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A GRANDE POTÊNCIA EMERGENTE NO SÉCULO XIX


Estado Unidos da América

Os Estados Unidos da América iniciaram seu processo de industrialização por volta de
1840, portanto depois da França, mais antes da Alemanha, da Itália e do Japão. Hoje o país é,
de longe, a maior potência do mundo, não só do ponto de vista industrial, mas também
financeiro, agrícola, militar cultural e, consequentemente, político. Os Estados unidos são, de
longe, o país mais influente no mundo atual. Já faz muito tempo que ostentam a posição de
potência mundial. O século XX "pertence" aos Estados unidos assim, como os séculos XVIII e
XIX "pertenceram" ao Reino Unido. Como tudo isso começou? Para responder a essa
pergunta, é necessário um breve retrospecto histórico, uma análise do processo de
industrialização norte-americano.

Formação Territorial

O território que mais tarde viria a ser Estados Unidos foi colonizado pelos britânicos
franceses e espanhóis, mas foram os primeiros que se tornaram hegemônicos e que mais
influenciaram a formação da sociedade norte-americana. A primeira colônia fundada pelos
britânicos na América do Norte foi Jamestown, na Virgínia, em 1607. Apesar daí, várias outras
formas fundadas ao longo do século XVII, sempre na estreita faixa litorânea que se estende do
oceano Atlântico até os montes Apalaches. Em 4 de junho de 1776, quando os colonos
romperam os laços com a metrópole e proclamaram sua independência, já haviam se
constituído, ao todo, treze colônias, núcleo inicial do atual Estado norte-americano, que hoje
conta com cinqüenta estados, além do Distrito de Colúmbia, onde se localiza Washington, a
capital.
 Por isso, a bandeira norte-americana tem treze faixas horizontais, que simbolizam as
principais colônias, e cinqüenta estrelas num retângulo situado no canto superior esquerdo,
que simbolizam a federação atual. Sua capital tem esse nome em homenagem ao herói da
Guerra de independência e primeiro presidente do país, George Washington. Organizado como
uma república presidencialista, o país apresenta uma democracia das mais antigas e estáveis
do mundo. Sua Constituição, em vigência até hoje, foi promulgada em 1787.
Após a independência, impulsionados pela ideologia do Destino Manifesto, os norte-
americanos partiram para a expansão territorial, para a conquista do Oeste. Foi a fase do
imperialismo interno, marcado por forte genocídio das sociedades indígenas, que foram
perdendo suas terras, e também por conquistas territoriais aos mexicanos. Nesse processo
expansionista, muitos territórios foram anexados após vitórias norte-americanas nas várias
guerras de conquista. outros foram obtidos através de compra ou cedidos aos norte-
americanos como resultado de acordos.
Paralelamente a essa expansão territorial, que se estendeu da independência até
metade do século XIX, foram criadas condições que levaram à eclosão do processo de
industrialização do país, em meados do século passado. Numa faixa de terras localizada entre
os Grandes Lagos e o oceano Atlântico, na região nordeste, iniciou-se, de forma bastante
pujante, o processo de industrialização dos Estados Unidos, que, já em 1890, era a maior
potência industrial do mundo. Mas por que nessa região e não em outra qualquer? Vamos
novamente pedir auxílio à história. Foi nessa região do país que se as condições políticas,
econômicas, sociais e culturais que propiciaram a decolagem do fenômeno industrial. Além
disso, as condições naturais eram extremamente favoráveis.


