Quando Nietszche chorou

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O autor consegue criar um mundo onde mistura a fantasia com fatos reais o que dá um toque todo especial nessa história. Nessa obra todos os personagens realmente existiram e tinham as respectivas idades. O que provavelmente não aconteceu foi o encontro entre Breuer e Nietzsche. 

A forma que o autor tece a história nos prende a atenção, mas aqui vou me deter nos fatos que achei mais interessantes .

Antes de falar sobre o envolvimento dos personagens,  falarei um pouco sobre os personagens que mais gostei e que são de relevância para a história.

NIETSZCHE: Este personagem apresenta algumas características bem marcantes como a teimosia, a dificuldade de pedir ajuda aos outros e a de relacionar-se com outras pessoas. O livro mostra a sua genialidade e a  incompreensão do mundo frente a um homem com idéias a frente do seu tempo.

            Na história, Nietzsche além de sofrer terríveis enchaquecas, também sofre de desespero, pois ele estava apaixonado por Lou Salomé e  se sentiu traído por ela e por seu amigo René quando descobriu que eles estavam juntos. Nietzsche escreve cartas para Lou Salomé, expressando seu desespero seu amor e sua raiva por ela.

Nietzsche tem uma irmã que, envenena, durante toda a história, o relacionamento do irmão com Lou Salomé.

BREUER: É um medico que possui uma visão diferente do tratamento médico da época. Essa visão é o que atrai a presença de Lou Salomé para tratar de Nietzsche pelo método da conversa. Este método foi desenvolvido enquanto Breuer tratava de uma paciente histérica Bertha.

Durante esse tratamento Breuer se apaixona por sua paciente Bertha e sofre por isso e pelos seus pensamentos obsessivos por ela. Por causa dessa obsessão a vida familiar dele acaba sofrenso grandes abalos. Podemos dizer que Breuer esta na sua crise existencial.

FREUD: Nessa história este personagem não aparece como  principal, mas sim como coadjuvante. O autor o coloca como auxiliar de Breuer nas intervenções que este faz com Niezsche. Essa obra mostra algumas tendências de Freud como por exemplo: O interesse por sonhos, e que esses tem alguns significados e a existência do inconsciente.

 SALOMÉ: É uma mulher de 21 anos , bonita, dominadora, e dona de uma visão futurista sobre o casamento. É uma mulher que não deseja casar diferenciando-a das demais mulheres. Mostra-se decidida, agindo conforme seu desejo, não se importando muito se isso era ou não um comportamento aceito pela sociedade da época. É o personagem responsável pela trama da história pois é ela que arma o encontro entre Nietzsche e Breuer.

Bertha ( Ana O.): Apesar dessa personagem não aparecer de forma real na historia ela esta sempre presente nos pensamentos e falas de Breuer. Bertha é uma antiga paciente de Breuer que sofria de histeria. Na historia real da psicanálise podemos dizer que foi o estudo do seu caso o responsável pelo surgimento da psicanálise 

A história começa com Lou Salomé mandando uma carta para Breuer ( que estava em Veneza de férias, com a esposa ),marcando um encontro. Nesse encontro Lou ( como gostava de ser chamada ) conta sobre seu relacionamento com Nietzsche , mostrando-se preocupada com a depressão de Nietzsche e o desejo de se matar, pedindo então que Breuer trate-o na base da conversa. Lou fala também  que Nietzsche nunca poderá ficar sabendo desse e dos outros encontros de Breuer com ela.

Lou Salome através de alguns amigos de Nietzsche articula um encontro entre Breur e Nietzsche com a desculpa de que este irá para a consulta por causa dos seus problemas de saúde.  No primeiro encontro entre os dois  Breuer  examina Nietzsche meticulosamente, tanto pelo método da anamnese como do exame físico, mas durante todo esse processo Breuer fica atento a qualquer dica que Nietzsche possa dar sobre seu sofrimento, pensamentos suicidas e seu relacionamento com Salomé. A abertura mais promissora que aparece na consulta é quanto Nietzsche fala sobre a sua dificuldade com relacionamentos e que já fora traído 3 vezes, mas assim que Breuer faz menção de entrar no assunto Nietzsche desconversa falando que já havia confiado grande parte dele ao médico, afirmando  que esses desafetos nada tem a ver  com  sua doença.

