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Escrito por SOS Estudante.com   
Índice de Artigos
GEOGRAFIA DO ACRE
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Vegetação

 A vegetação acreana pertence ao conjunto da Região Norte, onde predomina a floresta
amazônica perene. Essa floresta, foi denominada por Humboldt de "Hiléia", cujos limites
ultrapassam o território brasileiro (Amazônia Internacional).
 Na maior floresta do mundo, o solo é só o lugar onde as árvores se apoiam
fisicamente, nada mais, retirada a capa verde, a terra não tem força para reerguer sozinha uma
nova mata (mata secundária). A Amazônia só existe porque chove muito na região. Metade
dessa chuva vem do Oceano Atlântico através da migração de massas de ar intensificadas
pelos ventos alísios. Outra metade resulta da evaporação do suor da floresta, um fenômeno
que os especialistas chamam de evapotranspiração. Na Amazônia fica evidente a um
paradoxo, ela é extremamente grande em heterogeneidade, no entanto tem um número
pequeno de cada espécie, a principal explicação para a existência de tanta diversidade é a
Teoria dos Refúgios Florestais, que nos últimos 100.000 anos, o planeta sofreu vários
períodos de glaciação, em que as florestas enfrentaram fases de seca ferozes.
 No Acre, o extrativismo vegetal, desde o início de sua ocupação, até os dias atuais vem
se destacando como uma das principais atividades econômicas, favorecida pela vegetação
natural, rica em espécies vegetais. Na mata de terra firme sobressaem: castanheira, madeira
de lei, guaraná, mogno, cedro, pau-rosa e outras; na mata de várzea: seringueira, pau-mulato,
samaúma e outras e finalmente na mata de igapó: açaí, vitória régia, arapari, mamorana e
outras.


Hidrografia

 A hidrografia acreana, faz parte da grande bacia hidrográfica amazônica. É
representada pelos rios Purus e Juruá, estes situam-se a margem direita do rio Amazonas
(Solimões).
 Os rios que formam a rede hidrogáfica acreana podem ser considerados inteiramente
de planície, já que suas bacias acham-se instaladas sobre as terras do platô terciário
amazônico.
 A Bacia do Juruá é composta: Moa, Juruá-Mirim, Juruá, Liberdade, Tejo, Gregório,
Tarauacá, Envira e outros.
 A Bacia do Purus é composta: Acre, Iaco, Chamdless, Purus, Abunã, Antimari, Xapuri e
outros.
 Os nomes dos rios Juruá e Purus são de origem indígena. O nome Purus vem dos
índios purupurus que habitavam às suas margens. Juruá é uma derivação do nome Yurá,
usado pelos indígenas que habitavam às suas margens. Os rios acreanos são formados por
águas brancas , mas possuem uma água toldada e barrenta. São considerados rios novos
(idade) mas velhos quanto ao percurso, ricos em sais minerais, após as vazantes refertilizam
as suas margens, funcionando como um corretivo do solo para a prática da agricultura de
subsistência por parte dos ribeirinhos.



Economia
Agricultura: mandioca, milho, feijão
Pecuária: bovinos, suínos
Indústria: produtos alimentares
Construção civil: madeira e mobiliário


Dados Geográficos
Localização: o Acre fica no extremo oeste da região Norte
Área: 153149,9 km2
Relevo: depressão na maior parte do território; planície estreita ao Norte.
Rio principais: Juruá, Xapuri, Purus, Tarauacá, Muru, Embira, Acre.
Vegetação: Floresta Amazônica.
Clima: Equatorial
Municípios: 22


Divisão Regional do Acre
 
 O Estado do Acre está divido em duas mesoregiões: a mesoregião do Vale do Purus e
a mesoregião do Vale do Juruá


Mesoregião do Vale do Purus

 Compreende as microregiões de Rio Branco, Brasiléia e Sena Madureira.

* Microregião de Rio Branco: Rio Branco, Senador Guiomard, Plácido de Castro, Bujari,
Porto Acre, Acrelândia e Capixaba.
* Microregião de Brasiléia: Brasiléia, Assis Brasil, Epitaciolândia e Xapuri
*Microregião de Sena Madureira: Sena Madureira, Manuel Urbano e Santa Rosa

Mesoregião do Vale do Juruá:

Compreende as microregiões de Cruzeiro do Sul e Tarauacá

* Microregião de Cruzeiro do Sul: Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Porto Walter, Marechal
Thaumaturgo e Rodrigues Alves.
*Microregião de Tarauacá: Tarauacá, Jordão e Feijó






Setores da Economia

a) Setor primário

O extrativismo continua sendo uma das principais atividades econômica do Estado,
contudo a introdução da atividade agrícola no Estado do Acre ocorreu tardiamente, em função
da exploração do espaço estar voltado para o extrativismo da borracha.
Em 1970, no governo Vanderlei Dantas instala uma política pecuarista para o Estado, sob
o slogan "Produzir no Acre, investir no Acre e exportar pelo Pacífico". Paraíso para os
fazendeiros, inferno para os seringueiros/posseiros que migram intensamente para as cidades.
Também nesse período o INCRA e a EMATER reorganizam a agricultura implantando núcleos
de colonização (PAD's), Projeto de Assentamento Dirigido. Incentivam a plantarem culturas
permanentes, além daquelas destinadas a subsistência. Sendo hoje, o RECA, a expressão
mais forte desse setor ao lado dos pólos agroflorestais (cupuaçu, pupunha e castanha são
produtos principais no RECA).


b) Setor Secundário

Para promover o desenvolvimento industrial o governo do Estado, criou em 1975, a
CODISACRE, em 1976, ela cria a Distrito Industrial de Rio Branco, que compreende uma área
de 232 ha, localizada no km 5 da BR 364. Muito embora o Distrito Industrial tenha sido criado
para fomentar a instalação de novas indústrias, observa-se um tímido crescimento de
estabelecimentos industriais. Este fato pode estar relacionado à infra-estrutura existente e ao
baixo investimento no setor.

c) Setor Terciário

Este setor é o que mais cresce, no entanto o comércio local está atrelado ao pagamento de
Governo Federal/Estadual/Municipal, o que limita o poder de aquisição deste mercado
consumidor, outro aspecto negativo é a avassaladora presença da economia informal, fruto das
dificuldades na conquista de um emprego, o "subemprego toma conta do pedaço", aumentado
a não arrecadação dos impostos.



 
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