Página Principal seta Biblioteca seta História seta Independência dos EUA

Não Encontrou? Pesquise Aqui!

Independência dos EUA Imprimir E-mail
Escrito por SOS Estudante.com   


Compartilhar

A Independência dos Estados Unidos


A colonização das 13 colônias Americanas


Durante o processo de colonização dos EUA operou-se uma distinção fundamental entre as colônias do Norte e do Sul. O Norte, correspondente às colônias de Massachusetts, Nova Hampshire, Rhode Island e Connectict, que formavam a Nova Inglaterra e o centro, correspondente às colônias de Nova York, Nova Jersey, Pensilvânia e Dela Ware, zonas de clima temperado e que não possuíam ouro nem prata, não interessava ao Estado Absolutista e foi ocupado essencialmente pelos puritanos, perseguidos durante o governo de Elizabeth I e da dinastia Stuart.
Querendo fundar lá uma nova pátria, os puritanos estabeleceram lá as chamadas colônias de povoamento, cuja economia era baseada na pequena propriedade agrícola, onde o colono trabalhava com sua família, produzindo para o mercado interno. Os produtos agrícolas das colônias do norte e centro eram iguais aos da Europa, isso também desestimulou o comercio da metrópole com essas colônias. Nessa região desenvolveram-se o comércio e as manufaturas, porque os puritanos já tinham alguma tradição manufatureira na Inglaterra e sua ética religiosa valorizava o trabalho manual como forma de transformar o mundo para a glória de Deus.
As colônias do Norte, com seu trabalho livre e sua liberdade, serviam de desembocadura para perseguidos religiosos, artesãos e camponeses que o desenvolvimento metropolitano excluía do mercado de trabalho.
Já no Sul dos EUA, correspondente às colônias de Virgínia, Maryland, Geórgia, Carolina do Norte e Carolina do Sul, de clima tropical e subtropical, a colonização adotou a forma de colônias de exploração, com uma típica economia de plantation, baseada na grande propriedade agrícola escravista, na monocultura e na produção voltada para o mercado externo. As colônias do Sul produziam algodão e fuma para a Inglaterra. Lá, antes da introdução do escravo negro, houve a experiência indígena e da servidão branca.
Essas diferenças explicam o fato de o norte caracterizar-se, mais tarde, como centro industrial, e o sul permanecer uma região agrícola.
Os servos brancos eram os sentenciados que iam para as colônias e aqueles que não podiam pagar a viagem do navio, o que dava ao comandante o direito de vende-los aquém oferecesse melhor lance.
A servidão branca foi substituída pela escravidão negra porque, com o desenvolvimento das plantações, faltava mão-de-obra, já que a oferta de brancos era reduzida. Eles tinham alguns direitos reconhecidos pela lei e sua condição de servo, além de ser por tempo limitado, não passava para os descendentes. O negro, pelo contrário, além de ser mais barato, era escravo para sempre; não tinha direitos, e a condição de escravo passava de pai pra filho.
Politicamente, as treze colônias eram independentes entre si. Cada qual tinha um governador inglês e possuía uma assembléia, eleita pelos proprietários, cuja finalidade era fazer leis e votar impostos. Suas leis podiam ser vetadas pelo rei, e o parlamento da Inglaterra poderia legislar sobre as colônias, substituindo as assembléias coloniais, que mantinham delegados junto ao parlamento para defendê-las.
Fatores que levaram à Independência dos EUA
*Guerra dos Sete Anos (1756-1763)
Colonos ingleses e franceses da América entravam continuamente em conflito pelo domínio da exploração do comércio de peles e pelo monopólio da pesca na ilha da Terra Nova e na península da Acádia. Esse foi o fator fundamental que levou à Guerra dos Sete Anos entre Inglaterra e França.
Apoiada pela Prússia, a Inglaterra derrotou a França e conquistou o Canadá, a Índia e a Florida, que eram colônias da França. Essa guerra, ao mesmo tempo em que deu à Inglaterra novas colônias, deixou também uma enorme divida publica, resultando numa carga excessiva de tributos aos contribuintes ingleses.
