Resumo sobre o Washington Luís Pereira de Sousa 1926-1930

Trabalho pronto escolar de personalidades sobre o Washington Luís Pereira de Sousa.

Resumo sobre o Washington Luís Pereira de Sousa 1926-1930

O período governamental que encerraria a "República Velha" teve início a 15 de novembro de 1926, quando tomaram posse nos cargos de presidente e vice-presidente Washington Luís e Fernando de Melo Viana. 

Duas grandes preocupações destacam-se no programa administrativo do novo governo: construção de estradas e reforma financeira. Logo são iniciadas as grandes rodovias Rio - São Paulo e Rio - Petrópolis, esta última visando posteriormente a Belo Horizonte. Atribuiu-se a Washington Luís o lema "governar é construir estradas". Empenharam-se também o governo em conseguir estabilização monetária mediante a formação de reservas em ouro, inicialmente obtido através de empréstimos. 

De maneira geral, entretanto, nossa situação econômica não era boa. Nosso principal produto, o café, desde 1925 ultrapassara suas possibilidades de exportação em virtude do crescimento contínuo dos cafezais; bastaria dizer que, sendo a produção anual média de 21 milhões de sacas, poderíamos encontrar mercados compradores apenas para 14 milhões. Convém lembrar que, garantindo a manutenção de preços compensadores para o café, já haviam os governos passados negociado empréstimos em condições onerosas. Além disso, praticamente não mais se exportava borracha e o cacau sofria uma série crise. 

Politicamente também não era boa a situação do país. A representação popular sempre fora uma farsa. As fraudulentas eleições, feitas pelos chefes políticos ou "coronéis", se por um lado mantinham no poder seus representantes, por outro provocavam um natural desejo de reformas, que encontraria eco, sobretudo, entre a oficialidade mais jovem. Gerou-se assim o "tenentismo" que admitia ser a corrupção o vício fundamental do regime, contra o qual, aliás, estruturalmente nada de especial tinha a opor. 

A escolha dos candidatos à sucessão presidencial funcionará como um estopim para a mais importante revolução da história republicana. Apresentavam-se como prováveis candidatos Júlio Prestes, Getúlio Vargas e Antônio Carlos de Andrada. 

Júlio Prestes, governador de São Paulo, fora líder do governo na Câmara Federal e em torno do seu nome giravam as simpatias do Catete. 

Getúlio Vargas, deixando a Pasta da Fazenda, ocuparão governo do Rio Grande do Sul. O grande Estado sulino, em virtude das divisões e ressentimentos locais, jamais conseguira coesão política suficiente para que um rio-grandense exercesse a presidência da República, não obstante Pinheiro Machado ter conseguido, conforme vimos anteriormente, uma verdadeira hegemonia entre os grandes chefes políticos do país. Mesmo no Império jamais um gaúcho fora indicado para a presidência do Conselho de Ministros. Vargas compreendeu bem o problema. Sucedendo a Borges de Medeiros, tratara de apaziguar os grupos políticos antagônicos do seu Estado, formando uma "frente única". 

Antônio Carlos de Andrada, governador de Minas Gerais, aspirava também à sucessão presidencial. Suas possibilidades enquadravam-se na política tradicional de alternância no poder de paulistas e mineiros, chamada pelo povo de política "café com leite", pois representava a força econômica dos grandes Estados: São Paulo (produtor de café) e Minas Gerais (produtor de lacticínios). 

Os entendimentos políticos evoluíram no sentido de agruparem-se em torno de Getúlio Vargas as forças da oposição. Consequentemente Minas Gerais e Rio Grande do Sul transformavam-se em dois grandes focos de rebeldia à política dominante. Na Paraíba contariam com o apoio de João Pessoa, candidato à vice-presidência. Formou-se assim a chamada "Aliança Liberal". 

A frase de Antônio Carlos "façamos a revolução, antes que o povo faça" demonstra que se admitia a existência de um clima revolucionário. Já era o "tenentismo" realmente uma foça ponderável e, ao chegarem ao Brasil os efeitos do colapso da Bolsa de Nova York (outubro de 1929), aumentaram as possibilidades de uma solução armada. A crise de 1929 alastrara-se pela Europa, atingindo também São Paulo como tradicional fornecedor de café aos países estrangeiros conturbados financeiramente pela grande depressão. O Brasil perdeu o seu maior mercado consumidor: Os EUA. Enfraquecera-se pois, o Estado no qual o governo federal depositava suas esperanças. 

Realizaram-se, contudo, as eleições para os cargos de presidente e vice-presidente da República no prazo previamente determinado. Seu resultado foi favorável a Júlio Prestes e Vital Soares, que não chegariam a tomar posse, pois, vinte e dois dias antes de terminar o mandato presidencial de Washington Luís a revolução já estava nas ruas. Foi aí que se iniciou a Revolução de 30.