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TEORIAS E HIPÓTESES SOBRE A ORIGEM DA VIDA Imprimir E-mail
Escrito por SOS Estudante.com   


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O Problema

Embora o homem tenha se considerado durante muito tempo como um ser todo especial, um elemento à parte no conjunto dos seres vivos, progressos relativamente recentes da biologia e de outras áreas do pensamento humano foram revelando que a natureza biológica de nossa espécie não é diferente, em sua essência, da natureza dos outros animais.

Diante dos novos conhecimentos surgiram novas teorias, mas o problema da origem da vida é ainda um desafio, apesar de todo o progresso científico e tecnológico do século XX.

Por isso, o que podemos apresentar para explicar o inicio da vida são apenas hipóteses ou teorias que comprovam esforço do homem, ao longo dos tempos, para descobrir a solução do problema: qual foi o fato que permitiu o aparecimento da vida e do homem na terra.

Teoria da Criação Especial

A teoria da criação especial atribui o aparecimento das diversas formas de vida e do homem a um ser sobrenatural, a uma força onipotente; os defensores dessa teoria não admitem a evolução.

Teoria da Geração Espontânea

Há mais de 2.000 anos, na Grécia, Aristóteles e outros sábios da época acreditavam que a vida pudesse ser criada espotaneamente a partir da matéria bruta; baseados na existência de um princípio ativo. E a teoria da geração espontânea ou abiogênese.

Este “princípio ativo” poderia produzir um ser vivo da matéria não-viva (lixo, terra, água etc.) desde que as condições fossem favoráveis.

     Até o final da idade media, cientistas e filósofos ilustres da época aceitavam esta teoria.

A TEORIA DA GERAÇÃO ESPONTÂNEA OU ABIOGÊNESE EXPLICAVA A VIDA COMO SENDO ORIGINADA DA MATÉRIA NÃO–VIVA PELA AÇÃO DE UM “PRINCÍPIO ATIVO”, NA PRESENÇA DE ELEMENTOS FAVORÁVEIS.

Embora a geração espontânea fosse aceita por todos, alguns homens com um modo de pensar bastante científico, começaram, a partir do século XVII, novos estudos.

Em 1988, com uma experiência simples e bem controlada (Fig.1)  o medico e biologista  italiano Francisco Redi mostrou a fragilidade científica da teoria da geração espontânea.

Redi colocou dentro de recipientes, substâncias orgânicas em decomposição. Alguns dos recipientes (à esquerda) foram cobertos, onde as moscas conseguiam entrar.

Assim, ficou demonstrado que as larvas da carne podre desenvolvem-se de ovos de moscas e não da transformação da carne, como haviam afirmado os adeptos da abiogênese (geração espontânea).

Os resultados de Redi fortaleceram a Biogênese, isto é, a teoria que admite a origem de um ser vivo somente a partir de outro ser vivo, através da reprodução.

Outro trabalho de grande significado para a queda da teoria da geração espontânea foi o de Louis Pasteur, que confirmou os trabalhos de Redi e fundamentou, de forma científica e definitiva, a teoria da biogênese.

Um líquido nutritivo (água, levedura de cerveja, suco de beterraba) é colocado em um balão de pescoço longo (1). O pescoço do balão é estirado. Após aquecimento, para formar um tubo fino e curvo, tipo “pescoço de cisne” (2). O líquido é fervido; esta operação mata todos os micróbios. O balão permanece estéril durante muito tempo (4). Sem o pescoço do tubo, o líquido nutritivo é rapidamente invadido por germes (5).

Com esta experiência engenhosa, Pasteur também demonstrava que o líquido não havia perdido pela fervura suas propriedades de “abrigar vida”, como argumentavam seus opositores. Além disso, não se podia alegar a ausência do ar, uma vez que este entrava e saia livremente (apenas estava sendo filtrado).

SEGUNDO A TEORIA DA BIOGÊNESE, OS SERES VIVOS SOMENTE SE ORIGINAM DE OUTROS SERES VIVOS POR MEIO DA REPRODUÇÃO.