Os fatores iniciais industrialização

Quando os Estados unidos ainda eram colônias do Reino Unido, iniciou-se uma
significativa fixação de imigrantes britânicos nas colônias localizadas no norte de seu território.
Esses imigrantes, fugindo de perseguições políticas e religiosas ou das más condições de vida
vigentes na Europa, foram na faixa litorânea, num trecho conhecido como Nova Inglaterra.
Desenvolviam uma agricultura diversificada (policultura) em pequenas propriedades nas quais
predominava o trabalho familiar.
Essas pequenas propriedades camponesas estavam voltadas para o abastecimento de
um mercado em expansão, inclusive para as cidades que estavam surgindo e crescendo num
ritmo bastante rápido, como Nova Iorque, Boston, Filadélfia, entre outras menos importantes.
Nessas cidades - muitas delas portuárias, teve início uma atividade manufatureira, pois vários
imigrantes que eram artesãos no Reino Unido trouxeram consigo suas habilidades e
ferramentas. Gradativamente, foi se estruturando um mercado interno, com o predomínio do
trabalhado familiar livre, no campo, e do trabalho assalariado, nas cidades. isso criou as
condições para a crescente4 expansão das manufaturas, das casas de comércio e dos bancos.
Ao mesmo tempo, as colônias do Norte realizavam um comércio externo com as colônias do
Sul, com a África e com as Antilhas.
Estruturou-se, nas colônias do Norte, uma colonização de povoamento. Enquanto isso,
nas colônias do Sul, imperava a colonização de exploração, estrutura em uma sociedade
rigidamente estratificada, assentada na exploração do trabalho escravo. A economia sulista era
baseada nas plantations, ou seja, em grandes propriedades monocultoras nas quais se
cultivava principalmente o algodão, com a base no trabalho escravo de negros importados da
África. Praticamente toda a produção era destinada à exportação para o Reino Unido. A
riqueza estava fortemente concentrada nas mãos dos fazendeiros escravagistas e, dessa
maneira, o mercado interno prosperava muito lentamente, Paralelamente, nas colônias se
expandiam rapidamente e, de forma crescente, os capitais se concentravam nas mãos da
nascente burguesia industrial e comercial local. A burguesia nortista tendia cada vez mais a
desenvolver interesses próprios que, com o tempo, passaram a se chocar com os interesses
britânicos. O resultado disso é conhecido: a independência de 1776, que fez do Estados
Unidos o primeiro país livre da América.
Como vimos até agora, a história encarregou-se de lançar as primeiras sementes que,
com o tempo, possibilitaram o florescimento da industrialização no Nordeste dos Estados
Unidos. A fixação da população permitiu a concentração de mão-de-obra e o surgimento de um
mercado consumidor interno. Com o passar do tempo houve um acúmulo de capitais e o
desenvolvimento de um sentimento separatista. É aqui que se torna fundamental falar de um
importante fator que colaborou ativamente nesse processo.
A maioria dos imigrantes oriundos do Reino Unido, predominantes no início, era
formada por seguidores de religiões protestantes, que surgiram na época da Reforma. Eram
puritanos e presbiterianos, da mesma forma a burguesia emergente. Essas religiões
favoreciam o desenvolvimento capitalista, à medida que não condenavam normalmente a
riqueza, não criavam empecilhos para o enriquecimento pessoal, para a acumulação de
capitais. Ao contrário, acreditavam que a riqueza era bem-vinda porque era fruto do trabalho,
de uma vida austera. Assim, enriqueceria quem trabalhasse pesado, quem levasse uma vida
frugal, quem poupasse; logo, ficaria rico quem se afastasse do pecado, aproximando-se, como
conseqüência, de Deus, da salvação.
Outra condição fundamental, que vem somar-se às outras já mencionadas, viabilizando
o surgimento da indústria, é de ordem natural. O nordeste dos Estados transportes e o
intercâmbio comercial dos vários portos da orla, dispunha, desde a época da industrialização,
de grandes jazidas de carvão nas bacias sedimentares próximas aos Apalaches, nos estados
da Pensilvânia e de Ohio, e de grandes jazidas de minérios de ferro nos escudos próximos ao
lago Superior, nos estados de Minnesota e de Wisconsis.
Os grandes Lagos favoreceram imensamente os transportes e, gradativamente, todos
foram interligados através de obras de engenharia, como canais artificiais. Interligam-se com o
oceano pelo rio São Lourenço, que desemboca no Atlântico, já no Canadá, e pelo rio Hudson,
que é interligado ao lago Erie por meio de um canal artificial construído no século passado. O
rio Hudson desemboca no Atlântico, onde se localiza o porto de Nova Iorque. Aliás, esse é um
dos motivos fundamentais por que esse se tornou principal porto dos Estados unidos e, com o
tempo, também a cidade, o seu principal centro financeiro, comercial e cultural. Há muito tempo
Nova Iorque polariza a interligação entre o Atlântico e a região dos Grandes Lagos, no interior.
Os desníveis existentes entre os rios e lagos da região, com o passar do tempo, ao
invés de atrapalhar, ajudaram o desenvolvimento. Com os avanços tecnológicos, grandes
barragens foram construídas para a produção de energia elétrica. Ao lado das turbinas
geradoras de energia, foram construídos sistemas de transposição desses desníveis
conhecidos como eclusas. Todas essas obras, além de ampliar significativamente a rede de
hidrovias, possibilitaram a geração de energia, fundamental para a expansão do parque
industrial já em fins do século XIX, época em que ocorria a Segunda Revolução Industrial.
Uma questão que agora pode ser suscitada é a seguinte: por que o Reino Unido não
manteve um controle mais rígido sobre as treze colônias do Norte, já que foi justamente nessa
região que surgiu o embrião do separatismo e da industrialização fenômenos contrários aos
interesses britânicos? O separatismo significava a perda de colônias e, embora sem grande
importância, criava um perigoso precedente; a industrialização significava uma incômoda
concorrência. A resposta para essa questão é dada de forma muito esclarecedora pelo
jornalista uruguaio Eduardo Galeano num trecho de seu livro As veias da América Latina.


