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Escrito por SOS Estudante.com   


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Índice

Introdução ____________________________________________________________02

Os sofistas ____________________________________________________________03

O pensamento político de Platão ___________________________________________04

O pensamento político de Aristóteles _______________________________________ 06

Conclusão ____________________________________________________________ 09

Bibliografia ___________________________________________________________10

Introdução

Os mitos gregos eram recolhidos pela tradição e transmitidos oralmente pelos medos e lapsodos, cantores ambulantes que davam forma poética a esses relatos e os recitavam de cor em praça pública. A grande aventura intelectual não começa propriamente na Grécia Continental, mas nas colônias gregas: na Jônia e na Magna, foi lá que se originou o pensar filosófico. Neste trabalho mostraremos quem eram os sofistas, o pensamento político de Platão ( suas obras e legado para a Filosofia ), mostraremos também que foi Aristóteles e suas formas de governo.

É um tanto difícil discorrer sobre tudo, mas tentaremos expor através de pesquisas ( em livros didáticos e também livros de autoria de Platão e Aristóteles ) o pensamento político grego e sua política normativa.

O pensamento político grego

Os sofistas

Os sofistas sempre foram mal interpretados devido às críticas que deles faziam Sócrates e Platão. A história da filosofia nos dá nem faz referência a eles. A palavra sofista, etimologicamente, vem de sophos, que significa "sábio", ou melhor, "professor de sabedoria". Mas no sentido pejorativo, significa "homem que emprega sofismas", ou seja, alguém que usa de raciocínio capcioso, de má fé, com intenção de enganar.

Eles vão também elaborar teoricamente e legitimar o ideal democrático da nova classe em ascensão, a dos comerciantes enriquecidos. a virtude de uma aristocracia guerreira se opõe agora à virtude do cidadão, a maior das virtudes é a justiça e todos, desde que cidadãos da pólis, devem ter direito ao exercício do poder.

Através da  paidea elabora uma nova educação capaz de satisfazer os ideais do homem da pólis e não mais do aristocrata, superando assim, os privilégios da antiga educação, para a qual a araté só era acessível aos que pertenciam a uma linhagem de origem divina.

É bem verdade que este momento não se dirige ao povo em geral, mas a uma elite, àqueles bons oradores que poderiam, nas assembléias públicas, fazer uso da [palavra livre e pronunciar discursos  convincentes e oportunos. A retórica será o instrumento desse processo e os sofistas, os mestres, da nova areté política.

Os mais famosos sofistas foram: Protágoras, Górgias, Híppias, Trasímaco, Pródico , Hipódamos, etc. vindos de todas as partes do mundo grego desenvolvem um ensino itinerante pelos locais em que passam, mas não se fixam em lugar nenhum. Para escândalo dos seus contemporâneos costumam cobrar pelas aulas. Por esse motivo, Sócrates os acusava de prostituição.

Outra obra importante foi a sistematização do ensino. Formam um currículo de estudos: gramática - da qual foram os iniciadores - retórica e dialética.

Com o brilhantismo da participação no debate público, deslumbram os jovens do seu tempo. Desenvolvem um espírito crítico e a facilidade de expressão, mas são com freqüência acusados de superficialidade e logomaquia, ou seja, de pronunciar um discurso vazio, um palavreado oco.

Não deixaram obra escrita, apenas citações de outras filósofos, e como já vimos  sempre tendenciosas.

O pensamento político de Platão

Platão nasceu em Atenas no ano 428 ou 427 a.C. Seus pais pertenciam a uma antiga e nobre descendência. teve um temperamento de artista e filósofo ao mesmo tempo, manifestação característica e elevado do gênio grego. Aos 20 anos, Platão travou relações com Sócrates, cujo ensino e amizade gozou durante oito anos. Após a morte do mestre começou a viajar, dando um vasto giro para se instruir, através do Egito, da Itália meridional e da Sicília. Na Sicília tentou inutilmente realizar a sua utopia política junto à côrte de Siracusa. Pelo ano de 368 fundava em Atenas a sua famosa escola, que tomou o nome de academia, dedicando-se inteiramente à especulação metafísica, ao ensino filosófico e à redação de suas obras até à morte ( 347 ou 348 a.C. ). A atividade literária de Platão abrange mais de cinqüenta anos; escreveu treze cartas e trinta e seis diálogos, que representam a obra prima de sua atividade artística e filosófica.

Platão sistematiza seu pensamento na simples idealização de uma cidade que não existe, mas que deveria ser o modelo da cidade ideal. Guiado pela reflexão filosófica, afirma que o bom governo depende da virtude dos bons governantes.

