Resumo sobre A Poluição Atmosférica

Trabalho pronto escolar de geografia sobre a Poluição Atmosférica.

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Resumo sobre A Poluição Atmosférica

A poluição do ar é causada pela presença de partículas sólidas em suspensão e de gases tóxicos, como o dióxido de carbono, monóxido de carbono, dióxido de enxofre, óxidos de nitrogênio, etc. Os principais agentes poluidores são as indústrias, os veículos automotores (automóveis, caminhões, ônibus), as usinas termelétricas, a queima de matas e, às vezes, o aquecimento doméstico a carvão ou lenha. Alguns tipos de indústria poluem mais intensamente a atmosfera: as refinarias de petróleo, as fábricas de cimento e produtos químicos, as usinas termelétricas, as siderúrgicas e metalúrgicas. A poluição atmosférica forma sobre as cidades uma espécie de neblina, denominada smog, que torna o ar mais escuro e limita a visão do horizonte. O ar poluído penetra nos pulmões e causa ou agrava várias doenças, em especial do sistema respiratório, como a bronquite crônica, a asma e até o câncer pulmonar. As cidades brasileiras muito poluídas apresentam temperaturas cada vez mais elevadas e sempre superiores às das áreas vizinhas. Os efeitos da poluição atmosférica são ainda agravados com as inversões térmicas, ou seja, períodos em que o ar fica estagnado sobre um local, sem a formação de ventos ou correntes ascendentes na atmosfera. Sabe-se que o ar é tanto mais frio quanto maior a altitude; esse fato dá origem a correntes ascendentes na atmosfera, pois o ar mais quente é mais leve. Mas quando ocorre uma inversão térmica verifica-se o inverso: o ar mais quente permanece acima do ar mais frio, impedindo-o de subir. O ar frio fica então estagnado e carregado de poluentes. As inversões térmicas ocorrem bastante no sul do pais, e em São Paulo, principalmente, no período do inverno. Elas podem durar vários dias e decorrem normalmente do encontro entre uma frente fria e uma quente, que ficam imóveis, em equilíbrio momentâneo. A poluição do ar manifesta-se praticamente em todos os grandes centros urbanos do Brasil, contudo é mais grave nas cidades em que a concentração industrial ou de veículos é maior. A ausência ou rarefação de áreas verdes nos centros urbanos - algo muito comum no país - contribui para agravar o problema. Um local que se destacou enormemente nos anos 70 e 80 como o de maior poluição atmosférica do Brasil, e também do mundo, foi Cubatão (SP). Além de ser uma cidade altamente industrializada, com várias indústrias químicas, petroquímicas e uma grande siderúrgica, a Cosipa (Companhia Siderúrgica Paulista), Cubatão localizado numa área imprópria, ao lado serra do Mar, onde os ventos dificilmente conseguem penetrar. Os bairros residenciais, em especial os da população mais pobre, localizam-se ao lado das indústrias. A cidade possui cerca de 80 mil habitantes e quase a metade dos que lá trabalham residem em Santos (16 km de distância) ou em São Paulo (57 km). Apenas os que não podem pagar aluguéis mais elevados, ou a condução de ida e volta ao serviço, ficam na cidade. Sua área mais poluída é a vila Parisi, um bairro com cerca de 17 mil moradores, que até alguns anos atrás era considerado o local mais poluído do planeta. No ar de Cubatão existiam entre 70 e 103 microgramas de material particulado por m3, segundo estudos realizados em 1982. O limite máximo tolerado pelo ser humano, acima do qual aumenta a probabilidade de norte, é exatamente de 70 microgamas por m3. As doenças respiratórias são bastante comuns nesse centro urbano, onde também se comprovou que nasceram inúmeras crianças com anencefalia, isto é, sem cérebro, Após a divulgação internacional da poluição atmosférica em Cubatão, a partir de meados dos anos 80 investiram-se cerca de 500 milhões de dólares num programa de controle das fontes poluidoras, que alcançou bons resultados. Cubatão hoje é ainda uma cidade poluída, mas sem a gravidade registrada anteriormente, e esse lato demonstra a possibilidade de diminuir a poluição do ar em outras cidades brasileiras. As metrópoles do país são mais poluídas que as grandes cidades (até mais industrializadas) do Primeiro Mundo, devido à falta de controle sobre emissão de gases por chaminés e escapamentos de veículos. Apenas nos anos 90, começou-se a estabelecer limites para essas emissões, com programas de catalisadores nos carros novos filtros especiais em chaminés de fábricas. 