            A consulta acaba com Nietzsche fazendo três  perguntas: se ficaria cego, se sofreria desses ataques para sempre e se tinha uma doença cerebral progressiva  que o mataria.  Essas perguntas revelam a vontade de Nietzsche de sempre ter o controle sobre sua vida. Isso pode ser confirmado quando Nietzsche fala que nenhum médico tem o direito de esconder do paciente o que legitimamente lhe pertence e também sobre o direito do paciente escolher como morrer. (2005, p.95)

            No intervalo entre as duas primeiras consultas Breuer discute o caso de Nietzsche com Freud. Breuer usa um pseudônimo para Nietzsche (Eckart Müller) para não revelar a verdadeira identidade do seu paciente. Durante a discussão  do caso, Breuer e Freud, articulam uma forma de fazer com que Nietzsche inicie  o tratamento. Os dois chegam a conclusão que a melhor forma era fazer com que Nietzsche sucumbisse a autoridade médica.  

            O segundo encontro começa com Breuer respondendo as perguntas de Nietzsche da forma mais precisa e exata possível. Assim que possível Breuer coloca o seu plano e  de  Freud em ação. Breuer fala que para melhorar os sintomas da doença, Nietzsche precisaria reduzir o estresse. Partindo desse principio Breuer oferece um tratamento na Clínica Lauzon o qual  não terá custo algum para Nietzsche . Ocorre então um questionamento de Nietzsche sobre o interesse de Breuer em oferecer isso, pois ele acredita que  existe um interesse pessoal nessa oferta. ( Para Nietzsche as relações são fundamentadas no “poder” . Ele fala de uma relação  de poder onde uma pessoa sempre quer ter o comando sobre a outra ) . Baseado nesse pensamento Nietchzche recusa a oferta de Beuer, pois acredita que este tem interesse em se tornar maior que ele próprio. Essa conclusão pode ser observada nessa fala de Nietzsche : “ Se meu destino, conforme afirma, é me tornar um grande homem, entao o senhor, como meu animador, meu salvador, se tornará ainda maior”!(2005, p. 153)

            Nesse encontro também, Breuer fala da  doença de Nietzsche como se essa fosse um sintoma de seus conflitos psicológicos, usando o conceito da histeria . Este conceito é desenvolvido pela psicanálise dizendo que os ataques histéricos são sintomas de algum trauma sofrido na infância que foi recalcado e reprimido. Podemos observar esse conceito nessa fala de Freud “Quase todos os sintomas se haviam formado desse modo, como resíduos de experiências emocionais... e o caráter  particular a cada um desses sintomas se explica pela relação com a cena traumática que o causara”(1998, p.31).

Na historia é no segundo encontro que Nietzsche fala que a mente é dividida em partes e que uma parte pode funcionar independente da outra, parecendo aí um conceito remoto de inconsciente, e é nesse momento também que Nietzsche fala que “ as repressões  mentais conscientes sejam reflexões posteriores: idéias pensadas após ação para nos proporcionar a ilusão de poder e controle.”( 2005, p.137) mostrando que as idéias, os desejos  sofrem uma repressão da mente consciente. Esse conceito de repressão também está presente nas obras Freudianas:

A aceitação do impulso desejo incompatível ou o prolongamento do conflito teriam despertado intenso desprazer; a repressão evita o desprazer, revelando desse modo meio de proteção da personalidade psíquica. (1998, p.39).

           

O autor então, vai dando a entender para o leitor que Nietzsche é que vai sacando os conceitos que Freud desenvolverá dentro da psicanálise.