Devido às grandes convulsões sociais e as injustiças, como a derrota de Atenas na guerra contra Esparta e a condenação de Sócratres, levam Platão a ter um descrédito pela democracia, apesar dele ser de origem aristocrática concebe uma "sofocracia" ( etimologicamente, "poder de sabedoria" ), onde os homens que são vítimas do conhecimento imperfeito  devem ser dirigidos por homens que se distinguem pelo saber supremo, conceituando o governo como a arte; chefiando apenas aquele que conhece a ciência política.

E para explicar como diferenciamos os verdadeiros conhecimentos, ele cita o mito da caverna. No qual ele imagina uma caverna onde os homens estão acorrentados desde a infância, de tal forma que, não podendo se voltar para a entrada apenas enxergam o fundo da caverna. Aí são projetadas as sombras das coisas que passam às suas costas, onde há uma fogueira. Se um desses homens conseguissem se soltar das correntes para contemplar à luz do dia os "verdadeiros objetos", quando regressasse os seus antigos companheiros o tomariam por louco, não acreditando em suas palavras .

Então ele faz a seguinte análise separando por dois pontos de vista: o epistemológico ( relativo ao conhecimento ) e o poético.

Na dimensão epistemológica, o conhecimento humano é por meio da teoria das idéias, que se divide em outros dois mundos: o  sensível (dos fenômenos relativos aos sentidos, da multiplicidade, do movimento ilusório, pura sombra do verdadeiro mundo ) e o inteligível ( das idéias gerais da verdadeira realidade, das essências imutáveis que o homem atinge pela contemplação e pela depuração dos enganos dos sentidos ), e essas idéias estão hierarquizadas, no topo está a idéia do bem, a mais alta perfeição e a mais geral de todas: os seres e as coisas não existem senão na medida em que participam do bem. E para chegar a esse conhecimento é preciso que o espírito desperte, e lembrem através dos sentidos tudo que já teria vivido quando contemplaram o mundo das idéias.

A dimensão política, surge quando o filósofo liberta-se das correntes, contempla a verdadeira realidade e retorna ao meio dos homens para orientá-los, ensiná-los e dirigi-los.

A utopia platônica

Que as pessoas devem ocupar funções diversas na sociedade. E para isso o Estado deve criar as crianças até os vinte anos, com a mesma educação. então aí ocorre o primeiro corte, separando os de alma de bronze, que tem sensibilidade grosseira, aptos à agricultura, ao artesenato, e ao comércio.Os outros estudam mais dez anos, para então ocorrer o segundo corte, os de alma de prata, com a virtude da coragem essencial para os guerreiros, e os que sobrarem, continuam estudando e serão considerados os almas de ouro, terão a arte de dialogar, conhecerão a filosofia.

Aos cinqüenta anos, aqueles que passarem com sucesso por essa  série de provas estarão aptos a serem admitidos no corpo dos magistrados, pois apenas eles têm a ciência da política, serão os mais justos. Sua função é manter a cidade coesa.

A proposta de Platão leva a um modelo aristocrático de poder. Mas, como vimos, não se trata de uma aristocracia da riqueza, mas da inteligência, em que poder é confiado aos melhores.

Esse estado de coisa pode degenerar, e de sua decadência aparecem outras formas de governo: a  timocracia, quando o culto da virtude é substituído pela norma guerreira; a oligarquia, quando prevalece o gosto pelas riquezas, e o senso é a medida de capacidade para o exercício do poder; a democracia, quando o poder pertence ao povo, que, sendo incapaz de conhecer a ciência política, facilita, através da demagogia, o aparecimento da tirania, esta é a pior forma de governo, exercido por um homem só através da força.

Como fazer durar uma sufocracia ?

Para isso estabele-se uma forma de comunismo em que é eliminada a  propriedade e a família, a fim de evitar, por um lado, a cobiça e, por outro, não só os interesses decorrentes dos laços afetivos, como também a degenerência das ligações inadequadas.

O pensamento político de Aristóteles

Filósofo grego, Aristóteles nasceu em Estagira, Macedônia, em 384 a.C. e morreu em Cálcide, Eubéia, em 322 a.C. Em Atenas desde 367, foi durante 20 anos discípulo de Platão. Depois da morte do mestre, instalou-se em Asso, na Eóluda, e depois em Lesbos, até ser chamado em 346 à côrte de Felipe da Macedônia para encarregar-se da educação de seu filho Alexandre. Em 333 voltou a Atenas onde fundou o Liceu. Durante treze anos dedicou-se ao ensino e à elaboração da maior parte de suas obras. Com a morte de Alexandre ( 323 ), teve que fugir a perseguição dos democratas atenienses refugiando-se em Cálcide onde morreu.

