RECURSOS MINERAIS E ENERGÉTICOS DO BRASIL

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RECURSOS MINERAIS E ENERGÉTICOS DO BRASIL


 Embora o Brasil seja considerado um país rico em recursos minerais, ainda não se
conhece realmente a potencialidade de todos esses recursos.
 Em relação aos recursos energéticos, nota-se no Brasil que o consumo de energia tem
aumentado na razão direta de seu aumento populacional e de desenvolvimento industrial.
Sabemos, entretanto, que o país não é auto-suficiente em energia, necessitando importar
principalmente combustíveis fósseis (carvão, mineral e petróleo), além da tecnologia para
beneficiamento do urânio utilizado na usina nuclear de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.


Minério de ferro

 Hematita, magnetita, limonita, sideríta e pirita. São minérios mais abundantes em todo
o território nacional aparecendo em terrenos cristalinos do Pré-Cambriano, especialmente do
Proterozóico ou Algonquiano.

Quadrilátero de Minas Gerais: corresponde a uma área de 7.000 Km2 formada pelas cidades
de Belo Horizonte, Santa Bárbara, Mariana e Congonhas, que formam os vértices de um
quadrilátero. Sua produção, além de abastecer o mercado interno, 70% destina-se a
exportação.

Morro do Urucum – MS: Situa-se em pleno Pantanal mato-grossense, com reservas
calculadas em mais de 1 milhão de toneladas e teor metálico de mais de 60%. As grandes
distâncias do mercado consumidor dificultam a sua maior exploração. Através do Rio Paraguai,
portos de Corumbá e Ledário, o minério é exportado para a Argentina e daí para o Japão.

Serra dos Carajás – PA: situa-se a sudeste de Marabá, a 500 km de Belém, entre os rio
Tocantins e Xingu. Conta com uma reserva de 18 bilhões de toneladas, quantidade suficiente
para manter o atual nível de produção brasileira de minério por 200 anos, entretanto, lá se
encontram ainda milhões de toneladas de níquel, manganês, bauxita, cobre e outros em uma
área de apenas 60 km de raio. Nessa região o governo federal construiu uma ferrovia de 890
km, desde da região do Projeto Carajás até o porto de Itaqui, na ponta da Madeira no
Maranhão. A exploração está a cargo da CVRD.


Minério de Manganês

Pirolusita. É utilizado na fabricação de aços especiais, indústria química, vidro e
baterias elétricas. É encontrado também em terrenos antigos do proterozóico.

Quadrilátero Ferrífero: ocorre na mesma área até o minério de ferro, podendo se destacar as
localidades de: Conselheiro Lafaiete, onde está o morro da mina de São João Del Rey, Itabira,
Ouro Preto, etc. Sua produção siderúrgica da região.

Serra do Navio – AP: Localiza-se junto às margens do Rio Amapari, afluente do Araguari. Sua
exploração é realizada pela ICOMI (Indústria e Comércio de Minérios), empresa privada de
capital nacional que adquiriu a parte das empresas americanas que também já exploraram o
minério. Seu transporte é feito pela Estrada de Ferro do Amapá, até o porto de Santana, de
onde é exportado principalmente para os EUA. Produz 80% do manganês brasileiro, sendo que
a exportação é uma opção devido às grandes distâncias do mercado consumidor interno.

Morro do Urucum – MS: da mesma maneira que o minério de ferro da região é pouco
explorado devida às grandes distâncias dos centros consumidores do sudeste, é também
exportado para o Paraguai e Argentina através do porto de Corumbá no rio Paraguai. Outras
reservas ocorre no Projeto Carajás, Bahia, Goiás e Espírito Santo.