            Esse processo  que vai se desenrolando  nessa história Nietzsche tem uma crise de enchaqueca o que  proporciona um novo encontro entre Breuer e Nietzsche. Nesse encontro que podemos identificar como o terceiro.  Breuer encontra Nietzsche inconsciente de tanta dor, e , em alguns momentos, alucinante. É nesse estado delirante que Breuer ouve de Nietzsche um apelo sussurrante para que este o ajudasse. Esse apelo inconsciente motiva Breuer a fazer mais uma tentativa para auxiliá-lo.

Depois dessa crise Nietzsche e Breuer marcam mais um encontro.O que ocorre de interessante nesse encontro é que Breuer decide  falar para Nietsche que necessita de sua ajuda, pois este se encontra infeliz, visitado por pensamentos estranhos, ódio de si próprio, medo de envelhecer e medo da morte.  Apesar de verdadeiros esses conflitos, existe aí da parte de Breuer uma articulação para que Nietzche continuasse na cidade e Breuer mais tarde pudesse reassumir a sua posição de médico e tratá-lo.

            Depois de feita toda essa articulação Breuer não via a hora de contar tudo para seu amigo Freud. Após ter contado tudo o que aconteceu Freud e Breuer discutem como levar o plano a frente. Nesse momento Freud fala que primeiramente teriam que persuadir Nietzsche do desespero de Breuer. Este assume para o amigo que está realmente sofrendo de desespero e que não seria difícil ter o que falar com Nietzsche. Freud tenta saber porque o amigo está nesse estado já que está no auge da vida. Breuer não dá muitas explicações pois não quer atrapalhar o relacionamento de Freud com sua mulher, Mathilde, pois sabia que ela já vinha  desabafando com Freud a um certo tempo, preservando assim um distanciamento do vinculo terapêutico entre Freud e sua esposa Mathilde. ( Esse  comportamento é adotado até hoje pela psicanálise, evitando, o psicanalista, tratar pessoas que tenham vínculos familiares ).

            Também é nessa parte que aparece o conceito de catarse, que não adianta só relembrar o fato, sendo necessário vivenciar todas as emoções  para que o sintoma desapareça . Esse fato aparece em um dialogo de Freud e Breuer, quando Freud diz  “ A simples confissão não é tão  poderosa assim, Josef. Se fosse, não haveria católicos neuróticos.”(2005, pág. 209).

           Começa então, na nossa história, o momento quando Breueu vira paciente de Nietzsche .

           O encontro dos dois inicia-se com Nietzsche listando os problemas de Breuer. Este não se sente muito a vontade confessando a Nietzsche seu constrangimento diante desse método. Não existindo outra maneira os dois então se comprometem em buscar uma forma nova em abordar as questões trazidas por Breuer. Nesse encontro  Breuer conta a Nietzsche o tratamento que utilizou com Bertha ( Ana O ). A limpeza de chaminé. Nietzsche fica fascinado por esse método e diz que pode ser usado no tratamento de Breuer. Este não concorda revelando que este método não obteve muito resultado com Bertha.

             É também nessa sessão que Breuer verbaliza pela primeira vez seus desejos por Bertha, seus pensamentos heróticos  sobre ela  (esses pensamentos são relatados pelo autor desde o começo do livro)  e sua vontade de abandonar a sua família e fugir com ela. Breuer  também revela que sua esposa morria de ciúmes de Bertha e que após uma crise histérica de Bertha em que ela acreditava que estava grávida do doutor a sua esposa fez com que ele desistisse do caso e despedisse a sua enfermeira Eva que o assistia no consultório.

              Embora Breuer tenha feito grandes confições,  sempre que possível  fazia alguma pergunta para tentar voltar o foco em Nietzsche, mas nenhuma dessas investidas deu certo. Esse encontro termina com Nietzsche fazendo uma lista de todos os problemas que ele identifica  de Breuer :

1Infelicidade Geral

2Acossado por pensamentos estranhos

3Ódio de si próprio

4Medo de envelhecer\

5Medo da Morte

6Impulso suicida

7Sentimento de Aprisionamento ( casamento )

8Sentimento de distancia em relação a esposa

9Arrespendimento por ter recusado o “sacrifício”sexual de Eva.