A arrancada industrial

Após a independência, as diferenças econômicas, sociais e culturais entre a sociedade
nortista, nascida das colônias de povoamento, e a sociedade sulista, oriunda das colônias de
exploração, vão aflorar, arrastando-se até a Segunda metade do século XIX, quando
redundando em um conflito armado. Os estados escravistas do sul, ou melhor, suas elites
aristocráticas em franca decadência política e econômica, tentando manter o poder e, ao
mesmo tempo, a escravidão, criaram os Estados Confederados da América. Declararam a
secessão, ou seja sua separação de federação norte-americana, dominada pela burguesia
industrial e comercial nortista. Essa atitude resultou na Guerra de Secessão ou Guerra Civil
Americana, que se estendeu de 1861 a 1865.
A grande expansão da industrialização norte-americana ocorreu após o final da Guerra
de Secessão. A vitória da burguesia nortista trouxe como resultado geopolítico mais importante
a manutenção da unidade territorial. do país, que já estendia do Atlântico ao Pacífico.
Interessada em aumentar o mercado consumidor para os bens produzidos em escalas cada
vez maior por sua indústria, a burguesia do Norte passou a estimular a imigração. Em 1862, foi
elaborada a lei Lincoln ou Homestead Act. Segundo essa lei, as famílias que migrassem para o
Oeste receberiam 65 hectares de terra para se fixarem e, caso permanecessem cultivando-os
por pelo menos cinco anos, teriam a sua posse definitiva. Essa lei provocou um verdadeiro
boom na imigração, garantindo uma rápida ocupação das terras do Oeste, principalmente nos
férteis solos das planícies.
A imigração, ao mesmo tempo que garantiu a ocupação de novos territórios
conquistados aos índios e aos mexicanos (à custa de um grande genocídio, diga-se de
passagem), possibilitou uma enorme expansão do mercado interno. Outra medida nesse
sentido foi a decretação, em 1863, do fim da escravidão. A relação escravista de trabalho
estava condenada à extinção, por ser incompatível com a expansão do mercado: pelo fato de
não Ter renda, o escravo não consumia. A partir de então, foi se disseminando nos Estados
Unidos a mais tipicamente capitalista das relações de trabalho: o trabalho assalariado. Assim,
gradativamente, foi-se estruturando pela primeira vez na história uma ampla sociedade de
consumo, que iria se consolidar.