Na evolução do pensamento filosófico, Platão e Aristóteles constituem ao mesmo tempo, pontos de confluência de várias vertentes, anteriores ou contemporâneos e principais fontes de todo o pensamento posterior. representam, antes  de tudo, dois modos de pensar: a busca da realidade pela experiência em Aristóteles, e em Platão, a dialética do espírito processando-se além da experiência. Como nenhum filosófico antes dele, Aristóteles compreendeu a necessidade de integrar pensamento anterior à sua própria pesquisa filosófica.

Aristóteles é o primeiro filósofo a distinguir a ética da política, centrada a primeira na ação voluntária e moral do indivíduo enquanto tal, e a segunda, nas vinculações deste  com a comunidade, desde a comunidade familiar até a pólis, a cidade ( como sociedade política ). A política é a culminância da ética, já que o bem comum é  " mais belo e mais divino"  que o do indivíduo.

Dotada de lógos, "palavra", isto é, de comunicação, o homem é inclinado a fazer parte de uma pólis. Assim, o Estado precede a família e até o indivíduo porque responde a um impulso natural. Nos círculos em que o homem se move, a família, a tribo, a pólis, só esta última constitui uma sociedade perfeita.

A felicidade suprema consiste na contemplação da realização de nossa forma essencial. A política aparece como um prolongamento da moral, a virtude não se confunde com o heroísmo, mas é uma atividade racional por excelência. O equilíbrio da conduta só se realiza na vida social, a verdadeira humanidade só é adquirida na sociabilidade isso ocorrerá através da educação proporcionada pelo Estado.

"As leis mais úteis, sancionadas com a aprovação unânime de todos os cidadãos, tornam-se ilusórias se a educação e os costumes não se aos princípios políticos, sendo democráticas na democracia e oligárquicos na oligarquia, porque é preciso entender que se um só cidadão vive na indisciplina, o próprio Estado participa dessa desordem".

Faz crítica ao autoritarismo de Platão, considerando desumano. Recusa a sofocracia platônica, porém não deixa de admitir que para se ser justo é preciso conhecer as leis.

Exclui da cidadania as classes dos artesãos, comerciantes e trabalhadores braçais por não ter  tempo para participar do governo e por considerar que esse tipo de atividade torna o indivíduo incapaz da prática de uma virtude esclarecida.

Aristóteles viveu em dois períodos da Grécia Antiga que foram: período clássico e helenístico, caracterizados por uma sociedade escravista. Diante disso fez uma grande declaração a respeito dos escravos, considerando-os como meros instrumentos que servem para facilitar o uso das coisas pelo seu senhor e ainda declara para o "escravo a escravidão é tão útil como justa". Todas essas declarações a respeito dos escravos estão contidas em uma de suas obras: "A política".

Formas de governo

Aristóteles além de descrever as diversas constituições, estabeleceu três formas de governo: monarquia, aristocracia e politéia. Estabeleceu também que para essas três formas boas existem três formas degeneradas que são a tirania, a oligarquia, e democracia. As três formas só são consideradas boas quando visam o interesse comum e são degeneradas quando possuem interesse particular, embora considere a monarquia, a aristocracia e a politéia formas corretas para exercer uma boa administração, Aristóteles prefere a última devido a que a tensão política sempre deriva da luta entre classes principalmente entre ricos e pobres. Ele retoma o critério já visto na ética de que a virtude sempre está em meio termo.

Aplicando o critério da medicina, descobre-se nas classes médias, condições de virtudes necessárias para que se tenha uma política justa e estável.

"Onde a classe média é numerosa raramente ocorre conspirações e revoltas entre os cidadãos.

Conclusão

Constatamos nesse trabalho os principais períodos da história grega. Aprendemos que a filosofia grega está centralizada em uma só pessoa: Sócrates, que nada deixou escrito. sabe-se de seus pensamentos através de seus seguidores. Na época dos sofistas surgiu Platão, um discípulo de Sócrates que era interessado pela política. ele achava que só os sábios poderiam governar e parte do princípio que as pessoas são diferentes e portanto deveriam ocupar lugares e funções diversas na sociedade. Aristóteles, discípulo de Platão, logo se torna crítica do mestre, elaborando uma filosofia original. Ele critica o autoritarismo de Platão, considerando sua utopia implacável. Estudou três formas de governo que corrompidas se tornariam maléficas à sociedade e pudemos entender, preferiu a politéia. Este trabalho foi de grande importância para nosso aprendizado, pois a filosofia nos ensina a pensar e refletir mais nos dias de hoje.

Bibliografia

- ARANHA, MARIA LÚCIA DE ARRUDA e MARTINS, MARIA HELENA PIRES, Filosofan-

         do, Editora Moderna, 14o.edição

- Enciclopédia Mirador Internacional, Enciclopédia Britânica do Brasil Publicações Ltda

- MARCONDES, JAPIASSU e DANILO, Dicionário Básico da Filosofia, 2o.edição  Rio de Janeiro.

                           

 
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