10-Preocupação exagerada com as opiniões de outros médicos a seu respeito.

11Ciúmes ( de Bertha com outros homens ).

Na madrugada após a primeira sessão Breuer teve três sonhos. No primeiro ele e Nietzsche estavam conversando em um aposento sem paredes com trabalhadores passando e ouvindo a conversa dos dois. No segundo ele estava sentado em uma banheira e ao abrir a torneira começa a jorrar insetos, peças de maquinário e grandes glóbulos de lodo que pendiam. O terceiro foi um sonho que já ocorrera varias vezes ele a procura de Bertha a terra se liquedifica sobre seus pés e ele cai quarenta metros onde encontra uma inscrição ilegível.

             Na segunda sessão Nietzsche interpreta os dois primeiros sonhos de Breuer falando que foram frutos da discussão de ontem, que o primeiro poderia ser o medo de ter se revelado demais enquanto o segundo mostra o medo de ter vomitado demais as suas partes escuras e desagradaveis.

Nietzsche fala que temos que ter controle sobre nossas vidas e que é mais fácil obedecer o outro do que dirigir a si mesmo. Ele também fala que Breuer está esperando que Nietzsche indique qual caminho certo a ser seguido. Esse trecho de Nietszche  mostra a função do terapeuta em ajudar  o paciente a encontrar o seu caminho e não indicar a ele que caminho seguir.

No terceiro encontro dos dois o vinculo deles vai se tormando cada vez mais visível e Breuer propõem uma maneira mais informal de tratamento .Essa atitude não agrada muito Nietzsche que sempre evitou reacionamentos íntimos, mas não vendo outra alternativa acabou aceitando. É também nesse encontro que Breuer revela que ele tem uma frase secreta: “O garoto infinitamente promissor”, mas que essa frase não é verdadeira, pois ,ele conquistou tudo que almejava mas não estava feliz por isso. Nesse momento Nietzsche fala para Breuer que ele precisa escutar os seus reais desejos e para que isso ocorresse ele propôs que Breuer fizesse a limpeza de chaminé de tudo que estava relacionado a frase um garoto infinitamente promissor.

 A partir desse encontro Breuer começa a se submeter,a realmente ocupar o lugar de paciente.

Breuer se sente miserável, não consegue se livrar da pressão no tórax e começa a ter fantasias em que a sua casa estava pegando fogo e que toda a sua família morria nesse acidente.  Apesar de toda dor ele não consegue resistir a idéia de que agora está livre para viver com Bertha. Enquanto Nietzsche passa dias despreocupado e livre de dores de cabeça. Essa era uma aparência superficial, pois ele continuava a escrever cartas raivosas, saudosas e desesperadas a Lou Salomé.

               Lou Salomé marca um encontro com Breuer para saber do andamento do tratamento da Nietzsche mas esse, apesar de receber a sua visita, não lhe da nenhuma informação nem se esta ou não tratando de Nietzsche.     

No quarto encontro entre os dois Breuer conta sobre o sonho que teve. Nesse sonho Breuer deixa cair uma navalha em uma fenda e depois aparece Nietzsche trajado de uniforme militar e tenta tirar a navalha da fenda, mas a cada vez que faz isso a navalha afunda mais e mais.

Nietzsche usa o método da limpeza de chaminé para trabalhar com esse sonho. Após ter feito todo o processo sugerido Breuer fala que quer Nietzsche  trate  sua obsessão por Bertha de uma forma mais direta.

Nietzsche não concorda logo de inicio mais acaba cedendo ao pedido de Breuer. Este sugere que Breuer se belisque, que doe dinheiro para a associação anti-semita, que imagine uma vida conjugal com Bertha e durante essa rotina ela tendo os seus ataques e tiques. Após algumas sessões com esses tipos de intervenção Breuer chega a conclusão de que esse método não ajudou em nada e que está piorando.

Podemos dizer que esse método que o autor descreve é um método comportamental que tenta disciplinar os pensamentos e controlar a conduta de Breuer.