Localização Industrial nos Estados unidos

Pelas razões já mencionadas anteriormente, a primeira região do país a industrializar-
se foi o Nordeste, onde, durante muito tempo a indústria esteve fortemente concentrada. Por
uma série de fatores, determinados ramos industriais concentravam-se mais em algumas
cidades que em outras, definido as "capitais". Vejamos alguns exemplos.
As grandes siderúrgicas, como a USX (antiga US Steel) e a Bethlehem Steel,
concentraram-se em torno de Pittsburgh, na Pensilvânia, em função da enorme disponibilidade
de carvão, da facilidade de recepção do minério vindo de Minnesota através dos lagos e da 
proximidade dos centros consumidores. Apesar da recente descentralização das usinas, essa
cidade sendo a "capital do aço". Detroit, localizada numa posição central, facilitou a recepção
de matérias-primas e componentes, além do posterior envio dos produtos acabados.
Sendo um importante entroncamento rodoferro-hidroviário, concentra um parque
diversificado, com destaque para as indústrias de máquinas agrícolas e de material ferroviário.
Nova Iorque é a "capital financeira" dos Estados Unidos. Nela estão as das principais
corporações industriais, comerciais e financeiras do país. Localiza-se também, em Wall Street,
sua influente bolsa de valores, onde são decididos muitos os principais negócios do mundo.
Isso se deve à localização estratégica da cidade, historicamente servindo de ponte entre o
litoral e o interior.
A indústria têxtil, antes muito importante em Massachusetts, praticamente não existe
mais. O pouco que restou aparece na região de Boston. Atualmente, essa indústria está mais
ligada as fontes de matérias-primas e mão-de-obra mais barata do sul, sobretudo na Geórgia e
nas duas Carolinas. As têxteis foram substituídos por indústrias mais modernas, que utilizam
mão-de-obra altamente qualificada. Vinculadas a importantes centros de pesquisas, como a
Universidade de Harvad e o MIT (Massachusetts Institute of Technology), surgem, em Boston e
em Worcester, indústrias de alta tecnologia, ligadas à microeletrônica, informática, robótica,
biotecnologia, etc.
Com o tempo, houve uma descentralização na localização industrial, bem como a
criação de uma quantidade enorme de novos ramos, muitos inclusive acessórios àqueles
mencionados, não só no Nordeste como em outras regiões do país. Imagine a quantidade de
indústrias acessórias imprescindíveis para o funcionamento, por exemplo, da indústria
automobilística: autopeça, plásticos, borrachas, vidros, equipamentos eletrônicos, etc; que por
sua vez necessitam de outras indústrias: siderúrgicas, petroquímicas, etc. Muitas dessas
indústrias são também imprescindíveis para a fabricação de navios, aviões, locomotivas,
máquinas agrícolas, etc. Além desses ramos, encontramos indústrias de bens de produção
fundamentais: máquinas e ferramentas, aparelhagem elétrica, química e derivados, mecânica
de precisão, metalurgia diferenciada, etc.
Todos esses ramos industriais aparecem espalhados inúmeras cidades do Nordeste do
Estados Unidos, a região de maior concentração urbano - industrial do planeta. Aqui a história
mostrou ser verdadeira a seguinte frase: "Indústria atrai indústria". Surgiu, assim, um enorme
cinturão industrial, o manufacturing belt, que se estende por várias cidades, como Duluth,
Chicago, Detroit, Cleveland, Buffalo, e Milwaukee, às margens dos Grandes Lagos, Pittsburg e
Columbus, na região dos Alpalaches; Boston, Nova Iorque, Filadeifia e Baltimore, na costa
lese.


