Resumo sobre O Romantismo na História da Literatura Brasileira

Trabalho pronto escolar de literatura sobre O Romantismo na História da Literatura Brasileira.

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Resumo sobre O Romantismo na História da Literatura Brasileira

O ROMANTISMO NA HISTÓRIA DA LITERATURA BRASILEIRA

Tudo começou com a transferência da Família Real Portuguesa para o Brasil em 1808. Na época, a família trouxe com ela o espírito da Europa: o Romantismo europeu incipiente que acabaria influenciando culturalmente o Brasil. 

Nossos escritores começaram então a se preocupar com alguns assuntos até aquele momento esquecidos ou não abordados nas obras da época: - o subjetivismo, a liberdade individual e uma preocupação com os assuntos sociais. 

Veio a Independência do Brasil e com ela, a importância de se exaltar nossa cultura, torna-la independente da Europa e promover nossas belezas tropicais e nossos índios. 

Os poetas destacavam-se nessa época: - Castro Alves (1847-1871) que escreveu sobre os escravos africanos e Gonçalves Dias (1823-1864) que escreveu sobre os índios. José de Alencar (1829-1877) escrevia romances populares sobre os índios, dentre eles “Iracema”, considerado uma obra-prima no quesito época-sociedade-índios, utilizando o seu estilo “indianista”. Ainda podemos destacar nessa linha, “O Guarani”, um romance histórico. 

Já no período II do Romantismo no Brasil, conforme nosso quadro ”A LITERATURA E OS SÉCULOS”, há um novelista desse período que é amplamente lido até hoje: Joaquim Manuel de Macedo, que escreveu “A Moreninha”, com uma história popular, condizente aos padrões literários cariocas da sociedade da época. 

Surge então o Parnasianismo, uma reação contra os excessos dos Românticos, através da poesia de Olavo Bilac (1865-1918), Raimundo Corrêa (1860-1911), e Alberto de Oliveira (1859-1937) – este último escrevia poesia de 1a. linha, a qual Alberto de Oliveira demonstrava o interesse em assuntos sociais. 

No começo do século XX, os artistas brasileiros foram iluminados com novas ideias: - começa então a Semana de Arte Moderna em S. Paulo, evento este que culminou a expansão de novas ideias e propiciou uma revolução no campo artístico e literário. Os artistas foram invadidos com sentimento de orgulho pelo folclore nacional, nossa história e nossa ascendência. 

Mário de Andrade (1893-1945) foi o líder mais importante dessa fase da literatura, escrevendo poesia, composições em literatura, arte, música e folclore brasileiro, e Macunaíma que ele chamou “uma rapsódia, não um romance”. 

De repente nossa terra floresce nas artes e na literatura, e então Oswald de Andrade (1890-1953) escreveu uma coleção de poemas que intitulou “Pau-Brasil” e nela avaliou a cultura brasileira, as superstições, e a vida familiar em idiomas simples, economicamente, e, pela primeira vez em poesia brasileira, com humor. 

No Brasil surge então, uma nova fase do Romantismo, com um outro conteúdo social, inicialmente com José Américo de Almeida (1887-1969) que escreveu “A Bagaceira”, uma história única na revelação da difícil vida sertaneja nordestina. Jorge Amado(1912-), Graciliano Ramos(1892-1953), José Lins do rego(1901-1957) e Rachel de Queiroz(1910-) foram os seguidores de José Américo de Almeida. Eles foram atentos a obra de José Américo de Almeida e, o nordeste, local onde todos eles nasceram, pôde ser explorado com mais vigor, evidenciando a imagem do pobre nordestino ante as dificuldades com os problemas e sofrimentos do povo nordestino. 

Os primeiros romances de Jorge Amado, o escritor brasileiro mais traduzido de todos os tempos, pois os romances foram traduzidos em 33 idiomas, foram, em sua maioria, influenciados pelas ideias Marxistas e se concentraram no sofrimento do povo nordestino, o povo que trabalhava nas plantações de cacau na fazenda de propriedade de sua família e também em humildes pescadores de pequenas aldeias no litoral.