Enfatiza-se que, por exemplo, no Distrito Federal a carência de profissionais ocupados no tratamento de lixo hospitalar, bem como de resíduos de metais pesados é extrema, o que, certamente, caracteriza um excelente campo de trabalho para os futuros Engenheiros do Ambiente.

As empresas de Consultorias que elaboram planos de uso do solo, estudos de impactos ambientais, pareceres técnicos e projetos específicos na área ambiental, constituem seguramente um dos principais mercados de trabalhos para este profissional.


As grandes empresas de extração e de transformação, bem como as de geração de energia, apresentam demanda crescente por profissionais com perfil de Engenheiro do Ambiente, notadamente em regiões que apresentam problemas de saturação e de conflitos de uso dos recursos naturais, como o Distrito Federal e a região de seu entorno.

O crescente processo de terceirização da máquina governamental, tanto a nível nacional, quanto distrital será fundamental para que estas empresas de consultoria ocupem seu espaço.
A progressiva industrialização do Distrito Federal e de seu entorno, certamente promoverá a abertura de vagas para o Engenheiro Ambiental atuar na área de "Engenharia e Tecnologia" no tratamento de resíduos sólidos, líquidos e gasosos de qualquer natureza.


As organizações não governamentais (ONGs) também consistem em excelente campo de atuação dos futuros Engenheiros Ambientais, tanto na atuação direta no sentido de execução de projetos ambientais diversos, além da atuação como agentes fiscalizadores de plantas industriais.

Este profissional poderá ainda atuar em empresas do setor terciário (serviços), visto que as atuais demandas ambientais possibilitam a abertura de novos mercados profissionais, onde a linguagem ambiental está cada vez mais presente, tais como as áreas de publicidade e propaganda, design, defesa do consumidor, entre outros.


Salienta-se ainda que, atualmente, o mercado de trabalho onde o Engenheiro Ambiental deverá inserir-se é ocupado por profissionais de outras áreas (economistas, administradores, engenheiros civis, engenheiros de produção, engenheiros mecânicos, químicos, biólogos, geólogos, engenheiros agrônomos e florestais e geógrafos), profissionais que ainda não possuem devida qualificação para exercerem tais atividades em sua plenitude.


Portanto, constata-se que o mercado de trabalho existe efetivamente e certamente será ampliado após a definição das atribuições profissionais do Engenheiro do Ambiente. A existência de profissionais com essas características é certamente importante na implantação de qualquer modelo de desenvolvimento econômico, tanto na prevenção, quanto na redução dos impactos que a atividade humana provoca no meio ambiente.

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