Alegando que a guerra fora efetuada em beneficio das colônias, o governo inglês tributou os colonos, impondo, em 1765, a chamada Lei do Selo, que introduziu nas colônias americanas o uso do papel timbrado, que era vendido em proveito do governo inglês. Isso, na pratica, era uma forma de evitar o contrabando realizado pelos colonos, pois asmercadorias passariam a ser seladas. Após vários protestos, a lei fora revogada em 1766, mas o parlamento inglês manteve um imposto sobre as mercadorias coloniais. Os colonos revoltaram-se, alegando que para serem tributados deveriam ter representantes no parlamento.
A Lei do Açúcar proíbe a importação de rum estrangeiro e taxa a importação de carregamentos de açúcar procedentes de qualquer lugar que não das Antilhas britânicas.
A Lei dos Alojamentos é aprovada em 1765 e exige dos colonos norte-americanos o pagamento pelos alojamentos e alimentação das tropas inglesas.
Em 1767, o ministro inglês Charles Townshend conseguiu que o parlamento aprovasse novas taxas sobre o chá, vidros, papel e tintas de qualquer procedência.
Aumenta a insatisfação dos colonos. Em 1770, soldados ingleses, que foram mandados para Boston a fim de proteger os funcionários britânicos, atiraram contra uma multidão de manifestantes americanos, matando quatro deles. Esse episodio ficou conhecido com o Massacre de Boston.
Em 1773, ocorre um novo confronto dos colonos com a metrópole. Prejudicados pelo monopólio da distribuição de chá concedido à Companhia das Índias Orientais, um grupo de colonos fantasiados de índios jogou ao mar todo o carregamento desse produto dos navios da Companhia que estavam ancorados em Boston. O episódio foi chamado de Festa do Chá em Boston.
O rei Jorge III reagiu a essa manifestação de rebeldia colonial e fez decretar no ano seguinte (1774) os Atos Intoleráveis, pelos quais determinava que:
• os responsáveis pela Festa do Chá seriam mandados à Inglaterra, para julgamento;
• a colônia de Massachusetts seria ocupada por tropas inglesas;
• o porto de Boston ficaria fechado até ser paga a indenização pelo chá destruído;
• estariam sujeitos a severas penas todos aqueles que agredissem funcionários ingleses.
A Batalha de Lexington acontece em 1775, quando um destacamento inglês tenta destruir um depósito de armas controlado pelos rebeldes e encontra feroz resistência por parte de tropas coloniais semi-improvisadas. É considerado o marco inicial da guerra pela independência. Os colonos se organizam militarmente e são declarados rebeldes pelo trono inglês. A revolta contra a Inglaterra se instala de forma declarada.
Todas essas medidas acirraram os conflitos que levaram os colonos à guerra no ano seguinte.
A Guerra de Independência
(1775-1781)
A Guerra de Independência dos estados Unidos teve como causas mais profundas as restrições mercantilistas impostas pela Inglaterra e suas colônias americanas e a influencia das idéias liberais dos filósofos iluministas, divulgadas na América do Norte por homens como Thomas Paine e Samuel Adams, entre outros.
Como causas menores e mais imediatas, podemos citar a Guerra dos Sete Anos, o Massacre de Boston e os Atos Intoleráveis.
No mesmo ano dos Atos Intoleráveis (1774), todas as colônias, com exceção da Geórgia, enviaram representantes para o Primeiro Congresso Continental de Filadélfia.
Nesse Congresso os colonos, ainda não dispostos à separação, resolveram enviar ao governo inglês um pedido para que fossem retirados os Atos Intoleráveis.
Como não foram atendidos, e a Inglaterra acirrou sua repressão, causando a morte de alguns americanos, os se reuniram no Segundo Congresso Continental de Filadélfia, em 1775.
Nesse Segundo Congresso os colonos declararam guerra à Inglaterra, nomearam o rico fazendeiro George Washington comandante das forças americanas e encarregaram Thomas Jefferson de redigir a Declaração de Independência.