Descentralização Contemporânea

O manufacturing belt já chegou a concentrar, por volta de 1900, mais de 75% da
produção industrial dos Estados Unidos. De lá para cá, só tem reduzido sua participação.
Seguindo uma recente tendência mundial, que é mais forte nos Estados unidos, está
havendo, já há algumas décadas, um processo de descentralização industrial. Como
conseqüência do grande crescimento de cidades do nordeste, que se agruparam em
gigantescas megalópoles, tem havido uma tendência de elevação dos custos de produção na
região. A descentralização, portanto, ocorre em função da necessidade de buscar lugares que
oferecem custos menores de produção. Novos centros estão surgindo no Sul e no Oeste do
país, e centros mais antigos nessas mesmas regiões estão se expandindo aceleradamente, à
custa de uma diversificação industrial. Algumas das cidades norte-americanas que mais
crescem atualmente estão nessas regiões, como Atlanta, Orlando, Dallas, Houston, Nova
Orleans, Seattle, São Francisco, Phoenix, etc.
As primeiras fábricas do sul dos Estados Unidos datam de 1880. Eram fábricas de fios
e tecidos, instaladas por empresários da Nova Inglaterra, que buscavam ficar próximos da
matéria-prima (algodão) e da mão-de-obra barata. Mas a industrialização efetiva do sul
começou a ocorrer após a descoberta de enormes lençóis petrolíferos, com destaque para o
Texas, no início deste século. Foi após a Segunda Guerra Mundial, porém, que o processo se
intensificou, pois o governo norte-americano, alegando necessidades de defesa e de
desenvolvimento do programa espacial, estimulou a expansão industrial no sul. Refletindo essa
política, há uma grande fábrica de aviões em Maritta (Geórgia). Existe, em Huntsville
(Alabama), o arsenal de Redstone (onde foi construído o primeiro satélite norte-americano
lançado com êxito) e o George C. Marshall Space Flight Center.
No Texas, localiza-se o importante Centro Espacial de Houston, sede da Nasa, e na
Flórida, em Cabo Canaveral, o Centro Espacial John F. Kennedy, importante base de
lançamento de foguetes, ambos participantes ativos do programa espacial norte-americano. No
Texas, há indústria aeronáutica em Fort Worth, além das indústrias ligadas ao petróleo na
região de Houston e Dallas. Em Houston  também está sediada a maior fabricante de
microcomputadores do mundo, a Compaq.
Em Nova Orleans e Batton Rouge (Lousiana), também ligadas ao petróleo, há
importantes refinarias e indústrias petroquímicas. Em Birmingham (Alabama), ao sul dos
Apalaches, Estão instaladas muitas siderúrgicas, graças às jazidas de minério de ferro, ao
carvão e à mão-de-obra barata. Outras indústrias que se expandiram na região estão ligadas à
abundante disponibilidade de matérias-primas agrícolas: fábricas de cigarros (Virgínia e
Carolinas), fábricas de açúcar de cana (Lousiana e Flórida), fábricas de suco concentrado de
laranja (Flórida), fábricas têxteis (Geórgia, Tennessee e Carolinas).Veja porque não é tão
diversificado quanto no Nordeste e há uma carência de indústrias de bens de produção.
Outra atividade que merece destaque no sul é a indústria do turismo. (Fala-se em
indústria, apesar de o turismo pertencer ao setor de prestação de serviços). Particularmente na
Flórida, essa atividade é muito desenvolvida, devido ao clima favorável, às praias e ilhas nas
proximidades de Miami, Disney World e EPCOT Center, em Orlando, aos estúdios
cinematográficos, etc.
A última região do país a industrializar-se foi o Oeste. Atraídas por disponibilidade de
mão-de-obra, que aí vai se concentrando desde a época da corrida do outro, por recursos
minerais (Montanhas Rochosas e Sierra Nevada), por combustíveis fosséis (petróleo na
Califórnia), pelo grande potencial hidrelétrico (rios Columbia, Colorado, etc), muitas indústrias
foram-se instalando no Oeste.
Há centros industriais importantes nos estados de Washington (Seatle) e Oregon
(Portland), com importante concentração da indústria aeronáutica e da metalurgia do alumínio,
respectivamente. Mas, de Longe, o mais importante é a Califórnia, com um parque industrial
bastante diversificado, localizado principalmente no eixo São Francisco, Los Angeles, com
indústrias petroquímicas, automobilísticas, aeronáuticas, navais, alimentícias, etc. Há, assim,
muitos ramos tradicionais. No entanto, pelo fato de ser uma industrialização muito recente,
bastante vinculada à indústria bélica, que recebeu fortes incentivos governamentais, e girando
em torno de importantes universidades e centros de pesquisas (Stanford, Berkeley, etc.), é no
Oeste onde se encontram as mais importantes concentrações de indústrias de alta tecnologia
dos Estados Unidos. O melhor exemplo é o exemplo é o cinturão industrial ao sul de São
Francisco, formado por várias pequenas cidades, muito amplas, arborizadas e bem equipadas.
Aí surgiu um grande complexo de indústrias de tecnologia avançada, conhecido como Vale do
Silício (Slicon Valley).
Capitaneadas pela indústria eletrônica produtora de microchips, como a Intel e a
Motorola, de computadores periféricos (hardware), como a Apple e a HP - Hewlett Packard,
além de programas e sistemas (software), como a Microsoft, implantaram-se laboratórios de
biotecnologia e de química fina, indústrias mecânicas de precisão, como a robótica, etc. Bem
distantes das chaminés, das pesadas e sujas indústrias dos tempos pioneiros, esses novos
ramos típicos da Terceira Revolução Industrial, são fábricas assépticas, leves e limpas.
Empregam mão-de-obra altamente qualificada e produzem bens extremamente sofisticados
adiantando as tendências que devem predominar no futuro.

 
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