Resumo O Homem do Furo na Mão e Outras Histórias

Resumo do Livro O Homem do Furo na Mão e Outras Histórias de Ignácio de Loyola Brandão.

Resumo O Homem do Furo na Mão e Outras Histórias
O Homem do Furo na Mão

Resumo

Além de O Homem do Furo na Mão, que narra o isolamento do indivíduo devido ao preconceito, Loyola aborda em:
- O Homem que resolveu contar apenas mentiras - a hipocrisia social.
- O Homem que devia entregar a Carta - o abuso de autoridade e a submissão sem questionamento.
- Os Homens que não receberam visitas - narra os limites entre loucura e normalidade.
- O Presidente da China - o desejo do poder.
- A Descoberta da Escrita - a luta pela liberdade de expressão.
- Pega ele silêncio - desejo por ascensão social.
- O Homem que procurava a máquina - obstinação pela verdade.


Antologia

O conto que dá título à coletânea, a presença de um furo indolor na mão do personagem acaba por marginalizá-lo dentro de seu próprio universo, o que demonstra o papel repressivo e massificante de uma sociedade que rejeita a singularidade do indivíduo: "Há doze anos tomavam café juntos e ela o acompanhava até a porta." Você está com um fio de cabelo branco, ou tinge ou tira. Ele sorriu, apanhou a maleta e saiu para tomar o ônibus, faltavam doze para as oito, em três minutos estaria no ponto. O barbeiro estava abrindo, a vizinha lavava a calçada, o médico tirava o carro da garagem, o caminhão descarregava cervejas e refrigerantes no bar. Estava no horário, podia caminhar tranqüilo a mão, descobriu uma leve mancha avermelhada de uns dois centímetros de diâmetro. Quando o ônibus chegou, a mão coçou de novo. Agora ardia um pouco e ele teve a impressão de que no lugar da mancha havia uma leve depressão. Como se tivesse apertado uma bolinha muito tempo, com a mão fechada."

Ao chegar no escritório, naquele dia, ficou a disfarçar a mão entre os papéis da sua mesa, pois não queria que os amigos vissem o furo de sua mão. À noite, ao chegar em casa e mostrar o furo para a esposa, esta sugeriu um bandaid, e o homem rejeitou a sugestão, pois já começava a se afeiçoar àquele furo. No outro dia, a esposa o abandona por não poder "viver com você enquanto esse buraco existir". Durante o expediente se comunicou com o sogro e este nada sabia de sua filha. No final do serviço, perambulou pelos lugares onde pudesse encontrá-la. Sem sucesso. A empregada também resolve deixar a casa e o homem começa a se aperceber da marginalização que passa a sofrer por causa de sua diferença, o furo na mão. No ônibus não embarca, foi demitido do emprego, nem sequer lhe era permitido sentar no banco da praça - o senhor quer sair deste banco?
Era um homem de farda abóbora, distintivo no peito: fiscalização de parques e jardins.
- O que tem este banco?
- Não pode sentar nele.
Ele mudou para o banco ao lado, o homem seguiu atrás.
- Nem neste.
- Em qual então?
- Em nenhum.
- Olhe quanta gente sentada.
-- Eles não têm buraco na mão.
- Daqui não saio.
O homem enfiou a mão embaixo da túnica, tirou um cacete, deu uma pancada na cabeça dele. As pessoas se aproximaram, enquanto ele cambaleava.
(...)
- Saia, saia, gritavam as pessoas em volta."
Por fim, perdeu tudo e todos, indo morar com uns mendigos embaixo da ponte, que também tinham furos nas mãos.
Personagens
• Esposa
• barbeiro
• vizinha
• médico
• homem de farda
• homem com o furo na mão.