A Declaração de Independência, que continha a Declaração dos Direitos do Homem, foi aprovada em 4 de julho de 1776 e afirmava que "as Colônias unidas são, e devem ser por direito, estados livres e independentes" e que "as Colônias estão isentas de toda e qualquer obediência à Coroa Britânica".
A essência da Declaração de Independência assentava-se em três princípios fundamentais, a saber:
• todos os homens receberam de Deus certos direitos naturais como a vida, a liberdade e a conquista da felicidade;
• os justos poderes do governo se originam do consentimento dos governos;
• se o governo não respeitar os direitos naturais do homem, torna-se legítimo derruba-lo do poder pela força das armas e substituí-lo.
A Declaração de Independência foi um extraordinário estimulo aos compatriotas norte-americanos, que até então estavam em desvantagem militar, pois haviam sofrido várias derrotas.
A vitória de George Washington, em Saratoga, em 1777, levou-os a obterem o apoio militar da França e, posteriormente, da Espanha e da Holanda.
A França tentava se vingar da derrota sofrida para os ingleses na Guerra dos Sete Anos, e sua ajuda foi decisiva para a vitória final norte-americana.
Depois de anos de luta, a derrota inglesa em Yorktown, em 1781, colocou um ponto-final no conflito pela independência.
Em 1783 a Inglaterra assinou com os americanos o Tratado de Versalhes, pelo qual reconhecia a independência dos EUA e fixava seus limites nos Grandes Lagos e no Mississipi. A Espanha ficava com a Florida e a Ilha de Minorca, e a França recuperava algumas ilhas antilhanas e estabelecimentos no Senegal.
Os Estados Unidos da América depois da Independência
Durante o período que vai da Declaração da Independência dos estados Unidos da América (1776) ate a eleição de Washington como primeiro presidente (1789), podemos dizer que as colônias se consideravam soberanas e autônomas e, como tal, capacitadas a elaborar constituições estaduais, que antecederam de vários anos a Constituição Federal e refletiam bem de perto influencias de pensadores como Locke e Rosseau.
Ao tornarem-se independentes, as colônias haviam, no entanto, perdido seu principal mercado de exportação, que era a própria Inglaterra. Tal situação originou o desejo de uma Confederação. Um Congresso Revolucionário aprovou então os Artigos da Confederação e da União Perpétua entre os 13 Estados.
A fragilidade dessa Confederação que, segundo seus próprios termos, não poderia obrigar os Estados a nenhuma sanção e não tinha jurisdição sobre os cidadãos individualmente, levou Alexandre Hamilton, representante do Estado de Nova York, a convocar uma nova Convenção que também se reuniu em Filadélfia, e que depois de cuidadosamente examinar a forma de governo que mais conviria à Confederação, promulgou a Constituição dos Estados Unidos da América, estabelecendo três poderes autônomos: o Executivo, representado pelo presidente e vice-presidente da Republica, eleitos por 4 ano; o Legislativo, composto por duas Câmaras ou Congressos (Câmara de Deputados e Senado); e o Judiciário, com juizes e tribunais.
A constituição americana sofreu algumas alterações com o tempo, uma das quais, em 1791, ficou conhecida pelo nome de Bill of Rights (lei dos Direitos). Inegavelmente à Constituição Americana foi para a época um documento de espírito liberal e democrático. Mais tarde serviria de modelo para a organização das republicas latino-americanas.
Federalistas e Republicanos:
No governo do primeiro presidente dos EUA, George Washington, formaram-se os dois grandes partidos que iriam escrever a historia política dos EUA: o Democrático-Republicano, liderado por Jefferson, e o Federalista, chefiado por Alexandre Hamilton.
Os federalistas representavam a aristocracia colonial. Seu líder era partidário de um governo dos "ricos, sábios e bons".

 
< Anterior   Próximo >