A chuva ácida 

Uma importante conseqüência da poluição do ar são as chuvas ácidas, que corroem edifícios, carros, monumentos e matam a vegetação. São chuvas que contêm poluentes ácidos ou corrosivos, produzidos por reações químicas na atmosfera devido à mistura de diversos tipos de gases com a água que existe no ar e dá origem às chuvas. E não são apenas os habitantes e o meio ambiente das áreas industrializadas ou com grande número de veículos que sofrem com as chuvas ácidas. Elas ocorrem também em regiões distantes, pois os ventos podem carregar as nuvens poluídas para longe, onde ocasionam estragos na agricultura, inutilizando colheitas, empobrecendo os solos e até mesmo matando grande quantidade de peixes nos rios. A presença de componentes estranhos na atmosfera (principalmente óxidos de nitrogênio e de enxofre) tem sido responsável pela ocorrência das chuvas ácidas. Na atmosfera essas substâncias reagem quimicamente e produzem os ácidos sulfúrico e nítrico. Esses gases, ao atingirem a Terra, sob a forma de precipitações, alterara também composição química do solo e das águas, prejudicando as formações florestais e as lavouras. Além disso, a ação corrosiva dos ácidos sulfúrico e nítrico atinge fortemente as estruturas metálicas, as edificações, além de provocar sérios problemas à saúde da população. Para que a chuva seja considerada ácida, e, portanto, prejudicial ao ambiente, o valor do seu pH deve ser inferior a 5,6. 

* Como a água corrói: 

1. O dióxido de enxofre resultante da queima de carvão nas usinas termelétricas e os óxidos de nitrogênio provenientes de motores de carro, caminhões e ônibus entram na atmosfera; 2. Esses compostos são transportados pelo ar, onde passam por mundanças químicas. Eles voltam à superfície sobre formas microscópicas, partículas de poeira ácida ou misturados à umidade das nuvens, como chuva ácida. 3. O material ácido concentrado na água mata os organismos vivos ou inibe usa capacidade de reprodução, alterando ecossistemas. 4. Os ácidos corroem encanamentos velhos e poluem reservatórios de água potável. 5. Chuva ácida provoca a corrosão em edifícios e monumentos. 

* Regiões no mundo onde há chuva ácida; 

- Canadá; - Reino Unido; - Suécia; - Alemanha; - Polônia; - Japão; - China; - Índia; - África do Sul; - Grécia; - Suíça; - Brasil; - EUA; 

Efeito estufa 

Em geral, a poluição atmosférica aumenta a temperatura da cidade devido ao "efeito estufa", produzido pelo gás carbônico. O dióxido de carbono (C02) exerce esse "efeito estufa" interceptando e mantendo junto à superfície a irradiação de calor. É uma ação semelhante à dos vidros de um carro exposto ao sol: eles permitem que os raios solares os atravessem, mas retêm o calor no interior do veículo, que vai ficando cada vez mais quente. O efeito estufa consiste no aquecimento da Terra em virtude da presença, em excesso, de certos gases, tais como gás carbônico e metano, entre outros. Esses gases funcionam como o vidro das estufas agrícolas. Deixam penetrar a luz e não deixam sair o calor, provocando o aquecimento da atmosfera, isto, é o efeito estufa. Estudos revelam uma elevação progressista na temperatura do nosso planeta. Nos últimos 100 anos a Terra sofreu uma elevação de 0,5°C. Se a emissão de gases estufa continuar em ritmos crescentes, as conseqüências poderão comprometer seriamente a vida na Terra. Nesse caso, a principal conseqüência seria as mudanças: - alterar o perfil dos continentes por elevação do nível dos oceanos ; - destruir, por alagamento, centros urbanos localizados à beira-mar etc. 

EFEITO ESTUFA 

Gases Contribuição (porcentagem) Dióxido de carbono 61 Metano 15 Óxidos de nitrogênio 4 CFC 11 outros, inclusive vapor d'água 9