Resumo sobre a História da Física

Trabalho pronto escolar de física sobre sua história.

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Resumo sobre a História da Física

O movimento é um fenômeno que sempre intrigou o homem. Diversos povos antigos — egípcios, caldeus, fenícius, babilônios —, por interesses variados, procuraram compreender o curso dos astros, o fluxo das marés, o ciclo dos eclipses etc. As primeiras explicações eram ainda muito impregnadas de religiosidade e mito.

Apenas por volta do século VI a.C. é que os gregos começaram a desenvolver um tipo de pensamento para explicar os fenômenos naturais sem a intervenção dos deuses. Foi então que começou a se esboçar uma compreensão mais física do movimento e dos demais fenômenos da Natureza.

DEMÓCRITO (500?-404? a.C.) descreveu de modo puramente mecânico o movimento. Estabeleceu as noções de átomo e vazio. Átomo era a menor partícula, indivisível, de matéria, e o vazio era a ausência de matéria. Segundo ele, os átomos se moviam ao acaso e, nesse movimento, se chocavam, se atraíam e se repeliam.

Em consequência disso se formaram todas as coisas do Universo, HERÁCLITO (510-450 a.C.) afirmou que o movimento é o princípio básico do qual tudo o que o que vemos e sentimos é decorrência. Infelizmente, restaram pouquíssimos fragmentos da obra desses pensadores.

Parece ter sido ARISTÓTELES (384-322 a.C.) o primeiro a elaborar um sistema filosófico para a explicação do movimento dos corpos e do mundo físico que o cercava. Para Aristóteles, toda e qualquer matéria era composta de quatro elementos: Terra, Água, Fogo e Ar, e esses elementos tinha posições determinadas no Universo.

O lugar natural do Fogo e do Ar era sempre acima do lugar natural da Terra e da Água. Desse modo explicava por que uma pedra e a chuva caem: seus lugares naturais eram a Terra e a Água. Analogamente, a fumaça e o vapor sobem em busca de seus lugares naturais acima da Terra. Aristóteles também elaborou várias outras teorias sobre ciências naturais que foram aceitas até a Renascença.

Ainda na Grécia, menos de um século depois de Aristóteles, um outro grego, ARISTARCO (320-230 a.C.), propôs uma teoria sobre o movimento dos corpos celestes. Teve a ideia de que a Terra e os planetas giravam em torno do Sol, e por isso foi acusado de perturbar o descanso dos deuses e de contradizer as ideias de Aristóteles sobre o movimento celeste. Para Aristóteles, os planetas, o Sol e a Lua giravam em torno da Terra em órbitas circulares e a Terra não se movimentava.

Quatro séculos depois da morte de Aristarco, já depois de Cristo, as ideias aristotélicas do movimento celeste foram aperfeiçoadas pelo greco-romano PTOLOMEU (100-170) de Alexandria. Para Ptolomeu, a Terra continuou no centro da esfera celeste e o Sol, a Lua, os planetas e as estrelas continuaram movendo-se ao seu redor.

As ideias de Aristóteles prevaleceram ainda durante muito tempo. Na Renascença, JEAN BRIDAN (1300-1360), grande estudioso e reitor da Universidade de Paris, colocou-se frontalmente contra as teorias de Aristóteles. Suas ideias espalharam-se pela Europa, permitindo que nos séculos seguintes Copérnico e Galileu iniciassem a ciência moderna.

NICOLAU COPÉRNICO (1473-1543) nasceu na Polônia, onde estudou na Universidade de Cracóvia. Esteve na Itália, em várias universidades, onde manteve contato com os cientistas mais notáveis. De volta à Polônia, desenvolveu sua teoria sobre o movimento celeste. Propôs um sistema análogo ao de Aristarco: os planetas e a Terra giram em torno do Sol (sistema heliocêntrico, hélio = Sol).

Copérnico localizou corretamente as posições relativas dos planetas conhecidos e determinou seus períodos de translação em torno do Sol. O sistema de Copérnico não encontrou apoio de quase ninguém; na época, o sistema de Ptolomeu e as ideias de Aristóteles eram doutrinas estabelecidas tanto na religião como na filosofia.