Depois de algumas sessões utilizando esse método os dois chegam a conclusão de que não está sendo bom e que a obsessão por Bertha havia aumentado . Nessa discussão Nietzsche chega a conclusão que o importante é o significado que Bertha tem para Breuer e mudam da seguinte maneira: Breuer passa a contar os significados que Bertha tem e limpa a chaminé sobre o significado. Em certo momento Breuer fala que ele fica encantado pelo sorriso de Bertha, que é o mesmo sorriso que uma mãe dá para um filho. Durante todo esse processo é importante salientar que Breuer fica muito preocupado com o julgamento de Nietzsche, mas este o conforta dizendo que ele não fará isso.  A partir desse momento Breuer  deixa de querer tratar Nietzsche e fica no papel de paciente e passa a gostar muito das sessões.

No próximo dia Breuer e Nietzsche resolvem dar uma volta e Breuer convida Nietzsche para ir ao tumulo  de sua família. Nesse passeio Nietzsche percebe que Bertha é também o nome da mãe de Breuer que morreu quando este ainda é criança. Conversando com Breuer, Nietzsche fala que Breuer não tem um relacionamento real com Bertha, mas sim com os significados que esta tem para ele. Nietzsche diz também que nesse relacionamento existem várias outras pessoas e que a sua obsessão só vai ser resolvida quando ele descobrir quem são.

Nessa caminhada, Nitzsche fala para Breuer que a sua pressão do tórax vem dele não ter vivido a vida plenamente, e sim da vida ter imposto maneiras dele viver. Nietzsche fala também da sua teoria do eterno retorno.

             É também nessa caminha que Nietzsche conta mais sobre a sua vida para Breuer. Contando sobre um sonho que ele tem após a morte de seu pai.

Breuer sai meio confuso e atormentado dessa conversa.

             No dia seguinte Breuer pede para que seu amigo Freud o hipnotize e que durante o tranze ele o encoraje a não desistir.

Nesse transe Breuer se imagina deixando a sua casa e a sua família e vai ao encontro de Bertha que estava internada em uma sanátorio. Ao chegar lá Breuer vê Bertha agindo da mesma forma que agia com ele agindo com o outro medico e o medico passando pela mesma situação que ele passava. Depois de Breuer ter presenciado essa cena todos os significados que ele havia dado a ela desapareceram. Ele deixa o sanatório sem falar com Bertha e vai ao encontro de sua antiga enfermeira Eva. Ela quando o encontra não fica muito a vondade, mas após uma insistência de Breuer ela o convida para entrar.           Quando este já esta de saída e pergunta sobre o sacrifício que estava disposta a fazer por ele, ela diz nada lembrar desse assunto. Breuer ao sair da casa de Eva vai em direção a Veneza e ao chegar lá ele se ve sem futuro e com compaixão do próprio rosto. Nesse momento Freud tira Breuer do transe. Freud quer saber o que passou na hipnose, mas Breuer não conta nada ao amigo.

Breuer sai do transe curado e  não vê mais a esposa como uma inimiga mas como uma cúmplice e diz a esposa que tomou uma importante decisão a de casar com ela e que fez isso hoje e vai fazer por todos os dias. Toma essa atitude por sentir que assim estava vivendo a sua vida e não esperando que a vida acontecesse.

              No ultimo encontro entre Breuer e Nietzsche, esse diz que já esta curado. Surpreso, Nietzsche pede que lhe conte como se deu tal cura. O Breuer não só lhe conta da sessão de hipnose, como também de sua desonestidade em não lhe revelar a intermediação de Lou Salomé. Nesse clima confissional, Nietzsche acaba por revelar também que escondera do médico o quanto era atormentado pela jovem russa. Breuer ajuda o amigo a se livrar da obsessão que esse tem pela jovem russa usando mesmo método que o filósofo  usou nele. No meio desse processo Nietzsche começa a chorar e a dar voz as suas lágrimas, quando isso ocorre,Nietzsche também está livre de sua obsessão.

              Podemos dizer que quando Nietzsche chorou ele realizou a catarse e por isso se livrou do que o adormentava.

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