Alumínio

 Bauxita. A produção tem aumentado muito na última década,. tendo o país passado de
importador a exportador no início dos anos 80.
 As principais ocorrências são nas seguintes áreas: Minas Gerais, Ouro Preto, Mariana,
Poços de Calda e no Pará – Oriximiná (Vale do rio Trombetas).
 A produção mineira atende as indústrias da região sudeste como ALCAN, ALCOA,
CBA, enquanto que a produção do Projeto Trombetas abastece a ALCOBRÁS e ALUNORTE
no estado do Pará e ALUMAR em São Luís do Maranhão. Os maiores produtores mundiais
são: Austrália, Jamaica, Hungria e Grécia.
Carvão Mineral

 A principal área de exploração é o Vale do rio Tubarão, em Santa Catarina abrangendo
os municípios de Criciúma, Lauro Muller, Siderópolis, Urussanga, Araraguá e Tubarão.
Explorado pela CSN, transportado pela Estrada de Ferro Tereza Cristina até o porto de
Imbituba, de onde o produto é levado por cabotagem até a região sudeste, para abastecer
principalmente a CSN, em Volta Redonda – RJ, a COSIPA em Cubatão e as siderúrgicas
mineiras, onde o carvão chega através da estrada de ferro Central do Brasil e proviniente do
porto de Sepetiba – RJ.
 A exploração do carvão no Rio Grande do Sul é feita no Vale do rio Jacuí, com
destaque para os municípios de São Jerônimo, Leão, Bajé, Butiá, Candiota e Hulha Negra.
Utilizado no transporte ferroviário e para a produção de energia termelétrica.
 A extração do carvão no Paraná é feita no Vale dos rios Cinzas e Peixe.
 A maior parte do carvão brasileiro é explorado a céu aberto, o que consiste em uma
grande vantagem, pela economia e segurança, por outro lado, muitos problemas surgem, tais
como: grande quantidade de impurezas, pequena espessura das camadas de carvão, baixo
nível tecnológico na exploração e alto custo dos transportes entre as áreas produtoras e as de
consumo.


Petróleo

 Começou a ser explorado no Brasil no final da década de 30, quando o petróleo jorrou
pela primeira vez, em 27 de janeiro de 1939, no município de Lobato – BA.
 Em 1953, foi criada a PETROBRÁS, pela lei nº 2.004 de Getúlio Vargas, que instituiu o
monopólio do produto, com exceção da distribuição de derivados, que também é feita pela
Esso, Texaco, Atlantic e Shell.
 A partir de 1973, os preços dos produtos aumentaram no mercado internacional em
virtude do boicote árabe. Somente nos anos 80 os preços recuaram por causa da retração do
mercado mundial, surgimento de novos produtores e utilização de novas fontes energéticas,
como o álcool, no Brasil e o metanol nos EUA.
 A Bacia de Campos, na plataforma continental do Rio de Janeiro, apresenta a maior
produção com 61% do total produzido no país.
 O Recôncavo Baiano, que já foi a principal área produtora está perdendo o segundo
lugar para o litoral do Rio Grande do Norte, seguindo por Sergipe, Ceará, Espírito Santo,
Alagoas e Maranhão.
 No início de 1998, a produção era de pouco mais de 930 mil BPD (barris por dia),
enquanto que o consumo ultrapassava 1,6 bilhões de BPD.
 O Brasil importa petróleo de todos os países da Opep (Organização dos países
exportadores de petróleo) e também de países não-membros dessa organização, como:
Angola, Egito, China, Rússia, México, Inglaterra, Noruega e Argentina.


Refino
 
 O refino do petróleo, bem como pesquisa e prospecção, transporte e importação do
petróleo bruto e dos derivados, era monopólio da Petrobrás desde sua criação, em 1953. Com
a criação da Agência Nacional do Petróleo (ANP) em 1998, esse monopólio foi quebrado pois
empresas estrangeiras poderão participar dessa atividade a partir de 1999.
 As refinarias da Petrobrás se localizam junto ao mercado consumidor e distante das
áreas de produção. Tal fato se justifica porque é mais fácil, mais barato e menos perigoso
transportar o petróleo bruto do que os seus derivados.


Transporte do Petróleo

 É feito pela Fronape – Frota Nacional de Petroleiros, além de navios contratados no
exterior, tais navios petroleiros só atracam em portos especializados, denominados de
terminais marítimos que são: no Sergipe, Atalaia Velha; na Bahia, Almirante Álvares Câmara,
no Rio de Janeiro, Almirante Tamandaré, em São Paulo, Almirante Barroso (São Sebastião);
em Santa Catarina, São Francisco do Sul e no Rio Grande do Sul, Almirante Soares Dutra.

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