Quando Nietzsche Chorou - Resumo II

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Esse e um romance muito bom de Irvin D. Yalom

Pretensão. É essa a palavra que veio à minha cabeça quando terminei de ler "Quando Nietzsche Chorou", de Irvin D. Yalom. O livro, para quem ainda não ouviu falar do best seller, trata-se de um suposto encontro do filósofo ´para tratar-se com o Dr. Breuer, um famoso médico de Viena no século XIX, que também era amigo de Freud.

Até aí, nada demais. O autor demonstra ter uma imaginação e tanto. E há mais coisas interessantes neste livro: a ambientação, por exemplo: Viena é retratada de forma interessante pelo narrador. Algumas descrições dos personagens. O contexto histórico. Um outro fator positivo é o fato de que a leitura é fácil - com um narrador personagem - sem maiores complicações, numa linguagem simples, permitindo ao leitor acompanhar o desenvolvimento da história sem maiores problemas.

No entanto, há alguns aspectos negativos que não podem e nem devem ser ignorados. Por exemplo: a figura da mulher misteriosa representada por Lou Salomé é totalmente óbvia, pois dezenas de personagens femininas já foram retratadas de forma parecida: anticonvencionais, belas, caráter forte, que nunca aceitam "não" como resposta, sedutoras, etc. É apenas a repetição de aspectos de outros personagens femininos que já apareceram em outros livros.

A simplicidade da linguagem também é outro problema, pois, especialmente no começo, a linearidade narrativa chega a ser entediante. Os pensamentos dos personagens e suas ações tornam-se previsíveis. Um exemplo: ao chegar em sua casa, o narrador observa que sua mulher se vestia de cinza, ou com outras palavras, demonstra arelação que tinha com ela, desapaixonada. Mesmo os flashbacks depois de um certo tempo, podem ser previstos. Mas o melhor está no final: no último capítulo não há surpresa nenhuma, dado que o nome do livro já diz tudo.

Se eu pudesse mudar o títuloi do livro, escolheria "Nietzsche para Iniciantes". Ou ainda "O que é Psicanálise?". Durante os capítulos o autor vai expondo alguns pensamentos do filósofo, mas sem aprofundá-los (acho que nem seria cabível em um livro comercial fazer tal coisa). E toda aquela conversa entre "Fritz" e Breuer, para quem já fez análise, sabe muito bem do que se trata aquele tipo de tratamento.

Outros aspectos poderiam ser levantados, como a relação terapeuta-paciente, a transferência, a presença de Freud. Mas tudo levaria às mesmas conclusões, a de que o livro é um fenômeno comercial, sem maiores pretensões. Para ser sincero, há momentos que até lembra livros de auto-ajuda. A superficialidade predomina do começo ao fim.

Mas não é uma leitura desagradável. Deve ser lido sem criar maiortes expectativas, jamais acreditando que vai ser possível entender a filosofia de Nietzsche, ou que vai entender o processo psicanalítico. Não, o livro não é sobre isso. É puro entretenimento, mais um produto comercial que está à venda nas livrarias.

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