Resumo sobre a Febre Reumática

Trabalho pronto escolar de medicina sobre a Febre Reumática.

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Resumo sobre a Febre Reumática

TRATADO de MEDICINA 

CARDIOVASCULAR

Eugene Braunwald

4 edição  - vol 2 – cap. 56

INTRODUÇÃO:

Doença do tecido colágeno

Importância clínica – cardite e fibrose das válvulas.

EPIDEMIOLOGIA:

Declínio na incidência e prevalência após introdução do ATB.

Constitui a principal causa de morte por cardiopatia no grupo etário de 5 aos 24anos.

FATORES PREDISPONENTES:

Fatores quantitativos – diz respeito à gravidade da infecção estreptocócica (IE).

Variação às IE do grupo A – cepas de “reumatogenicidade” diferentes. Prot. M.

Geografia e clima.

Idade – mais comuns em crianças de 9 a 11 anos.( idade escolar).

Sexo e raça .

Suscetibilidade adquirida – maior em indivíduos reumáticos que na população geral.

Fatores genéticos.

ETIOLOGIA:

Estreptococos do grupo A. 

PATOGÊNESE:

1- presença do estreptococo do grupo A . 

2- resposta indicativa de infecção recente por anticorpos.

3- Persistência do organismo na orofaringe por tempo suficiente.

4- Localização da infecção em orofaringe.

PATOLOGIA:

Reações inflamatórias proliferativas e exsudativas difusas do coração, articulação e pele.

Lesões Cardíacas.

a) Pericardite – espessamento, exsudato fibrinoso e fluido pericárdico serossanguinolento.

b) Miocardite – nódulos de Aschoff e infiltrado celular difuso.

c) Sistema de condução -  intervalo P-R.

d) Endocardite – Lesões no aparelho valvar. (mitral  M-A  aórtica  tricusp.  pulm.)

Lesões Extracardíacas.

1. Articulações – edema e hiperemia de membrana sinovial, derrame seroso.

2. Nódulos subcutâneos – material necrótico circundada por histióc. E fibroblast.

3. Coréia de Sydenham – arterite, degeneração e infiltrado celular, etc no SNC.

4. Pneumonite Reumática – associado à cardite severa.

MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS:

- Infecção estreptocócica prévia – 2/3 dos pacientes.

- Artrite – 75% dos pacientes. Poliartrite migratória de grandes articulações.

- Cardite – sopros cardíacos orgânicos ou sopros não presentes previamente.

- aumento do coração.

- Insuficiência cardíaca congestiva.

- Atrito pericárdico ou sinais de derrame. 

Arritimias – condução atrioventricular retardada (  intervalo P-R).

Nódulos subcutâneos – lesões subcutâneas firmes, redondas e indolores.

Eritema Marginato – anel róseo brilhante. ( tronco).

Corea de Sydenham – mov. Rápidos, involuntários, errátios, fraqueza muscular.

Febre – 38 a 40 C.

Dor abdominal -  5%.

Epistaxe – 4 a 9%.

ACHADOS LABORATORIAIS:

Cultura orofaringe - (estreptococos grupo A).

Anticorpos – antiestreptolisina-O (ASLO) e anti-DNAase. Anti-hialuronidase.

Provas de fase aguda – VHS, proteina C-reativa, mucoproteina.

Anemia – normocrônica normocítica.

ECG – inespecífico. Aumento intervalo P-R.

DIAGNÓSTICO: ( Critérios de Jones)

Maiores: - cardite, poliartrite, coréia, eritema marginato, nódulos subcutâneos.

Menores: - febre, artralgia, febre reumática prévia, VHS , PCR +,  P-R.

TRATAMENTO:

- Conduta Geral 

- repouso; pen. Benzatina.

- Terapia anti-reumática

- salicilatos ( AAS 6 a9g/dia)

-corticóides ( prednisona 40 a 60mg/dia)

-tratamento da Coréia ( tranquilizantes e sedativos).

PREVENÇÃO:

Pen. G  Benzatina 1,2 milhões/mês.

Pen V oral 125 a 250mg 4 vezes/dia por 10 dias.

Eritromicina 250mg  duas vezes dias por 10 dias.

Imunização com vacinas antiestreptocócicas.