O Primeiro Ser Vivo


Mas nosso problema inicial continua existindo: se por um lado foi demonstrado por Pasteur que toda vida se origina de outra vida, a pergunta permanece: como surgiu o primeiro ser vivo?

Nos últimos 120 anos varias idéias sobre a origem da terra, sua idade, as condições primitivas da atmosfera foram surgindo. Em particular, verificou-se que os mesmos elementos que predominam nos organismos vivos (Carbono (C), hidrogênio (H), oxigênio (O) e nitrogênio (N). também existem fora deles; apenas nos organismos vivos esses elementos estão combinados de maneira à formar moléculas complexas, como proteínas, polissacarídeos (Açucares), lipídios (gorduras) e ácidos nucléicos (material genético), cujo papel estudaremos nas Atividades de Ensino (B).

A diferença básica entre matéria viva e matéria bruta estão, sobretudo na maneira como esses elementos (C, H, O e N) combinam-se (organização molecular). Se, no passado, na terra existissem condições adequadas, então, a vida poderia ter surgido a partir desses elementos químicos.

Idéias de Oparin


Quem organizou e apresentou essas idéias, de maneira clara e coerente, foi o bioquímico russo Oparin.


Suas principais idéias foram:

a)      A composição da atmosfera primitiva era diferente da atual. Não havia oxigênio e nitrogênio; existia amônia (NH3), metano (CH4), vapor de água (H2O) e hidrogênio (H2);

b)      Radiações ultravioletas, descargas elétricas e temperaturas elevadas fizeram com que esses compostos se combinassem, formando novas substâncias (Proteinóides);

c)      Quando a temperatura do solo diminuiu, surgiram os mares e esses proteinóides continuaram combinando-se, formando novas substâncias mais e mais complexas (coacervados). Como se vê na figura 3.

d)      Os coacervados ainda não seriam seres vivos, mas sim aglomerados de proteinóides, que se manteriam juntos, mergulhados no líquido circundante em forma de pequenas esferas, (microesferas). Mas em processo de transformação continua, atingindo um grau de complexidade bastante grande.

Isso explicaria como surgiram as primeiras moléculas constituintes dos seres vivos e do seu isolamento do ambiente, formando uma estrutura pré-biologica.

Experiência de  Miller e Fox


Baseando-se nas idéias de Oparin, dois bioquímicos conseguiram, em laboratório simular as condições primitivas da terra e obtiveram moléculas de proteinóides.

Observaram que essas moléculas, quando líquido, formavam microesferas, isoladas do meio líquido por uma espécie de membrana, comprovando as idéias de Oparin.

Logo, essas microesferas poderiam ter sido as precursoras dos seres vivos. Quando, em determinada fase de sua evolução, conseguiram reproduzir-se.

Estas são as idéias defendidas hoje pelos cientistas e compõem o eixo da teoria da evolução molecular ou pré-biologica.

Hipótese Heterotrófica

 

A hipótese mais aceita, atualmente, diz que esses primeiros seres vivos eram heterótrofos. Um ser heterótrofo é aquele que não tem capacidade de sintetizar seu próprio alimento. Ele obtém a matéria prima e a energia, necessária ao seu desenvolvimento, do meio  em que vive. Ao contrario, um ser autótrofo é aquele que tem capacidade de sintetizar seu próprio alimento. A partir de substâncias inorgânicas e de energia, os autótrofos conseguem produzir as moléculas necessárias ao seu desenvolvimento.

Os heterótrofos poderiam ter vivido, perfeitamente, nas condições dos mares primitivos, vistos que estes mares eram verdadeiras sopas nutritivas, ricos em matérias orgânicas. A hipótese que diz que os primeiros seres vivos eram autótrofos foi abandonada, pois é muito mais razoável pensar que os primeiros seres vivos eram bem simples, como os heterótrofos, dos que altamente complexos, como os autótrofos.

SEGUNDO A HIPÓTESE HETEROTRÓFICA, OS PRIMEIROS SERES VIVOS OBTINHAM O SEU ALIMENTO DO MEIO CIRCUNDANTE, OS AUTÓTROFOS SURGIRAM DEPOIS.
 
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